O dólar tem leve valorização frente ao real nesta quinta-feira, em meio a um clima mais avesso a risco no exterior. Notícias de ataques a petroleiros perto de Ormuz elevam o petróleo e deixam os investidores mais precavidos, enquanto o ceticismo quanto ao retorno dos aportes em inteligência artificial pressiona as bolsas americanas, sobretudo as de tecnologia. Os rendimentos dos títulos americanos cedem, já que parte do mercado migra para ativos mais seguros. Por aqui, a reta final antes do segundo turno e as novas pesquisas sustentam a demanda por dólar como forma de proteção, e o mercado aguarda o Datafolha, que sai à noite. Em alguns momentos a moeda chega a recuar, em linha com o dólar mais fraco diante de outras moedas emergentes, mas o dia é de pequena alta, com oscilação contida e atenção ao noticiário eleitoral.
O Ibovespa trabalha no vermelho, próximo do piso do dia, e boa parte dos papéis acompanha a queda. A expectativa pelo segundo turno pesa, já que as pesquisas mostram uma disputa ainda aberta, e a ausência de planos fiscais detalhados por parte dos candidatos mantém o investidor mais cauteloso. Lá fora, o clima mais pesado reduz a disposição para assumir risco. Nova York cai, com a tecnologia sofrendo mais depois dos resultados de grandes empresas do setor, e a falta de números e de declarações de membros do Fed antes da reunião dá mais espaço ao noticiário do Oriente Médio. Os juros futuros sobem, principalmente nos vencimentos mais distantes. Assim, a bolsa perde parte do que havia ganhado nos últimos dias e fica no negativo na semana.



