Quanto investir no exterior: saiba como definir a porcentagem indicada para sua carteira

Tem dúvidas sobre quanto investir no exterior? Descubra como definir a porcentagem ideal da sua carteira em dólar de acordo com seus objetivos e perfil.

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Time Nomad

10 min.

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Publicado em

3/2/2026

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Durante muito tempo, investir fora parecia algo distante, restrito a grandes fortunas ou a quem tinha conhecimentos avançados de inglês e finanças. Hoje, essa fronteira caiu. Ter uma parte do patrimônio em moeda forte não é mais um luxo, mas uma estratégia essencial de proteção e construção de riqueza.

Mas, diante desse novo universo, surge a dúvida clássica: "Ok, eu entendi que preciso diversificar. Mas quanto investir no exterior? 10%? 50%? Tudo?".

A resposta, como quase tudo em finanças, não é um número mágico único para todos. Ela depende de quem você é, dos seus sonhos e de quanto risco você topa correr. Neste guia, vamos ajudar você a fazer essa conta e encontrar o equilíbrio ideal para a sua carteira.

Por que diversificar seus investimentos internacionalmente?

Antes de falarmos de porcentagem, precisamos entender o "porquê". A diversificação internacional ataca um dos maiores riscos do investidor brasileiro: a concentração em uma única economia e uma única moeda.

Quando você investe nos Estados Unidos, por exemplo, você acessa:

  1. Moeda forte: O dólar é a moeda de reserva do mundo. Ter ativos dolarizados ajuda a preservar o seu poder de compra em momentos de instabilidade econômica ou desvalorização do real.
  2. Maiores empresas do mundo: As gigantes de tecnologia, saúde e inteligência artificial não estão na bolsa brasileira. Investir fora é se tornar sócio da inovação global.
  3. Descorrelação: Frequentemente, os ciclos econômicos são diferentes. Pode acontecer de o mercado brasileiro estar em baixa enquanto o americano está em alta (e vice-versa). Ter os dois na carteira ajuda a suavizar as oscilações ao longo do tempo.

O viés do investidor local (Home Bias)

Existe um fenômeno comportamental chamado Home Bias (Viés Doméstico). É a tendência natural de investirmos apenas naquilo que nos é familiar. Nós consumimos marcas brasileiras, lemos notícias do Brasil e, por instinto, colocamos nosso dinheiro em ativos brasileiros.

O problema é que isso pode nos deixar mais vulneráveis ao cenário econômico interno. Se a inflação aumenta aqui ou se passamos por uma instabilidade política, todo o seu patrimônio sofre o impacto de uma só vez.

Vencer o Home Bias é o primeiro passo para se tornar um investidor global. Não se trata de deixar de acreditar no Brasil, mas de não depender apenas dele.

Existe um valor mínimo ou máximo para começar?

Uma dúvida comum é: "Investir no exterior é caro? Quanto preciso para começar?".

Antigamente, você precisava de milhares de dólares para abrir uma conta offshore. Hoje, através de plataformas acessíveis, você consegue comprar frações de ações (Fractional Shares) ou cotas de ETFs com poucos dólares.

Portanto, o valor financeiro não é mais uma barreira. O foco deve ser a porcentagem do seu patrimônio, e não o montante absoluto. Se você tem R$ 1.000,00 ou R$ 1.000.000,00 guardados, a lógica da alocação percentual deve ser a mesma.

Fatores para definir quanto alocar no exterior

Para chegar ao seu número ideal, coloque na balança estes três fatores:

1. Perfil de Investidor

  • Conservador: Se você perde o sono com a volatilidade, talvez prefira manter a maior parte em Renda Fixa no Brasil (onde os juros nominais costumam ser altos). Nesse caso, a parte internacional serve mais como proteção (hedge).
  • Moderado ou Arrojado: Se você busca crescimento de patrimônio no longo prazo e aceita ver o saldo oscilar, aumentar a exposição em ações globais (Stocks e REITs) faz sentido.

2. Horizonte de Tempo

  • Curto Prazo: Vai usar o dinheiro em menos de 2 anos? Cuidado com a renda variável em dólar. O câmbio oscila.
  • Longo Prazo: Para aposentadoria ou independência financeira (acima de 5 ou 10 anos), a exposição ao dólar historicamente se provou uma excelente defesa contra a inflação brasileira.

