Planejamento inicial: O que saber antes de ir
Antes de sonhar com massagens e templos, precisamos resolver a burocracia. Felizmente, a Tailândia é um dos países mais receptivos do mundo aos turistas brasileiros.
Requisitos para viajar a Bangkok
Para entrar na Tailândia, brasileiros precisam se atentar a três pontos fundamentais:
- Passaporte: Deve ter validade mínima de 6 meses a partir da data de entrada. Não arrisque viajar com validade menor, pois o embarque será negado.
- Visto: O Brasil possui um acordo bilateral com a Tailândia que isenta brasileiros de visto para turismo por até 90 dias. Você receberá um carimbo na imigração. Tenha em mãos a passagem de volta e a reserva de hospedagem, caso o oficial solicite (embora seja raro).
- Vacina contra Febre Amarela (CRUCIAL): Este é o ponto onde muitos viajantes erram. A vacina é obrigatória. Você precisa do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) emitido pela Anvisa.
Atenção: Ao chegar no aeroporto de Bangkok (Suvarnabhumi), antes de ir para a fila da imigração, você deve passar no balcão de "Health Control" (Controle Sanitário) para validar seu certificado e preencher um formulário de saúde. Sem esse carimbo do controle sanitário, você não passa na imigração.
Quando ir para Bangkok (Melhor época)
Bangkok é quente o ano todo, mas o clima se divide em três estações:
- Fria e Seca (Novembro a Fevereiro): A melhor época para visitar a Tailândia. As temperaturas são "agradáveis" (entre 25°C e 30°C) e quase não chove. É a alta temporada, então espere preços mais altos e atrações cheias.
- Quente (Março a Maio): O calor é intenso, frequentemente passando dos 35°C ou 40°C com alta umidade. Caminhar na rua ao meio-dia é um desafio. O Ano Novo Tailandês (Songkran) acontece em abril e é uma gigantesca guerra de água nas ruas para aliviar o calor.
- Chuvosa (Junho a Outubro): As monções trazem chuvas frequentes, geralmente pancadas fortes no final da tarde. É a baixa temporada, com preços de hotéis muito atrativos. Dá para viajar? Sim, mas tenha flexibilidade no roteiro.
Quantos dias ficar em Bangkok?
Muitos usam a cidade apenas como conexão para as praias, ficando 1 ou 2 dias. É um erro. Bangkok merece, no mínimo, 4 dias inteiros.
- Dia 1: Cidade Antiga e Templos.
- Dia 2: Mercados e Chinatown.
- Dia 3: Centro Moderno (Shoppings) e Skybar.
- Dia 4: Bate e volta (Ayutthaya ou Mercados Flutuantes).
{{cta-checklist-viagem}}
Como ir para Bangkok: Rotas saindo do Brasil
Não existem voos diretos do Brasil para a Tailândia. A viagem é longa, durando entre 22h e 30h, dependendo da conexão.
As rotas mais comuns e eficientes são via Oriente Médio ou Europa:
- Via Oriente Médio (Emirates ou Qatar): Geralmente as opções mais rápidas e confortáveis, com conexão em Dubai ou Doha. Essas rotas "cortam caminho" pelo globo.
- Via Europa (Lufthansa, Air France, KLM, Turkish, etc.): Conexões em Frankfurt, Paris, Amsterdã ou Istambul. Podem ser boas se você quiser fazer um stopover na Europa, mas costumam tornar a viagem total mais longa.
- Via África (Ethiopian): Conexão em Adis Abeba. Costuma ter preços competitivos, mas o tempo de conexão e o conforto das aeronaves variam.
Quanto custa viajar para Bangkok? Orçamento detalhado
A Tailândia tem a fama de ser barata, e ela é — especialmente comparada à Europa ou EUA. Porém, Bangkok, como grande capital, oferece desde o extremo econômico até o luxo asiático.
Nota: Os valores abaixo são estimativas para 2026 e podem variar conforme a cotação da moeda local.
1. Passagens Aéreas
O item mais caro da viagem.
- Econômica: R$ 5.500 a R$ 8.000 (dependendo da antecedência e época);
- Executiva: R$ 18.000 a R$ 30.000+.
2. Hospedagem (Diária para casal)
O custo-benefício da hotelaria em Bangkok é imbatível. Você pode ficar em um hotel 5 estrelas pelo preço de um 3 estrelas em Paris.
