Imagine estar no piso de negociação de um lugar onde capital, ideias e os maiores negócios do mundo se encontram todos os dias. Um lugar onde mais de US$ 6 bilhões mudam de mãos em questão de horas. Esse lugar existe há mais de dois séculos e fica em Nova York: é a NYSE, a Bolsa de Valores de Nova York.
Para muitos brasileiros, a NYSE parece distante, um universo reservado a grandes investidores institucionais e fundos bilionários. Mas a realidade é outra. O Brasil tem uma relação muito mais próxima com a NYSE do que se imagina, e o acesso a esse mercado está cada vez mais disponível para qualquer pessoa.
No quarto episódio da série “Ações Americanas”, Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, e Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, começam a explicar, direto de Wall Street, o que é a NYSE, como ela funciona por dentro e por que ela pode ser relevante para a sua carteira de investimentos.
O que é a NYSE e qual é a sua história
A NYSE (New York Stock Exchange) é a maior bolsa de valores do mundo em capitalização de mercado. Fundada em 1792, ela surgiu praticamente junto com a história dos Estados Unidos e, desde então, se tornou o principal ponto de encontro entre empresas que precisam de capital e investidores dispostos a financiar esse crescimento.
O número que resume a dimensão da NYSE é impressionante: a capitalização total das empresas listadas ultrapassa US$ 44 trilhões, um valor superior ao próprio PIB americano, que gira em torno de US$ 30 trilhões. Isso porque a NYSE não lista apenas empresas americanas. Companhias do mundo inteiro escolhem Nova York para abrir seu capital ou ampliar sua base de investidores.
"A gente está no piso de negociação da maior bolsa de valores do mundo. É aqui que o capital financeiro, as boas ideias e os negócios se encontram há mais de dois séculos. Essa bolsa é quase tão antiga quanto a história dos Estados Unidos", destaca Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.
Como funciona a NYSE na prática
Quando uma empresa decide abrir seu capital, ela realiza um IPO (oferta pública inicial de ações) e passa a ter suas ações listadas em uma bolsa. Mas o IPO é só o começo da história.
O verdadeiro motor do mercado de capitais é o que acontece depois: o mercado secundário, onde investidores compram e vendem essas ações todos os dias. Para o investidor, isso aparece como um número na tela do celular: o preço atual de uma ação. Por trás desse número, existe uma infraestrutura complexa que garante que milhões de transações ocorram de forma organizada, segura e eficiente.
Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, explica bem essa dinâmica: "Quando você compra ou vende uma ação, você vê lá um número na tela. Mas na verdade, você tem toda uma infraestrutura por trás para garantir que milhões e milhões de dólares sejam movimentados todo dia. Participantes se encontram fisicamente e digitalmente, transacionando mais de 6 bilhões de dólares diariamente."
Esse volume diário coloca a NYSE em uma categoria à parte. Para efeito de comparação, toda a B3, a bolsa brasileira, movimenta em torno de R$ 25 bilhões por dia em média, o equivalente a pouco mais de US$ 4 bilhões ao dólar comercial atual.
O papel dos DMMs: quem garante a liquidez do mercado
Um dos elementos que torna a NYSE única é o seu modelo híbrido, que combina tecnologia de ponta com a presença física de profissionais especializados chamados DMMs (Designated Market Makers, ou Formadores de Mercado Designados).
Os DMMs são empresas e profissionais credenciados pela NYSE que atuam diretamente no piso de negociação. Eles usam capital próprio para facilitar as transações, garantindo que sempre haja compradores e vendedores disponíveis, mesmo em momentos de maior volatilidade. Na prática, eles "suavizam" os movimentos bruscos do mercado e garantem que os preços reflitam o valor real dos ativos.
Esse mecanismo é especialmente importante para grandes investidores institucionais: fundos de pensão, endowments e gestoras que precisam movimentar bilhões de dólares sem distorcer o preço das ações no processo.
Paula Zogbi explica como isso funciona na prática: "Os pesos pesados do mercado mesmo, que são os fundos de pensão, endowments, grandes investidores institucionais, usam a estrutura da NYSE principalmente por causa dos DMMs. Usando o seu próprio capital, eles garantem que vai existir a liquidez necessária para que esses investidores gigantescos movimentem bilhões sem distorcer o preço de uma ação."
Vale destacar que os DMMs também facilitam a negociação de grandes empresas brasileiras que têm dupla listagem, ou seja, que estão listadas tanto na B3 quanto na NYSE. Empresas como Petrobras, Vale e Itaú, por exemplo, têm ações negociadas nos dois mercados.
Por que o Brasil tem uma relação especial com a NYSE
Esse último ponto não é coincidência. O Brasil figura na lista dos 5 países com mais empresas listadas na NYSE, ficando atrás de China, Canadá, Reino Unido e Israel. Isso coloca o Brasil em uma posição de destaque no mercado americano, muito diferente do que a maioria dos investidores brasileiros imagina.