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3. Objetivos em Dólar

Se você planeja fazer uma viagem internacional todo ano, pagar um intercâmbio para os filhos ou comprar uma casa fora, seus passivos (dívidas futuras) são em dólar. Logo, seus investimentos também deveriam ser majoritariamente em dólar para casar com esse objetivo.

Como calcular a porcentagem da sua carteira (exemplos práticos)

Não existe regra fixa, mas o mercado financeiro costuma trabalhar com algumas faixas de referência. Veja onde você se encaixa melhor:

Cenário 1: O Iniciante Cauteloso (10% a 20%)

  • Perfil: Está começando agora e ainda sente insegurança com o câmbio.
  • Objetivo: Proteção. Quer apenas fazer com que, se o dólar disparar, uma parte do dinheiro acompanhe a alta.
  • Cálculo: Se você tem R$ 50.000 investidos no total, o ideal seria ter entre R$ 5.000 e R$ 10.000 convertidos em investimentos no exterior.

Cenário 2: O Construtor de Patrimônio (30% a 50%)

  • Perfil: Já entende a importância da diversificação geográfica e quer construir riqueza sólida em moeda forte.
  • Objetivo: Diversificação real. Busca dividendos em dólar e valorização das ações americanas.
  • Lógica: Muitos especialistas defendem que ter cerca de um terço do patrimônio fora é um ponto de equilíbrio buscado por muitos brasileiros.

Cenário 3: O Cidadão Global (Acima de 50%)

  • Perfil: Tem planos de morar fora, seus custos de vida são atrelados ao dólar ou simplesmente prefere a segurança jurídica do mercado americano.
  • Objetivo: Preservação total e sucessão patrimonial.

Como fazer a conta na prática:

  1. Some tudo o que você tem investido (Brasil + Exterior);
  2. Defina sua meta (ex: quero ter 30% lá fora);
  3. Multiplique o total pela porcentagem (Total x 0,30);
  4. O resultado é quanto você deve ter em dólar. Se hoje você tem menos que isso, seus próximos aportes devem ser direcionados para a conta internacional até atingir o equilíbrio.

Conheça o Nomad INDI: seu guia de diversificação

Para ajudar o investidor brasileiro a ter uma referência clara, a Nomad criou o INDI (Índice de Diversificação Internacional).

O INDI utiliza investimentos que representam mercados do mundo todo e estima a porcentagem de alocação internacional que melhor equilibra risco e retorno em uma carteira arrojada, de forma dinâmica.

Assim, quanto maior o índice, maior a importância da diversificação internacional. O INDI não é uma recomendação
de investimento. Mas pode ser uma ferramenta para quem busca uma carteira menos vulnerável a riscos locais.

É uma forma de ter dados profissionais para apoiar sua decisão, saindo do "achismo".

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O mundo é o seu campo de investimento

Decidir quanto investir no exterior é um passo indispensável de amadurecimento financeiro. Ao fazer essa conta e definir sua porcentagem ideal, você deixa de ser um investidor que torce para o dólar não subir e passa a ser alguém que investe com mais estratégia, sabendo que seu patrimônio está mais diversificado e posicionado nas maiores economias do mundo.

Comece devagar, respeite seu perfil e use a diversificação a seu favor. O mercado global é gigantesco e está pronto para diversificar suas fontes de retorno.

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O conteúdo disponibilizado aqui não constitui ou deve ser considerado como conselho, recomendação ou oferta pela Nomad. Este material tem caráter exclusivamente informativo. Todo investimento envolve algum nível de risco. Rendimentos passados não são indicativos de rendimentos futuros. Siga sempre o seu perfil de investidor. A Nomad Wealth Management Ltda. (“Nomad Wealth”), é uma entidade que atua como consultor de Valores Mobiliários autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários, atuando de forma independente em território brasileiro. Ao contratar seus serviços, o cliente pode receber recomendações personalizadas e orientações estratégicas considerando seu perfil de risco, os seus objetivos e sua situação financeira. Os serviços da Nomad Wealth visam auxiliar 

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Um time de produtores de conteúdo que são completamente baseados em dados e análises fundamentadas. Nossos conteúdos são norteados pela experiência do mercado financeiro da Nomad.

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