Dólar em alta, Ibovespa devolve perdas e PPI americano vem acima do esperado | 15/10

O dólar operou em alta frente ao real e caminhou para o terceiro pregão seguido de valorização, com cautela diante do noticiário eleitoral à medida que o segundo turno se aproxima. O Ibovespa devolveu boa parte das perdas da manhã, com construtoras entre as maiores quedas e educação e saúde amortecendo o recuo. Em Nova York, o S&P 500 seguiu em leve alta em meio a forte rotação setorial, enquanto o PPI de setembro veio bem acima do esperado.

por

Luca Girardi

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Publicado em

16/10/2026

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O dólar opera em alta frente ao real nesta quinta-feira e caminha para o terceiro pregão consecutivo de valorização, com o real se descolando do exterior, onde a moeda americana perde força ante boa parte das divisas, e reflete a cautela dos investidores ante ao noticiário eleitoral à medida que nos aproximamos do segundo turno. Historicamente, mais volatilidade é esperada nesse período, tanto no dólar quando no Ibovespa, e o mercado costuma ser mais sensível ao noticiário. Aceno de candidatos, discursos, legislações aprovadas, pesquisas, enfim, movimentações nesse período podem gerar mais volatilidade do que costumeiramente gerariam.

Na B3, o Ibovespa opera em baixa rumo ao fechamento, mas devolve boa parte das perdas mais intensas da manhã, quando chegou a recuar mais de 1,5%. As construtoras concentram as maiores quedas do índice, com a Direcional ainda penalizada por uma prévia operacional do terceiro trimestre com vendas e lançamentos mais fracos. Do lado positivo, papéis de educação e saúde, como Yduqs e Hapvida, ajudam a amortecer o recuo.

Em Nova York, o S&P 500 segue para o fechamento em leve alta, revertendo as perdas do início do pregão em uma sessão marcada por forte rotação setorial. O PPI de setembro subiu 1,3% no mês, bem acima das expectativas de mercado de 0,5% e na maior alta mensal desde março de 2022, e acelerou para 6,3% em 12 meses, a maior leitura desde dezembro de 2022. O dado reforçou a leitura de inflação persistente e de um Fed focado no combate aos preços após a alta de juros em setembro, mas acabou ofuscado pela continuidade da liquidação das ações de tecnologia, em meio a dúvidas sobre o endividamento por trás dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

Luca Girardi

Graduado em Economia no Ibmec-SP, com experiência em análise macroeconômica na Wagner Investimentos e em FP&A na Sugoi. Possui a certificação CGA (Certificação de Gestores ANBIMA) e CNPI pela Apimec.

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