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Time Nomad
10 min.
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Publicado em
9/4/2025

Se os últimos doze meses nos ensinaram algo, é que a volatilidade e as incertezas geopolíticas tornaram o ambiente de investimentos mais complexo, exigindo uma leitura atenta dos sinais que o mercado emitiu ao longo de 2025.
Para definir onde investir em 2026, não basta olhar para o futuro isoladamente. É preciso compreender o legado deixado pelo ano que passou: um período marcado pela divergência na curva de juros americana, pela consolidação da Inteligência Artificial (não como promessa, mas como geradora de valor e eficiência) e pelo início do ciclo de flexibilização monetária nos Estados Unidos.
Neste artigo, exploramos as principais teses do relatório de perspectivas globais, traduzindo o "economês" de 2025 em oportunidades estratégicas para carteiras de investimentos em 2026.
O ano de 2025 foi um teste de nervos para o investidor global, mas quase todos os investimentos fecharam o ano positivos. De um lado, tarifas comerciais e questões fiscais reacenderam o temor da estagflação (crescimento baixo com inflação alta). Do outro, os dados econômicos mostraram uma realidade diferente: uma moderação na atividade, mas longe de um colapso.
Essa leitura é essencial para quem deseja começar a investir em 2026 ou diversificar seu portfólio. O que observamos é o Federal Reserve (o banco central americano) conseguindo reduzir os juros gradualmente, buscando o tão sonhado "pouso suave" da economia.
Um fenômeno determinante ocorrido em 2025 dita o tom para a renda fixa agora: a divergência na curva de juros.
Para 2026, isso sinaliza que a renda fixa em dólar pode continuar atrativa, mas exige uma seleção criteriosa de prazos (duration) para capturar esses prêmios de risco.
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Diante desse cenário herdado, a postura sugerida pelo mercado para 2026 é de um otimismo cauteloso.
O que isso significa na prática? Significa tolerar uma leve deterioração nos dados macroeconômicos (natural em um ciclo de desaceleração controlada) sem ceder ao pânico. A estratégia ideal foca na resiliência de longo prazo, evitando movimentos bruscos baseados em ruídos de curto prazo.
Não estamos diante de um mercado eufórico e sem fundamentos, mas sim de um cenário onde a seletividade será a chave para buscar melhores resultados.
Com base na análise de que os lucros corporativos permanecem sólidos e os juros, embora em queda, ainda podem remunerar o capital, onde estão as oportunidades?
A renda fixa global, especialmente os títulos do Tesouro Americano (Treasuries), mantém seu papel de porto seguro e gerador de renda. Com as taxas longas ainda pressionadas pelas questões fiscais dos EUA observadas em 2025, o investidor encontra oportunidades de buscar rendimentos em dólar (Yields) em patamares historicamente interessantes, buscando equilibrar a carteira diante da volatilidade da renda variável.
Uma das grandes discussões de 2025 foi: estamos vivendo uma bolha em IA similar à "bolha pontocom" dos anos 2000? Analistas de mercado sugerem que não. A grande diferença reside na solidez dos lucros corporativos.
Enquanto a bolha dos anos 2000 foi inflada por empresas que não geravam caixa, a valorização das empresas de tecnologia atuais é sustentada por resultados financeiros robustos e entrega real de valor.
No entanto, o risco de correção existe. Para 2026, o foco deve estar em empresas que não apenas prometem inovação, mas que já monetizam a Inteligência Artificial de forma eficiente.
O ecossistema de criptoativos continua sua trajetória de amadurecimento. Além do Bitcoin, plataformas de contratos inteligentes (como Ethereum) e soluções open-source seguem desenvolvendo infraestrutura para a evolução do sistema financeiro.
Em um portfólio diversificado, essa classe de ativos entra como um componente de assimetria, com potencial de valorização para uma pequena parcela do capital.
Aviso de Risco: Investimentos em criptoativos são altamente voláteis, sensíveis ao noticiário e podem resultar em perdas significativas. Este tipo de investimento pode não ser adequado para o seu perfil de investidor. A diversificação não elimina o risco de perda.
Investir em 2026 exigirá sangue frio para filtrar ruídos e ter foco nos fundamentos. O cenário base não é de recessão profunda, mas de acomodação.
A melhor estratégia para este ano é a construção de um portfólio robusto, que aproveite os juros ainda atrativos da renda fixa internacional para buscar maior estabilidade, enquanto busca crescimento nas ações de empresas sólidas que lideram a corrida tecnológica. O segredo não é tentar adivinhar o futuro, mas estar preparado para ele com uma alocação global e inteligente.
E informação é a peça chave para investir com inteligência. Clique aqui e leia o relatório completo com a curadoria da Nomad com as oportunidades de investimentos para ficar de olho em 2026.
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