O petróleo mais barato e a moeda americana mais fraca frente a outros emergentes puxam o dólar para baixo frente ao real nesta segunda-feira. A commodity recua depois de os EUA suspenderem novas sanções à Rússia para tentar ampliar a oferta de energia, o que ameniza o temor de inflação. O movimento é contido pelas tensões no Oriente Médio e pelos juros americanos em alta antes da próxima decisão do Fed. Na Europa, a crise política e fiscal na França eleva a aversão a risco. Por aqui, a aproximação do segundo turno e as novas pesquisas deixam o mercado cauteloso.
O Ibovespa oscila ao longo do dia e passa a operar com leve baixa. O índice chega a subir logo cedo, com ajuda do ambiente lá fora, mas perde força com o petróleo mais barato, que pesa sobre a Petrobras, e com a fraqueza de parte das bolsas americanas, já que o Nasdaq segue firme com o otimismo em torno da inteligência artificial. Os juros mais altos nos EUA também atrapalham os ativos locais e impedem que o mercado aproveite o alívio do petróleo. Pesam ainda a indefinição sobre o segundo turno e a ausência de propostas fiscais detalhadas na reta final da campanha, que mantêm o investidor mais na defensiva.



