Perspectivas para Investimentos Globais em 2026

O primeiro semestre de 2026 revelou uma dualidade entre o otimismo herdado do ano anterior e a instabilidade trazida por novos choques geopolíticos no Oriente Médio. Neste material, debatemos uma série de oportunidades e riscos aos investimentos globais.

por

Danilo Igliori

Paula Zogbi

Nickolas Lobo

Bruno Shahini

Rebecca Nossig

Vitor Kayo

Luca Girardi

15 min

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Publicado em

16/7/2026

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O primeiro semestre de 2026 revelou uma dualidade entre o otimismo herdado do ano anterior e a instabilidade trazida por novos choques geopolíticos no Oriente Médio. Essa mudança de cenário forçou os bancos centrais a priorizar o controle inflacionário, consolidando juros altos por mais tempo e exigindo dos investidores maior diversificação de teses e geografias.  

Macro: o cenário inicial de soft landing e expectativas de cortes de juros foi interrompido pelo fechamento de Ormuz e o consequente choque de oferta no mercado de petróleo. Nos EUA, o Fed suspendeu a flexibilização monetária, enquanto no Brasil o Copom reduziu o ritmo de cortes diante do IPCA persistente e acima do teto da meta.  

Renda Fixa: diante de um regime de juros estruturalmente mais altos nos EUA, a preferência recai sobre a parte curta e intermediária da curva, aproveitando yields atrativos de carrego sem o risco de duration longa. No crédito, a forte concentração em inteligência artificial exige seletividade, enquanto a dívida de mercados emergentes oferece oportunidades focadas em prêmios de carrego.  

Renda Variável - Estados Unidos: o S&P 500 demonstrou resiliência como maior crescimento de lucros corporativos desde o pós-pandemia, sustentado pela expansão de infraestrutura de inteligência artificial. O cenário segue promissor, mas o ambiente pede cautela, à medida que o mercado passa a reavaliar a sustentabilidade do fluxo de caixa e o volume de Capex das hyperscalers, além do horizonte de retorno sobre investimentos em Inteligência Artificial.

Renda Variável - Brasil: o Ibovespa acumulou alta moderada após atingir máximas históricas, refletindo a forte oscilação do fluxo estrangeiro, que migrou para mercados asiáticos em busca de exposição tecnológica. Embora a Bolsa apresente múltiplos altamente atrativos e descontados perante os pares emergentes, o retorno do capital depende diretamente da melhora do cenário fiscal, de juros locais e do alívio geopolítico.  

Criptoativos: o mercado cripto seguiu sofrendo uma forte correção no primeiro semestre, penalizado pelo aumento global do custo de capital e pela consequente aversão a ativos de risco. Apesar da volatilidade de curto prazo, a classe amadurece com avanços regulatórios históricos nos EUA, como o GENIUS Act e o CLARITY Act, que consolidam os fundamentos para o capital institucional.


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Danilo Igliori

Economista-chefe da Nomad. Professor do Departamento de Economia da FEA-USP, PhD pela Universidade de Cambridge. Foi um dos fundadores da DataZAP, no Brasil já atuou em empresas como BTG Pactual, Unibanco, Vale, Grupo Zap e OLX, e atuou como consultor em agências internacionais (Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Paula Zogbi

Estrategista-chefe da Nomad, tem mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, foi head de conteúdo na XP, analista na Rico e jornalista na InfoMoney e EXAME. É graduada em jornalismo pela USP e tem certificação CNPI pela Apimec.

Nickolas Lobo

Analista de Research da Nomad, com 5 anos de experiência no mercado financeiro, com passagem pela Spectra, Banco Modal e mais de 3 anos trabalhando em equities globais, principalmente no mercado americano, na RXZ Investimentos. É graduado em Economia pelo Insper

Bruno Shahini

Com 9 anos de experiência no mercado financeiro, atuou na Votorantim Asset e no Banco Daycoval, é economista formado no Insper e possui as certificações CFP® (Certified Financial Planner) e CGA (Gestão de Gestores ANBIMA)

Rebecca Nossig

Estrategista de ações da Nomad, com foco em ações do mercado brasileiro. Possui mais de 6 anos de experiência em Equity Research Strategy, com passagem pelo Banco JP Morgan, XP Investimentos e Itaú BBA. Possui certificação CNPI pela Apimec. É graduada em Engenharia Naval pela Escola Politécnica da USP (POLI-USP).

Vitor Kayo

Doutor em Economia pela FGV com 6 anos de experiência na MCM Consultores, atuando em análise macroeconômica, modelagem de cenários e projeções econômicas.

Luca Girardi

Graduado em Economia no Ibmec-SP, com passagens de estágio em análise macroeconômica na Wagner Investimentos e em planejamento financeiro na Sugoi. Possui a certificação CGA (Certificação de Gestores ANBIMA) e CNPI pela Apimec.

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