- Hostel (Cama): R$ 40 - R$ 80;
- Hotel Conforto (3/4 estrelas): R$ 200 - R$ 400;
- Luxo Acessível (5 estrelas): R$ 600 - R$ 900;
- Ultra Luxo (Mandarin Oriental, Capella): R$ 3.000+.
3. Alimentação
Aqui a discrepância é gigante.
- Street Food (Comida de Rua): Um prato de Pad Thai ou arroz frito custa entre 50 e 100 Bahts (aprox. R$ 8 a R$ 16). É seguro, delicioso e parte da cultura;
- Restaurantes em Shopping/Bistrôs: R$ 40 a R$ 80 por pessoa;
- Fine Dining: Bangkok tem dezenas de restaurantes com estrelas Michelin. Um menu degustação pode custar de R$ 300 a R$ 1.000+.
4. Transporte e Passeios
- Metrô (BTS/MRT): R$ 3 a R$ 8 por trecho;
- Grab (App de carro): Corridas médias por R$ 15 - R$ 30;
- Ingressos: Grand Palace é caro para os padrões locais (500 Bahts / ~R$ 80). Wat Pho e Wat Arun custam cerca de 100-200 Bahts (~R$ 16 - R$ 32).
Estimativa de Gastos Diários (Por pessoa, sem aéreo e hospedagem)
- Mochileiro: R$ 100 - R$ 150 (Comida de rua, transporte público, pouca bebida alcoólica;
- Conforto: R$ 250 - R$ 400 (Restaurantes com ar-condicionado, Grab, ingressos, um drink no Skybar);
- Luxo: R$ 600+ (Jantares sofisticados, motorista, spas).
Onde ficar em Bangkok: Guia de Bairros
Bangkok não tem um "centro" único. A cidade é policêntrica e o trânsito é infernal. Por isso, a regra de ouro é: hospede-se perto do metrô (BTS ou MRT) ou do rio.
1. Riverside (Beira do Rio Chao Phraya)
- Vibe: Clássica, romântica, luxuosa;
- Para quem é: Casais, famílias e quem busca vistas espetaculares dos templos iluminados à noite;
- Prós: Acesso fácil aos barcos turísticos, brisa do rio, hotéis icônicos;
- Contras: Longe do metrô em algumas partes, preços mais altos.
2. Sukhumvit (Ao longo da linha do BTS)
- Vibe: Cosmopolita, moderna, agitada;
- Para quem é: Quem quer vida noturna, shoppings, restaurantes internacionais e facilidade de transporte;
- Prós: O Skytrain (BTS) passa por cima da avenida, conectando tudo. Muitas opções de hotéis;
- Contras: Trânsito caótico 24h, poluição sonora, menos "charme tailandês tradicional";
Dica: Fique perto das estações Asok (conexão com MRT) ou Thong Lo (bairro nobre e descolado).
3. Silom e Sathorn
- Vibe: Wall Street de dia, festa à noite;
- Para quem é: Viajantes de negócios e público que busca gastronomia de alto nível. Fica perto do Parque Lumpini (o "Ibirapuera" deles);
- Prós: Boa conexão de transporte, ótimos restaurantes;
- Contras: Algumas ruas podem ser muito movimentadas à noite (vida noturna adulta em Patpong).
4. Old City (Rattanakosin) / Khao San Road
- Vibe: Histórica e mochileira;
- Para quem é: Quem quer ficar a pé dos templos ou curtir a festa na famosa rua dos mochileiros;
- Prós: Perto do Grand Palace, Wat Pho, vibe jovem;
- Contras: Longe do metrô. Para sair daqui, você dependerá de táxi, tuk-tuk ou barco. O trânsito para chegar e sair é difícil. Não recomendamos para quem busca conforto e silêncio.
O que fazer em Bangkok: As melhores atrações
A lista de o que fazer na Tailândia começa aqui. Bangkok mistura o sagrado e o profano como nenhum outro lugar.
1. Os Templos Imperdíveis (Wat)
Lembre-se do código de vestimenta: ombros e joelhos cobertos. Nada de regatas ou shorts curtos.
