
Nos últimos dois meses, a Operação Epic Fury e o subsequente fechamento do Estreito de Ormuz intensificaram a volatilidade nos mercados globais. O mundo vive hoje a maior restrição da oferta de petróleo da história, segundo a IEA, com impactos diversos. Este material analisa os desdobramentos geopolíticos, os custos militares e os impactos assimétricos na inflação e nos ativos de risco.
Cenário: iniciada em 28 de fevereiro de 2026, a ofensiva dos EUA e Israel resultou na morte do Aiatolá Khamenei e deu início a uma guerra assimétrica com o Irã utilizando de drones, mísseis e principalmente, do controle de Ormuz. Após cinco semanas, um frágil cessar-fogo foi assinado, mas o estreito permanece fechado, sem alternativas escaláveis para o escoamento de itens como combustíveis e fertilizantes.
Custos e infraestrutura: os gastos militares americanos se aproximam de US$ 25 bilhões, com uma pressão sobre os estoques de munições de alto valor . A interrupção logística em Ormuz afeta 20% do petróleo e gás global e 15% da oferta de fertilizantes, impactando severamente países como Japão (com 95% de dependência do Oriente Médio) e Coreia do Sul.
Choque inflacionário e juros: a inflação nos EUA saltou para 3,5% em 12 meses, impulsionada pelos combustíveis. Como consequência, o mercado abandonou as expectativas de cortes de juros em 2026, prevendo o primeiro movimento do Fed apenas para o final de 2027. A postura de cautela deve sustentar juros elevados por mais tempo globalmente, diante da incerteza sobre a duração do choque de oferta.
Comportamento dos ativos: o ouro desvalorizou 13% após o forte rali do ano passado, com bancos centrais compradores revisando sua estratégia com o maior custo de importação de petróleo impactando na balança comercial. O petróleo subiu 66%, refletindo a maior restrição de oferta da história. Enquanto isso, o S&P 500 demonstrou resiliência (+4%), impulsionado por resultados corporativos sólidos e investimentos em IA.
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