Para o investidor brasileiro, essa proximidade tem um significado prático importante: ao acessar o mercado americano, você pode estar investindo em empresas que você já conhece, além de ter acesso a setores pouco representados na B3, como tecnologia, inteligência artificial, biotecnologia e semicondutores.
A bolsa brasileira conta com cerca de 300 empresas listadas. O mercado americano, só entre NYSE e Nasdaq, reúne mais de 3.000 companhias. Diversificar nesse contexto pode significar ampliar o horizonte de possibilidades da sua carteira.
O investidor de varejo tem lugar na maior bolsa do mundo
Existe um mito de que a NYSE é um espaço exclusivo para grandes fundos e investidores institucionais. Os números mostram o contrário.
Mais de 40% do volume diário transacionado na NYSE vem de investidores de varejo, ou seja, pessoas físicas como você. Dados de 2025 indicam que investidores individuais já representam cerca de 31% das movimentações diárias em todo o mercado americano. O varejo não é coadjuvante nesse mercado: é parte fundamental do seu funcionamento.
Paula Zogbi reforça esse ponto: "Os investidores de varejo como eu e você também são muito importantes para a NYSE funcionar. Mais de 40% do volume diário transacionado é feito por investidores de varejo. O varejo é cada vez mais significativo."
A lógica é clara quando você entende como os diferentes tipos de investidores se complementam. Grandes fundos movimentam blocos enormes de capital de uma só vez. O investidor individual contribui com uma liquidez constante e fragmentada ao longo de todo o dia de negociação.
Para Danilo Igliori, essa combinação é o que mantém o mercado eficiente: "O institucional move blocos de capital, enquanto o varejo provê uma liquidez constante e consistente, que ajuda a preencher as lacunas e criar um mercado eficiente e ainda mais dinâmico."
Em outras palavras: o seu acesso a esse mercado não só é possível como também é incentivado pela própria estrutura da NYSE.
Como o investidor brasileiro pode participar da NYSE
Participar da maior bolsa do mundo está cada vez mais acessível para quem está no Brasil. Pela Conta Investimento Nomad, você pode comprar e vender ações listadas na NYSE e em outras bolsas americanas diretamente pelo celular, sem taxa de corretagem e com ativos a partir de US$ 1.
Isso significa que você pode se tornar acionista de grandes empresas com o mesmo aplicativo que você usa para organizar suas finanças internacionais.
Seus investimentos na Nomad contam com a proteção do SIPC (Securities Investor Protection Corporation), que assegura ativos mobiliários na sua conta em até US$ 500 mil. O patrimônio fica sob a jurisdição dos Estados Unidos, um dos mercados mais regulados e transparentes do mundo.
Investir no exterior não é apostar contra o Brasil: é diversificar seus investimentos e preparar sua carteira para diferentes cenários econômicos. A bolsa brasileira representa cerca de 1% do mercado global e acessar a NYSE é acessar parte significativa dos outros 99%.
Se você quer dar o próximo passo, abra sua Conta Investimento Nomad e comece a investir em ações americanas. Lembre-se: todo investimento envolve riscos. Invista de acordo com seu perfil.
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O conteúdo disponibilizado aqui não constitui ou deve ser considerado como conselho, recomendação ou oferta pela Nomad. Todo investimento envolve algum nível de risco, incluindo o risco de perda do capital principal investido. O investimento em ações norte-americanas ou a manutenção de saldo em dólares implica exposição a risco cambial. O valor dos investimentos e eventuais retornos estarão sujeitos a oscilações no momento da conversão entre moedas. O saldo em dólares não investido não gera juros nem dividendos. Rendimentos passados não são indicativos de rendimentos futuros. Siga sempre o seu perfil de investidor. A Nomad Investment Services, entidade sediada nos Estados Unidos da América (EUA), é uma corretora registrada na Securities Exchange Commission (“SEC”) e membro da Financial Industry Regulatory Authority (“FINRA”) e da Securities Investor Protection Corporation (“SIPC”). Os valores mobiliários em sua conta são protegidos em até $500.000. A SIPC não protege contra perdas de mercado. Para detalhes, visite www.sipc.org. Produtos e serviços de valores mobiliários não são segurados pelo FDIC, não são garantidos por banco e podem perder valor. Serviços intermediados por Global Investment Services DTVM Ltda. Para saber mais, acesse os Avisos Legais e o documento Parceria Global DTVM em https://nis.nomadglobal.com/documentos.
Todos os investimentos envolvem risco, e você pode perder dinheiro. É importante diversificar seus investimentos e considerar seus objetivos financeiros individuais e tolerância ao risco. Os principais riscos para diferentes tipos de investimento incluem:
Ações (Equities): Sujeito a flutuações do mercado; seu valor pode diminuir.