- Grand Palace e Wat Phra Kaew: O antigo lar da realeza e a casa do Buda de Esmeralda (o mais sagrado do país). A arquitetura é de cair o queixo, com detalhes em ouro e mosaicos de vidro. Vá assim que abrir (8h30) para evitar multidões.
- Wat Pho: Fica ao lado do Grand Palace. É o lar do gigantesco Buda Reclinado (46 metros de comprimento folheados a ouro). É também a escola original da massagem tailandesa (você pode fazer uma massagem lá dentro!).
- Wat Arun (Templo do Amanhecer): Fica do outro lado do rio. Sua torre central estilo khmer é incrustada com porcelana colorida. O pôr do sol visto daqui é mágico.
2. Mercados de Rua
- Chatuchak Weekend Market: O maior mercado a céu aberto do mundo. Acontece aos sábados e domingos. São mais de 15.000 barracas vendendo de tudo: roupas, arte, móveis, animais, comida. Se você viu algo e gostou, compre, pois nunca mais achará a loja de novo.
- Jodd Fairs: O mercado noturno da moda. Comida instagramável, música ao vivo, roupas vintage. Ótimo para jantar.
- Chinatown (Yaowarat Road): À noite, a avenida principal se transforma no maior restaurante de comida de rua do mundo. Os neons e o cheiro de comida chinesa/tailandesa criam uma atmosfera blade runner.
3. Shoppings e Modernidade
Os shoppings de Bangkok não são apenas para compras; são refúgios com ar-condicionado e centros de entretenimento.
- IconSiam: Na beira do rio. Tem um mercado flutuante indoor no térreo e marcas de luxo nos andares superiores. O show de águas à noite é gratuito.
- CentralWorld e Siam Paragon: No coração de Sukhumvit. Gigantescos. O Siam Paragon tem um aquário no subsolo.
4. Skybars (Rooftops)
Ver Bangkok de cima é obrigatório.
- Lebua at State Tower: Famoso pelo filme "Se Beber, Não Case 2". Vista icônica, mas drinks caríssimos e muito cheio.
- King Power Mahanakhon: O prédio "pixelado". Tem um chão de vidro a 314 metros de altura (SkyWalk).
- Tichuca: O bar da moda com uma "árvore" de luzes LED que balança com o vento.
Como se locomover na cidade
Bangkok tem um dos piores trânsitos do mundo. Se puder evitar o carro, evite.
- BTS (Skytrain) e MRT (Metrô): Limpos, gelados, rápidos e baratos. Cobrem as áreas moderna e comercial. Use para longas distâncias.
- Barcos (Chao Phraya Express): Identificados por bandeiras coloridas (a laranja é a mais comum/turística). É a melhor forma de ir da área moderna (Sathorn Pier, conectado ao BTS) para a Cidade Antiga (Templos). É barato e cênico.
- Grab / Bolt: Os apps de transporte funcionam muito bem. O "Grab" é o mais famoso (tipo Uber), mas o "Bolt" costuma ser mais barato. Você pode pedir carro ou moto (GrabBike) – a moto é a única forma de vencer o trânsito na hora do rush, mas requer coragem.
- Tuk-tuk: É uma atração turística, não um meio de transporte eficiente. Eles não têm taxímetro, cobram mais caro que táxi e você vai respirar fumaça. Vale pela experiência uma vez (negocie o preço antes de entrar). Cuidado com tuk-tuks que oferecem corridas muito baratas (10 ou 20 bahts); eles vão te levar para lojas de terno ou joias para ganhar comissão.
Dicas financeiras: Lidando com o Baht e economizando
A moeda oficial é o baht tailandês (THB). A cotação aproximada (em 2026) gira em torno de 1 real = 6 a 7 bahts (dependendo da valorização do dólar).
Dinheiro vivo é Rei (Cash is King)
Apesar da modernidade, a Tailândia ainda ama o dinheiro em espécie.
- Onde você vai precisar de cash: Street food, tuk-tuks, táxis (muitos não aceitam cartão), massagens de rua, entradas de templos menores, mercados noturnos;
- Onde usar cartão: Hotéis, shoppings, 7-Eleven (com valor mínimo), restaurantes grandes, Skybars, Grab (app).
Como usar a Nomad na Tailândia
Esqueça a ideia de levar reais para trocar lá (a cotação é péssima) ou comprar dólares em espécie no Brasil (você perde nas taxas).
