
Em meio a um apagão de dados motivado pelo shutdown nos EUA, o Bureau of Labor Statistics (BLS) divulgou que a inflação ao consumidor americano (CPI) avançou 0,3% na base mensal em setembro e 3,0% na base anual, uma aceleração em relação à leitura anterior (2,9%), mas abaixo da média das estimativas do mercado (3,1%). O maior fator para a variação do mês foi o combustível, cujo preço subiu 4,1%. A medida para o núcleo variou 0,2%, ante expectativa de 0,3%.
Os números foram computados antes da paralisação de atividades não essenciais do governo, e serão essenciais para a decisão do Fomc na semana que vem. Apesar de a inflação anunciada permanecer acima da meta de 2,0% é provável que a autoridade monetária mantenha o direcionamento de realizar mais um corte na taxa de juros na quarta-feira, em meio a uma priorização anunciada do estímulo à atividade econômica, com as condições do mercado de trabalho em foco. Os futuros dos índices americanos responderam ao dado com altas nesta manhã: vale lembrar que a continuidade do ciclo de cortes é um dos motores das valorizações e máximas históricas recentes do mercado de ações.
As incertezas mais agudas ficam em torno da reunião de dezembro, para a qual não há consenso sobre os movimentos do Fed e, provavelmente, faltarão dados para embasar uma decisão: mesmo com o fim do shutdown, os dados apresentados para outubro podem não ser tão confiáveis, com efeitos de maiores dificuldades na coleta, processamento e divulgação.





