O pregão desta segunda-feira foi marcado por extrema volatilidade e forte aversão ao risco no mercado financeiro brasileiro, refletindo a reprecificação dos ativos após a definição do cenário político. O Ibovespa enfrentou uma intensa pressão vendedora logo na abertura, o que culminou no acionamento do circuit breaker e na paralisação temporária das negociações após o índice principal despencar 10% em relação aos seus 204 mil iniciais. O descompasso de expectativas do mercado em relação ao resultado das urnas resultou em um movimento generalizado de liquidação na bolsa, evidenciando a cautela dos investidores em relação às futuras diretrizes econômicas e fiscais do país.
No mercado de câmbio, o reflexo dessa tensão institucional traduziu-se em uma expressiva busca por proteção. Esse forte descolamento reforça a postura dos agentes financeiros, que optaram por se abrigar no dólar como um ativo de segurança imediata diante do choque inicial e das incertezas macroeconômicas locais.
O mercado encerra o dia tentando assimilar a nova realidade, trocando a imprevisibilidade das urnas pela cautela quanto à condução da política econômica do novo governo.