- Converta e envie: Envie reais para sua Conta Internacional Nomad. Você paga o dólar comercial, encargos de 3,5% e taxa de conversão a partir de 1%. Isso já é muito mais barato do que comprar dólar turismo em espécie em casas de câmbio.
- Use o cartão: Seu Cartão de Débito Internacional Nomad (físico ou virtual nas carteiras digitais) é aceito em qualquer maquininha Visa. A conversão de baht para dólar é feita automaticamente no momento da compra com taxas competitivas.
- Saque nos caixas eletrônicos (ATMs): Esta é a grande sacada. Você insere seu Cartão de Débito Interncional Nomad em qualquer ATM tailandês e saca Bahts na hora.
Atenção à taxa do ATM: Os caixas da Tailândia cobram uma taxa fixa de 220 Bahts (aprox. R$ 35) por saque, independentemente do valor. Para diluir essa taxa, faça saques maiores e menos frequentes (ex: saque o máximo permitido pela máquina, geralmente 20.000 ou 30.000 Bahts) de uma vez só. E aproveite os 2 (dois) saques gratuitos por mês que a Nomad oferece!
Alerta de DCC: Se o ATM ou a maquininha da loja perguntar se você quer ser cobrado em THB (Baht) ou USD (Dólar), sempre escolha THB (moeda local). Se escolher USD, a máquina aplicará uma taxa de conversão própria que é muito pior que a da Nomad.
Conclusão
Bangkok é uma cidade que recompensa a curiosidade. Se você tiver paciência com o calor e o trânsito, descobrirá um povo incrivelmente gentil, uma cultura rica e uma energia vibrante que faz você se sentir vivo.
Seja comendo um escorpião na Khao San Road (só pela foto!) ou contemplando o pôr do sol dourado sobre o Wat Arun, a capital tailandesa vai marcar sua memória. E com o planejamento certo e a Nomad no bolso, você aproveita tudo isso sem perrengues financeiros.
Prepare o estômago para a pimenta, aprenda a dizer Sawasdee Krub/Ka (Olá) e Kob Khun Krub/Ka (Obrigado) e embarque nessa aventura. Bangkok espera por você!
{{rt-viagem-internacional-1}}
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Planejamento inicial: O que saber antes de ir
Antes de sonhar com massagens e templos, precisamos resolver a burocracia. Felizmente, a Tailândia é um dos países mais receptivos do mundo aos turistas brasileiros.
Requisitos para viajar a Bangkok
Para entrar na Tailândia, brasileiros precisam se atentar a três pontos fundamentais:
- Passaporte: Deve ter validade mínima de 6 meses a partir da data de entrada. Não arrisque viajar com validade menor, pois o embarque será negado.
- Visto: O Brasil possui um acordo bilateral com a Tailândia que isenta brasileiros de visto para turismo por até 90 dias. Você receberá um carimbo na imigração. Tenha em mãos a passagem de volta e a reserva de hospedagem, caso o oficial solicite (embora seja raro).
- Vacina contra Febre Amarela (CRUCIAL): Este é o ponto onde muitos viajantes erram. A vacina é obrigatória. Você precisa do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) emitido pela Anvisa.
Atenção: Ao chegar no aeroporto de Bangkok (Suvarnabhumi), antes de ir para a fila da imigração, você deve passar no balcão de "Health Control" (Controle Sanitário) para validar seu certificado e preencher um formulário de saúde. Sem esse carimbo do controle sanitário, você não passa na imigração.
Quando ir para Bangkok (Melhor época)
Bangkok é quente o ano todo, mas o clima se divide em três estações:
- Fria e Seca (Novembro a Fevereiro): A melhor época para visitar a Tailândia. As temperaturas são "agradáveis" (entre 25°C e 30°C) e quase não chove. É a alta temporada, então espere preços mais altos e atrações cheias.
- Quente (Março a Maio): O calor é intenso, frequentemente passando dos 35°C ou 40°C com alta umidade. Caminhar na rua ao meio-dia é um desafio. O Ano Novo Tailandês (Songkran) acontece em abril e é uma gigantesca guerra de água nas ruas para aliviar o calor.
- Chuvosa (Junho a Outubro): As monções trazem chuvas frequentes, geralmente pancadas fortes no final da tarde. É a baixa temporada, com preços de hotéis muito atrativos. Dá para viajar? Sim, mas tenha flexibilidade no roteiro.
