
O que fazer na Itália: roteiro de 5 a 30 dias (2026)
O roteiro perfeito com o que fazer na Itália por até 30. Conecte Roma (História), Florença (Arte) e Veneza (Magia) da melhor forma. Inclui dicas de trem, hospedagem e mais.
Você está planejando uma viagem para a Itália e não sabe por onde começar? Entende-se o dilema: o país tem praias paradisíacas, montanhas com neve, cidades medievais, arte renascentista, o melhor gelato do mundo e uma gastronomia que é, literalmente, Patrimônio da Humanidade. Dá para ficar paralelo diante de tantas opções.
A boa notícia é que a Itália não precisa de visto para brasileiros e você pode montar um roteiro do zero em 5, 7, 10, 15 ou 30 dias, dependendo do tempo e do orçamento disponíveis. E neste guia você vai encontrar exatamente isso: um roteiro por Roma, Florença, Veneza e muito mais, com dicas práticas de transporte, custos e como organizar os seus gastos em euro sem surpresas.
- Um bom roteiro pela Itália começa com 10 dias para cobrir os clássicos; com 20 a 30 dias, é possível ir além do circuito tradicional e explorar o sul, as ilhas e as regiões menos turísticas.
- A primavera (abril a junho) é a melhor época para a maioria dos viajantes, com clima agradável, filas menores e preços mais acessíveis que o verão.
- O trem de alta velocidade (Frecciarossa e Italo) é a forma mais prática de se locomover: Roma a Florença em 1h30, Florença a Veneza em pouco mais de 2 horas.
Como planejar um roteiro de viagem para a Itália
Antes de montar o itinerário, vale parar um momento para definir alguns pontos que vão moldar toda a viagem.
Quantos dias ficar na Itália?
Um roteiro de 10 dias ou mais é o mínimo para absorver o que a Itália tem de melhor. Com menos tempo, você consegue cobrir os clássicos de Roma e Florença, mas vai sentir que deixou muita coisa para trás. Com 20 a 30 dias, dá para ir além do circuito turístico tradicional, explorar o sul do país e combinar a viagem com outros destinos europeus.
Para quem tem orçamento mais apertado, a dica é otimizar: priorize 2 a 3 cidades e vá fundo nelas, em vez de tentar ver tudo de passagem.
Qual a melhor época para visitar a Itália?
A resposta depende do que você quer fazer:
- Primavera (abril a junho): clima ameno, flores, filas menores e preços mais acessíveis. A melhor combinação geral para a maioria dos viajantes.
- Verão (julho e agosto): praias, festas, vida ao ar livre. É a alta temporada, então espere mais turistas e valores mais altos.
- Outono (setembro e outubro): clima ainda agradável, colheita de uvas na Toscana e menos multidões.
- Inverno (novembro a março): ideal para quem quer esquiar nos Alpes ou curtir o Carnaval de Veneza, com preços baixos nas grandes cidades.
Como se locomover pela Itália
O trem é o meio de transporte mais prático entre as grandes cidades. Os trens de alta velocidade (Frecciarossa e Italo) ligam Roma a Florença em cerca de 1h30 e Florença a Veneza em pouco mais de 2 horas. Reserve os bilhetes com antecedência pelo site oficial das operadoras para pagar menos.
Para explorar o interior, vilarejos e regiões menos turísticas, alugar um carro vale muito a pena. Faça a locação com antecedência para garantir melhores preços.
Principais cidades para incluir no roteiro
A Itália tem dezenas de cidades incríveis. As mais populares entre os brasileiros são:
- Roma
- Florença
- Veneza
- Milão
- Nápoles
- Pisa
- Verona
- Siena
- Bolonha
- Palermo
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O que fazer na Itália: 10 atrações que não podem faltar
Se você não sabe por onde começar a lista de programas, aqui estão os 10 destinos que aparecem em quase todos os roteiros, e com muito mérito.
1. Coliseu de Roma

