O tão aguardado "sim" chegou! Ser aprovado em um processo seletivo internacional é um marco gigante na carreira. É o momento em que você rompe as barreiras geográficas e passa a competir (e vencer) em um mercado global. Celebre essa conquista, pois ela é fruto de muito estudo, dedicação e ousadia.
No entanto, depois que a euforia inicial passa, é comum que surja aquela dúvida clássica: "E agora? O que eu preciso fazer?". Afinal, trabalhar no exterior morando no Brasil envolve uma dinâmica bem diferente da nossa tradicional CLT.
De repente, você se depara com termos em inglês, regras fiscais internacionais, formulários confusos e o desafio de descobrir a melhor forma de trazer o seu dinheiro para o Brasil sem deixar boa parte dele em taxas bancárias.
Se você está nesse momento de transição, respire fundo. Este guia foi criado justamente para descomplicar a sua nova rotina. Vamos caminhar por todos os próximos passos, desde a assinatura do contrato até o momento em que o seu primeiro salário cai na conta.
Como pesquisar a média salarial e entender seus benefícios
Muitas vezes, a aprovação vem acompanhada de uma carta de oferta (a Offer Letter). Antes de assinar qualquer documento, é fundamental entender se a proposta está alinhada com o mercado global e com as suas necessidades no Brasil.
O primeiro passo é pesquisar a média salarial do seu cargo no país de origem da empresa (geralmente Estados Unidos ou países da Europa). Sites como Glassdoor, Payscale e fóruns de tecnologia ajudam a dar um norte. Lembre-se de que, ao ganhar em dólar ou euro, o poder de compra no Brasil se multiplica, mas a sua remuneração base deve ser justa perante o mercado internacional.
Além disso, avalie o pacote de benefícios. Em contratos internacionais, é comum que a empresa não ofereça vale-refeição, plano de saúde ou décimo terceiro salário, coisas comuns no Brasil. Muitas vezes, o valor bruto da oferta (o Gross Salary) já inclui tudo isso. Coloque na ponta do lápis os seus custos fixos no Brasil (como contratação de um plano de saúde particular e contador) para ter certeza de que a proposta faz sentido.
Se achar que há espaço, não tenha medo de negociar a proposta de salário. Profissionais globais negociam remuneração o tempo todo, e as empresas estrangeiras já estão acostumadas com essa prática.
{{cta-pagamentos}}
Entenda o seu modelo de contratação: Contractor ou EOR?
A sopa de letrinhas do RH internacional pode assustar no começo, mas entender o seu modelo de contrato é vital para saber como você vai pagar seus impostos. Ao se tornar um Global Worker (trabalhador global), você geralmente se depara com duas modalidades principais:
Independent Contractor (Contratante Independente)
É o modelo mais comum. Na prática, você atua como uma empresa (PJ) prestando serviços para outra empresa no exterior. Você não tem vínculo empregatício direto com a empresa estrangeira segundo as leis brasileiras.
Nesses casos, é sua responsabilidade abrir um CNPJ, emitir notas fiscais (invoices) e pagar os seus próprios impostos no Brasil.
Employer of Record (EOR)
Se a empresa optar por usar um Employer of record EOR, como a Deel ou a Ontop, a dinâmica muda. O EOR é uma empresa intermediária que possui entidade legal no Brasil e contrata você em nome da empresa estrangeira.
Em alguns casos, isso permite até que você seja contratado no modelo CLT tradicional, com todos os benefícios locais, embora o seu trabalho seja 100% voltado para fora.
Entender a diferença entre contractor ou EOR é o que vai definir os seus próximos passos burocráticos. Se for EOR via CLT, a plataforma resolve quase tudo. Se for Contractor, você precisará de um contador de confiança.
O que é o formulário W-8BEN?
Se você vai trabalhar remoto para o exterior prestando serviços para uma empresa dos Estados Unidos como Contractor, com certeza vai esbarrar no formulário W-8BEN.
Apesar do nome técnico, a função dele é bem simples: é uma declaração exigida pela Receita Federal dos EUA (o IRS) que prova que você é um estrangeiro não residente no país e que o trabalho está sendo executado de fora dos Estados Unidos.