Quantos dias ficar em Bangkok?
Muitos usam a cidade apenas como conexão para as praias, ficando 1 ou 2 dias. É um erro. Bangkok merece, no mínimo, 4 dias inteiros.
- Dia 1: Cidade Antiga e Templos.
- Dia 2: Mercados e Chinatown.
- Dia 3: Centro Moderno (Shoppings) e Skybar.
- Dia 4: Bate e volta (Ayutthaya ou Mercados Flutuantes).
{{cta-checklist-viagem}}
Como ir para Bangkok: Rotas saindo do Brasil
Não existem voos diretos do Brasil para a Tailândia. A viagem é longa, durando entre 22h e 30h, dependendo da conexão.
As rotas mais comuns e eficientes são via Oriente Médio ou Europa:
- Via Oriente Médio (Emirates ou Qatar): Geralmente as opções mais rápidas e confortáveis, com conexão em Dubai ou Doha. Essas rotas "cortam caminho" pelo globo.
- Via Europa (Lufthansa, Air France, KLM, Turkish, etc.): Conexões em Frankfurt, Paris, Amsterdã ou Istambul. Podem ser boas se você quiser fazer um stopover na Europa, mas costumam tornar a viagem total mais longa.
- Via África (Ethiopian): Conexão em Adis Abeba. Costuma ter preços competitivos, mas o tempo de conexão e o conforto das aeronaves variam.
Quanto custa viajar para Bangkok? Orçamento detalhado
A Tailândia tem a fama de ser barata, e ela é — especialmente comparada à Europa ou EUA. Porém, Bangkok, como grande capital, oferece desde o extremo econômico até o luxo asiático.
Nota: Os valores abaixo são estimativas para 2026 e podem variar conforme a cotação da moeda local.
1. Passagens Aéreas
O item mais caro da viagem.
- Econômica: R$ 5.500 a R$ 8.000 (dependendo da antecedência e época);
- Executiva: R$ 18.000 a R$ 30.000+.
2. Hospedagem (Diária para casal)
O custo-benefício da hotelaria em Bangkok é imbatível. Você pode ficar em um hotel 5 estrelas pelo preço de um 3 estrelas em Paris.
- Hostel (Cama): R$ 40 - R$ 80;
- Hotel Conforto (3/4 estrelas): R$ 200 - R$ 400;
- Luxo Acessível (5 estrelas): R$ 600 - R$ 900;
- Ultra Luxo (Mandarin Oriental, Capella): R$ 3.000+.
3. Alimentação
Aqui a discrepância é gigante.
- Street Food (Comida de Rua): Um prato de Pad Thai ou arroz frito custa entre 50 e 100 Bahts (aprox. R$ 8 a R$ 16). É seguro, delicioso e parte da cultura;
- Restaurantes em Shopping/Bistrôs: R$ 40 a R$ 80 por pessoa;
- Fine Dining: Bangkok tem dezenas de restaurantes com estrelas Michelin. Um menu degustação pode custar de R$ 300 a R$ 1.000+.
4. Transporte e Passeios
- Metrô (BTS/MRT): R$ 3 a R$ 8 por trecho;
- Grab (App de carro): Corridas médias por R$ 15 - R$ 30;
- Ingressos: Grand Palace é caro para os padrões locais (500 Bahts / ~R$ 80). Wat Pho e Wat Arun custam cerca de 100-200 Bahts (~R$ 16 - R$ 32).
Estimativa de Gastos Diários (Por pessoa, sem aéreo e hospedagem)
- Mochileiro: R$ 100 - R$ 150 (Comida de rua, transporte público, pouca bebida alcoólica;
- Conforto: R$ 250 - R$ 400 (Restaurantes com ar-condicionado, Grab, ingressos, um drink no Skybar);
- Luxo: R$ 600+ (Jantares sofisticados, motorista, spas).
Onde ficar em Bangkok: Guia de Bairros
Bangkok não tem um "centro" único. A cidade é policêntrica e o trânsito é infernal. Por isso, a regra de ouro é: hospede-se perto do metrô (BTS ou MRT) ou do rio.
