Você finalmente recebeu uma oferta em dólar para aquela vaga gringa que você tanto sonha. O valor bruto brilha os olhos, mas aí vem a pergunta do recrutador: “Do you prefer a Contractor agreement or via EOR?”
Traduzindo para o nosso contexto: você quer atuar como PJ internacional (Contractor) ou como CLT no Brasil via uma empresa intermediária (Employer of Record ou EOR)?
Essa escolha define não só quanto dinheiro cai na sua conta, mas o nível de liberdade, risco e burocracia que você vai carregar pelos próximos anos.
Vamos analisar.
1. O modelo Contractor (o verdadeiro PJ)
Neste modelo, você tem uma PJ brasileira que presta serviços para uma empresa estrangeira, sem vínculo empregatício.
Você emite uma invoice e recebe via transferência internacional.
Impacto financeiro
É onde o dinheiro tende a render mais. Na exportação de serviços, há isenção de PIS e COFINS e, dependendo do município, o ISS pode não ser cobrado.
Se a empresa estiver no Simples Nacional - Anexo III, usando corretamente o Fator R, a carga tributária efetiva pode ficar na faixa de 3% a 6% em cenários bem estruturados.
A pegadinha: Zero benefícios automáticos. Férias, 13º, licença ou plano de saúde só existem se você bancar ou negociar.
Muitas empresas gringas já oferecem esses benefícios nas suas offers, mas é preciso se certificar bem.
Segurança
A sua segurança é a sua reserva financeira. O ganho líquido maior permite que você construa seu próprio “FGTS” com rendimentos muito superiores aos do sistema tradicional.
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2. O modelo EOR (Employer of Record: a “CLT” via intermediária)
Aqui, a empresa estrangeira contrata uma EOR no Brasil (como Deel, Remote ou Oyster), que se torna sua empregadora legal.
Você tem carteira assinada no Brasil, com todos os direitos da CLT.
Impacto financeiro:
O salário em dólar é convertido para reais e sofre os descontos normais da CLT: INSS (limitado ao teto), Imposto de Renda na fonte (até 27,5%), FGTS, entre outros.
Além disso, o custo total para a empresa estrangeira é alto, o que normalmente reduz o salário bruto ofertado.
A vantagem
Férias, 13º, FGTS e a tranquilidade de não lidar com burocracia, contabilidade ou gestão de impostos.
Para quem faz sentido:
Para quem prioriza estabilidade, previsibilidade ou precisa de comprovação imediata de renda CLT para financiamentos.
O veredito sênior
A matemática, na maioria dos casos, favorece o modelo Contractor (PJ). Para um dev sênior, a diferença líquida entre um PJ bem estruturado e um contrato via EOR pode facilmente ficar entre 30% e 50% a mais no bolso, dependendo do salário e da carga tributária.
No EOR, você terceiriza sua segurança para a CLT. Já no Contractor, você compra liberdade - e constrói patrimônio - com o excedente de caixa.
O que dizem os contadores?
Mari Freitas, contadora da Adaflow, explica:
"Eu sempre recomendo avaliar três pontos antes de escolher entre PJ e EOR: proposta, contrato e números. Em termos de imposto, o modelo PJ costuma ser mais vantajoso à medida que a remuneração aumenta, porque a tributação pode ser menor e você tem mais controle financeiro. Já o EOR oferece mais previsibilidade e menos gestão no dia a dia. Simular custos e entender a rotina ajuda a decidir com segurança, especialmente se você tiver o auxílio de um contador para fazer esses cálculos antes de tomar sua decisão”
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A ferramenta para a decisão final
Não precisa confiar apenas na intuição. Coloque os números na ponta do lápis e veja exatamente quanto sobra no seu bolso em cada cenário.
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Calculadora PJ x CLT: Descubra qual contrato vale a pena
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