
Busca por proteção em moeda forte é apenas uma das razões que justificam a diversificação do portfólio globalmente. Mas a exposição a oportunidades diferentes das encontradas no Brasil é igualmente relevante.
No Brasil, ao longo das últimas décadas, percebemos uma dominância persistente de empresas ligadas à "velha economia": companhias estatais, bancos e produtoras de commodities. Petrobras, Vale, Itaú e Ambev são nomes que se repetem consistentemente no topo da lista, refletindo a estrutura econômica do país, fortemente ancorada em setores tradicionais e de bens de consumo essenciais. Já nos EUA, o S&P500 tem uma composição consideravelmente mais dinâmica. Enquanto no início do século XXI ainda víamos empresas como ExxonMobil e GE figurando entre as companhias mais relevantes do índice, a paisagem se transformou radicalmente.
Hoje, a lista é amplamente dominada por empresas de tecnologia de ponta, como Apple, Microsoft, Amazon, Google (Alphabet), Nvidia, Meta e Tesla - as Mag7. Essas companhias representam os a vanguarda das inovações que moldam o futuro da economia mundial, da inteligência artificial aos veículos elétricos e ao e-commerce. A retomada recente do mercado de ações americano, como abordamos na nossa carta mensal, foi liderada por essas companhias, com exceção de Apple e incluindo a Broadcom.
Com maior liquidez e atraindo fluxos globais de investimentos, a Bolsa americana está no topo das preferências de listagem de companhias com alto potencial de crescimento, e, consequentemente, tende a se adaptar mais rapidamente a novas tendências de mercado. É um ambiente propenso para buscar exposição a empresas que estão na vanguarda da transformação global visando o longo prazo.