1. Riverside (Beira do Rio Chao Phraya)
- Vibe: Clássica, romântica, luxuosa;
- Para quem é: Casais, famílias e quem busca vistas espetaculares dos templos iluminados à noite;
- Prós: Acesso fácil aos barcos turísticos, brisa do rio, hotéis icônicos;
- Contras: Longe do metrô em algumas partes, preços mais altos.
2. Sukhumvit (Ao longo da linha do BTS)
- Vibe: Cosmopolita, moderna, agitada;
- Para quem é: Quem quer vida noturna, shoppings, restaurantes internacionais e facilidade de transporte;
- Prós: O Skytrain (BTS) passa por cima da avenida, conectando tudo. Muitas opções de hotéis;
- Contras: Trânsito caótico 24h, poluição sonora, menos "charme tailandês tradicional";
Dica: Fique perto das estações Asok (conexão com MRT) ou Thong Lo (bairro nobre e descolado).
3. Silom e Sathorn
- Vibe: Wall Street de dia, festa à noite;
- Para quem é: Viajantes de negócios e público que busca gastronomia de alto nível. Fica perto do Parque Lumpini (o "Ibirapuera" deles);
- Prós: Boa conexão de transporte, ótimos restaurantes;
- Contras: Algumas ruas podem ser muito movimentadas à noite (vida noturna adulta em Patpong).
4. Old City (Rattanakosin) / Khao San Road
- Vibe: Histórica e mochileira;
- Para quem é: Quem quer ficar a pé dos templos ou curtir a festa na famosa rua dos mochileiros;
- Prós: Perto do Grand Palace, Wat Pho, vibe jovem;
- Contras: Longe do metrô. Para sair daqui, você dependerá de táxi, tuk-tuk ou barco. O trânsito para chegar e sair é difícil. Não recomendamos para quem busca conforto e silêncio.
O que fazer em Bangkok: As melhores atrações
A lista de o que fazer na Tailândia começa aqui. Bangkok mistura o sagrado e o profano como nenhum outro lugar.
1. Os Templos Imperdíveis (Wat)
Lembre-se do código de vestimenta: ombros e joelhos cobertos. Nada de regatas ou shorts curtos.
- Grand Palace e Wat Phra Kaew: O antigo lar da realeza e a casa do Buda de Esmeralda (o mais sagrado do país). A arquitetura é de cair o queixo, com detalhes em ouro e mosaicos de vidro. Vá assim que abrir (8h30) para evitar multidões.
- Wat Pho: Fica ao lado do Grand Palace. É o lar do gigantesco Buda Reclinado (46 metros de comprimento folheados a ouro). É também a escola original da massagem tailandesa (você pode fazer uma massagem lá dentro!).
- Wat Arun (Templo do Amanhecer): Fica do outro lado do rio. Sua torre central estilo khmer é incrustada com porcelana colorida. O pôr do sol visto daqui é mágico.
2. Mercados de Rua
- Chatuchak Weekend Market: O maior mercado a céu aberto do mundo. Acontece aos sábados e domingos. São mais de 15.000 barracas vendendo de tudo: roupas, arte, móveis, animais, comida. Se você viu algo e gostou, compre, pois nunca mais achará a loja de novo.
- Jodd Fairs: O mercado noturno da moda. Comida instagramável, música ao vivo, roupas vintage. Ótimo para jantar.
- Chinatown (Yaowarat Road): À noite, a avenida principal se transforma no maior restaurante de comida de rua do mundo. Os neons e o cheiro de comida chinesa/tailandesa criam uma atmosfera blade runner.
3. Shoppings e Modernidade
Os shoppings de Bangkok não são apenas para compras; são refúgios com ar-condicionado e centros de entretenimento.
- IconSiam: Na beira do rio. Tem um mercado flutuante indoor no térreo e marcas de luxo nos andares superiores. O show de águas à noite é gratuito.
- CentralWorld e Siam Paragon: No coração de Sukhumvit. Gigantescos. O Siam Paragon tem um aquário no subsolo.
4. Skybars (Rooftops)
Ver Bangkok de cima é obrigatório.
- Lebua at State Tower: Famoso pelo filme "Se Beber, Não Case 2". Vista icônica, mas drinks caríssimos e muito cheio.
- King Power Mahanakhon: O prédio "pixelado". Tem um chão de vidro a 314 metros de altura (SkyWalk).
- Tichuca: O bar da moda com uma "árvore" de luzes LED que balança com o vento.
