Para o investidor brasileiro, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é um velho conhecido. Ele traz a tranquilidade de que, em caso de problemas com uma instituição bancária, há uma rede de proteção.
No entanto, quando decidimos dar o passo em direção à dolarização do patrimônio, surge a dúvida natural: quem protege o meu dinheiro lá fora?
O mercado americano, considerado o maior "porto seguro" do mundo, possui um sistema de proteção centenário e rigoroso.
O conceito de “porto seguro” no mercado global
No cenário financeiro global, investidores buscam o mercado americano não apenas pela rentabilidade, mas pela segurança jurídica e institucional. Em momentos de incerteza mundial, o capital flui para os EUA porque o país oferece um ambiente com grande liquidez e onde as regras são claras e o sistema de proteção é testado pelo tempo.
FDIC e SIPC: Pilares da proteção americana
Nos EUA existem dois órgãos principais que dividem as responsabilidades por eventos financeiros de forma clara:
- FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation): É o equivalente ao FGC para contas bancárias. Ele garante depósitos em dinheiro em bancos membros, protegendo o correntista caso a instituição financeira enfrente dificuldades. Ele assegura até US$250 mil por depositante, por instituição bancária e por categoria de titularidade (como conta titular e conjunta, por exemplo)
- SIPC (Securities Investor Protection Corporation): Este é o escudo do investidor. Enquanto o FDIC assegura fundos em conta, o SIPC protege os seus ativos (ações, ETFs e outros títulos). Se uma corretora falir, o SIPC atua para garantir que seus ativos financeiros custodiados em corretoras americanas sejam recuperados ou transferidos para outra instituição. Esta instituição assegura o pagamento de até US$ 500 mil em valores mobiliários, com um limite de US$ 250 mil em dinheiro (sem estar investido em ativos).
Um dos pontos técnicos mais importantes da regulação americana é a segregação de ativos. Isso significa que o patrimônio dos clientes nunca se mistura com o capital próprio da corretora ou do banco.
Na prática, se uma instituição financeira passar por problemas de liquidez, os seus ativos (como as ações, REITs, bonds ou ETFs) permanecem registrados em seu nome e custodiados de forma independente. Essa camada de proteção assegura que a saúde financeira da corretora não coloque em risco a propriedade dos seus investimentos.
Proteção do poder de compra e risco de moeda
Segurança patrimonial também envolve defender o valor do seu dinheiro ao longo do tempo. Manter 100% do patrimônio em uma moeda emergente, como o Real, expõe o investidor à volatilidade política e à inflação local.
Dolarizar parte do patrimônio é uma estratégia de defesa. O dólar é a moeda de reserva global; ao investir nele, você preserva o seu poder de compra internacional e cria um hedge (proteção) contra as oscilações do mercado brasileiro.
Nomad: sua ponte para o mercado americano
A Nomad nasceu com o propósito de democratizar o acesso ao sistema financeiro global de forma simples, transparente e, acima de tudo, segura.
Através de parcerias com instituições americanas sólidas, a Nomad oferece aos brasileiros uma estrutura que segue rigorosamente as normas de compliance e segurança bancária internacional. Ao abrir sua conta, você passa a usufruir de toda essa rede de proteção (como FDIC e SIPC através dos parceiros de custódia), garantindo que seu patrimônio esteja sob as mesmas regras de segurança que protegem os maiores investidores do mundo.