Preencher e assinar o W-8BEN garante que a empresa americana não retenha os impostos lá na fonte (que podem chegar a 30%). Assim, você recebe o valor integral do seu contrato e paga os impostos devidos apenas no Brasil, evitando a temida bitributação.
Leia mais sobre a legislação trabalhista nos EUA.
Obrigações fiscais do Global Worker no Brasil
Atuar para fora do país exige responsabilidade fiscal em casa. Se você foi contratado como PJ (Contractor), precisará formalizar a sua situação.
Aqui estão os passos básicos do imposto trabalho remoto exterior:
- Abertura de empresa (CNPJ): Para desenvolvedores, designers e profissionais de marketing, geralmente não é possível ser MEI. O caminho mais comum é abrir uma Microempresa (ME) optante pelo Simples Nacional.
- Emissão de Invoice e Nota Fiscal: Todo mês, você enviará uma invoice (fatura de cobrança) para a empresa no exterior. Quando o dinheiro cair na sua conta no Brasil, você deverá emitir uma Nota Fiscal de Serviço (NFS-e) de exportação na prefeitura da sua cidade.
- Impostos e isenções: A boa notícia é que a exportação de serviços no Brasil tem isenção de impostos como PIS e COFINS, o que reduz consideravelmente a sua carga tributária mensal.
- Declaração de Imposto de Renda: O seu CNPJ vai gerar os seus rendimentos e distribuir lucros para a sua Pessoa Física (CPF), e é isso que você vai declarar no Imposto de Renda anual.
Dica de ouro: Não tente fazer isso sozinho. Contrate uma contabilidade especializada em profissionais de tecnologia e serviços internacionais. O investimento compensa a dor de cabeça e evita problemas com a Receita Federal.
Como receber o salário do exterior sem dores de cabeça
Chegamos à melhor parte do mês: o pagamento. Mas como receber salário do exterior sem que o banco tradicional fique com uma fatia generosa do seu dinheiro suado?
Fazer uma transferência internacional por vias tradicionais costuma ser frustrante. Os grandes bancos cobram taxas fixas de recebimento, tarifas Swift e, o pior de tudo, usam uma cotação de câmbio cheia de margens escondidas (o famoso spread). Além disso, o dinheiro pode levar dias para ficar disponível.
Para um profissional global, receber em moeda estrangeira precisa ser tão simples quanto fazer um Pix. E é exatamente aí que a Husky entra em cena.
Conheça a Husky by Nomad
A Husky by Nomad foi criada com um propósito claro: facilitar a vida de quem trabalha para o exterior. É a solução definitiva para receber em dólar, euro, libra e outras moedas, com a transparência que você merece.
Veja por que os Global Workers escolhem a Husky para receber seus salários:
- Câmbio comercial: Nada de dólar turismo ou taxas ocultas. A Husky utiliza a cotação comercial, garantindo que o seu dinheiro valha muito mais na hora da conversão para reais.
- Taxas transparentes: Você sabe exatamente quanto vai pagar e quanto vai cair na sua conta no Brasil. A taxa é a partir de 1%, variando conforme o volume recebido, sem surpresas no meio do caminho.
- Velocidade: Em muitos casos, após a confirmação do pagamento no exterior, o dinheiro é convertido e enviado via Pix para a sua conta brasileira no mesmo dia.
- Atendimento humano: Deu alguma dúvida com a invoice ou com a transferência? O suporte da Husky é ágil, feito por pessoas reais e 100% em português do Brasil.
Sua carreira sem fronteiras
Sua carreira acabou de ultrapassar fronteiras, e as burocracias financeiras não podem ser um obstáculo no seu caminho. Entender o seu contrato, alinhar as suas obrigações fiscais no Brasil e escolher a plataforma certa para receber o seu dinheiro são os pilares para uma vida profissional internacional tranquila e muito próspera.
Aproveite que o passo mais difícil, ser aprovado, você já deu. Agora, deixe a tecnologia cuidar do resto para você focar no que realmente importa: o seu crescimento e os seus resultados.
{{rt-pagamentos-1}}
{{cta-pagamentos}}
Blog










