O dólar opera em alta frente ao real nesta quinta-feira e caminha para o terceiro pregão consecutivo de valorização, com o real se descolando do exterior, onde a moeda americana perde força ante boa parte das divisas, e reflete a cautela dos investidores ante ao noticiário eleitoral à medida que nos aproximamos do segundo turno. Historicamente, mais volatilidade é esperada nesse período, tanto no dólar quando no Ibovespa, e o mercado costuma ser mais sensível ao noticiário. Aceno de candidatos, discursos, legislações aprovadas, pesquisas, enfim, movimentações nesse período podem gerar mais volatilidade do que costumeiramente gerariam.
Na B3, o Ibovespa opera em baixa rumo ao fechamento, mas devolve boa parte das perdas mais intensas da manhã, quando chegou a recuar mais de 1,5%. As construtoras concentram as maiores quedas do índice, com a Direcional ainda penalizada por uma prévia operacional do terceiro trimestre com vendas e lançamentos mais fracos. Do lado positivo, papéis de educação e saúde, como Yduqs e Hapvida, ajudam a amortecer o recuo.
Em Nova York, o S&P 500 segue para o fechamento em leve alta, revertendo as perdas do início do pregão em uma sessão marcada por forte rotação setorial. O PPI de setembro subiu 1,3% no mês, bem acima das expectativas de mercado de 0,5% e na maior alta mensal desde março de 2022, e acelerou para 6,3% em 12 meses, a maior leitura desde dezembro de 2022. O dado reforçou a leitura de inflação persistente e de um Fed focado no combate aos preços após a alta de juros em setembro, mas acabou ofuscado pela continuidade da liquidação das ações de tecnologia, em meio a dúvidas sobre o endividamento por trás dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.



