
Com a aproximação das eleições gerais de 4 de outubro, o cenário político brasileiro atrai a forte atenção de investidores globais. Nos meses que antecedem o pleito, o mercado financeiro tenta antecipar e precificar os diversos cenários governamentais possíveis, gerando um ambiente de alta especulação. Consequentemente, essa contínua reprecificação de expectativas impacta o apetite ao risco e a dinâmica de alocação de capital, provocando oscilações significativamente mais bruscas nos principais indicadores financeiros do país, com destaque direto para a volatilidade do índice Ibovespa e da cotação do dólar frente ao real.
Para entender melhor esse comportamento, realizamos um estudo sobre a volatilidade e retorno, tanto do Ibovespa, quanto do dólar, nos períodos eleitorais recentes.
Na média histórica, fica evidente que ocorre um aumento moderado da volatilidade na janela entre o primeiro e o segundo turno das eleições, que reflete a busca dos investidores por proteção e o reajuste de posições no momento em que a disputa política atinge o seu ponto mais tenso.