Como se locomover na cidade
Bangkok tem um dos piores trânsitos do mundo. Se puder evitar o carro, evite.
- BTS (Skytrain) e MRT (Metrô): Limpos, gelados, rápidos e baratos. Cobrem as áreas moderna e comercial. Use para longas distâncias.
- Barcos (Chao Phraya Express): Identificados por bandeiras coloridas (a laranja é a mais comum/turística). É a melhor forma de ir da área moderna (Sathorn Pier, conectado ao BTS) para a Cidade Antiga (Templos). É barato e cênico.
- Grab / Bolt: Os apps de transporte funcionam muito bem. O "Grab" é o mais famoso (tipo Uber), mas o "Bolt" costuma ser mais barato. Você pode pedir carro ou moto (GrabBike) – a moto é a única forma de vencer o trânsito na hora do rush, mas requer coragem.
- Tuk-tuk: É uma atração turística, não um meio de transporte eficiente. Eles não têm taxímetro, cobram mais caro que táxi e você vai respirar fumaça. Vale pela experiência uma vez (negocie o preço antes de entrar). Cuidado com tuk-tuks que oferecem corridas muito baratas (10 ou 20 bahts); eles vão te levar para lojas de terno ou joias para ganhar comissão.
Dicas financeiras: Lidando com o Baht e economizando
A moeda oficial é o baht tailandês (THB). A cotação aproximada (em 2026) gira em torno de 1 real = 6 a 7 bahts (dependendo da valorização do dólar).
Dinheiro vivo é Rei (Cash is King)
Apesar da modernidade, a Tailândia ainda ama o dinheiro em espécie.
- Onde você vai precisar de cash: Street food, tuk-tuks, táxis (muitos não aceitam cartão), massagens de rua, entradas de templos menores, mercados noturnos;
- Onde usar cartão: Hotéis, shoppings, 7-Eleven (com valor mínimo), restaurantes grandes, Skybars, Grab (app).
Como usar a Nomad na Tailândia
Esqueça a ideia de levar reais para trocar lá (a cotação é péssima) ou comprar dólares em espécie no Brasil (você perde nas taxas).
- Converta e envie: Envie reais para sua Conta Internacional Nomad. Você paga o dólar comercial, encargos de 3,5% e taxa de conversão a partir de 1%. Isso já é muito mais barato do que comprar dólar turismo em espécie em casas de câmbio.
- Use o cartão: Seu Cartão de Débito Internacional Nomad (físico ou virtual nas carteiras digitais) é aceito em qualquer maquininha Visa. A conversão de baht para dólar é feita automaticamente no momento da compra com taxas competitivas.
- Saque nos caixas eletrônicos (ATMs): Esta é a grande sacada. Você insere seu Cartão de Débito Interncional Nomad em qualquer ATM tailandês e saca Bahts na hora.
Atenção à taxa do ATM: Os caixas da Tailândia cobram uma taxa fixa de 220 Bahts (aprox. R$ 35) por saque, independentemente do valor. Para diluir essa taxa, faça saques maiores e menos frequentes (ex: saque o máximo permitido pela máquina, geralmente 20.000 ou 30.000 Bahts) de uma vez só. E aproveite os 2 (dois) saques gratuitos por mês que a Nomad oferece!
Alerta de DCC: Se o ATM ou a maquininha da loja perguntar se você quer ser cobrado em THB (Baht) ou USD (Dólar), sempre escolha THB (moeda local). Se escolher USD, a máquina aplicará uma taxa de conversão própria que é muito pior que a da Nomad.
Conclusão
Bangkok é uma cidade que recompensa a curiosidade. Se você tiver paciência com o calor e o trânsito, descobrirá um povo incrivelmente gentil, uma cultura rica e uma energia vibrante que faz você se sentir vivo.
Seja comendo um escorpião na Khao San Road (só pela foto!) ou contemplando o pôr do sol dourado sobre o Wat Arun, a capital tailandesa vai marcar sua memória. E com o planejamento certo e a Nomad no bolso, você aproveita tudo isso sem perrengues financeiros.
Prepare o estômago para a pimenta, aprenda a dizer Sawasdee Krub/Ka (Olá) e Kob Khun Krub/Ka (Obrigado) e embarque nessa aventura. Bangkok espera por você!
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