Nos últimos 12 meses, a volatilidade, os desafios geopolíticos e as incertezas tornaram o ambiente de investimentos mais complexo. Os acontecimentos reforçam a necessidade de se preparar para o ano de 2026. Neste material, debatemos uma série de oportunidades e riscos aos investimentos globais.
Cenário Macro: Embora tarifas e questões fiscais reacendam temores de estagflação, os dados indicam moderação na atividade, com o Fed reduzindo juros gradualmente. O alto endividamento público e o risco de correção nas techs de IA exigem atenção, mas a solidez dos lucros corporativos diferencia o cenário atual da bolha "pontocom". Prevalece um otimismo cauteloso, onde a estratégia ideal é tolerar uma deterioração macroeconômica leve sem ceder ao pânico, focando n a resiliência de longo prazo.
Renda fixa: Em2025, a curva de juros dos EUA divergiu: taxas curtas cederam com a flexibilização monetária, enquanto as longas subiram devido a incertezas fiscais e maior prêmio de risco, favorecendo alocações intermediárias e o crédito de maior qualidade. A queda na volatilidade impulsionou a busca por rendimento no segmento de maior risco de crédito e comprimiu os prêmios de risco soberano na América Latina, beneficiando a região via fluxo global. O cenário exige cautela na seleção de ativos, priorizando o carrego e a qualidade diante da assimetria de riscos e da incerteza fiscal americana.
Bolsa americana: Com nove trimestres consecutivos de ganhos e dividendos em alta, a discussão de bolha se choca com uma valorização que reflete boa saúde financeira das companhias. Esse cenário de qualidade corporativa valida a resiliência das empresas americanas, servindo de base para revisitar e atualizar nossas teses de investimento para o futuro, sem negligenciar proteção.
Bolsa global: O desempenho superior da bolsa americana na última década foi impulsionado pela concentração em ações de tecnologia, favorecidas pelos juros baixos, o que resultou em valuations elevados e um baixo prêmio der isco (ERP). Atualmente, esses mercados internacionais oferecem prêmios de risco mais atrativos, indicando que podem estar relativamente mais baratos. Dessa forma, a alocação fora dos EUA é uma importante diversificação e uma aposta em uma potencial continuidade do ciclo de enfraquecimento do dólar, que pode impulsionar os retornos de ativos estrangeiros.
Neste conteúdo, traçamos uma perspectiva para o ambiente de investimentos em 2026, destacando as oportunidades e riscos no caminho.