Entrar no Coliseu de Roma é uma experiência difícil de descrever. Com mais de 2.000 anos de história, o anfiteatro chegou a abrigar 50.000 espectadores nas épocas de glória do Império Romano. Compre os ingressos com antecedência pelo site oficial, porque as filas podem ser longas.
2. Catedral de Florença

O Duomo de Florença é uma das obras mais marcantes da arquitetura renascentista. A cúpula projetada por Brunelleschi foi uma proeza de engenharia para a época e continua impressionando até hoje. Reserve o ingresso para subir a cúpula com pelo menos 2 semanas de antecedência.
3. Veneza

Veneza é uma daquelas cidades que parece cena de filme romântico em cada esquina. Navegue pelos canais em uma gôndola, visite a Basílica de São Marcos e explore o Grande Canal. Evite a alta temporada de verão se puder, quando a cidade fica especialmente lotada.
4. Duomo de Milão

A catedral gótica de Milão levou quase seis séculos para ficar pronta. Suba ao terraço para ter uma vista panorâmica da cidade e da Piazza del Duomo lá embaixo.
5. Costa Amalfitana

Um dos trechos de litoral mais fotografados do mundo, a Costa Amalfitana tem vilas coloridas penduradas nos penhascos, vistas que ficam na memória e uma limoncello que explica muito sobre por que os italianos são felizes. Positano, Amalfi e Ravello são paradas obrigatórias.
6. Torre de Pisa

A Torre Inclinada de Pisa começou a inclinar durante a própria construção, por conta de um solo instável. Hoje faz parte da Piazza dei Miracoli ao lado da Catedral e do Batistério, e sim, vale tirar a foto clássica.
7. Ruínas de Pompeia

Passear pelas ruas de Pompeia é uma das experiências mais surreais que a Itália oferece. A cidade foi soterrada pelo Vesúvio em 79 d.C. e conservou detalhes do cotidiano romano que parecem ter parado no tempo.
8. Verona

Cenário real da história de Romeu e Julieta, Verona é uma cidade medieval conservadíssima. A Casa di Giulietta, a Arena di Verona e as praças históricas do centro fazem dela uma parada obrigatória para quem vai ao norte do país.
9. Capela Sistina no Vaticano

Explorar o Vaticano, o menor país do mundo, é uma experiência à parte. A Basílica de São Pedro é uma das maiores igrejas do planeta, e a Capela Sistina guarda os afrescos mais famosos de Michelangelo, incluindo a icônica cena da criação de Adão no teto. Reserve os ingressos com antecedência para evitar filas longas.
10. Nápoles

Nápoles é caótica, barulhenta e absolutamente fascinante. A cidade é o berço da pizza napolitana (massa fina no centro, borda alta, ingredientes simples) e tem um centro histórico que é Patrimônio Mundial da UNESCO. Não deixe de passear pelo Castel dell'Ovo, uma fortaleza medieval construída sobre uma pequena ilha ao lado do golfo, e de explorar a orla do Lungomare. Nápoles também é ponto de partida ideal para visitar as ruínas de Pompeia e a Costa Amalfitana.
Leia também: Custo de vida na Itália: aluguel, alimentação, transporte e mais.
O que fazer na Itália no inverno
O inverno italiano vai de dezembro a março, e as temperaturas variam bastante entre o norte e o sul do país. Longe de ser uma estação para ficar em casa, é uma das épocas mais charmosas para visitar certos destinos.
1. Vilarejos medievais
A Itália é o país dos vilarejos. Pequenos, com arquitetura medieval, calendários cheios de festas tradicionais e uma autenticidade que as grandes cidades às vezes perdem na alta temporada. No inverno, com menos turistas por perto, a experiência é ainda mais genuína.
2. Úmbria e Toscana

Úmbria e Toscana ficam ainda mais aconchegantes no frio. Ricas em cultura, história e gastronomia de alta qualidade, com pratos como trufas, ribollita e pecorino, são destinos perfeitos para quem quer desacelerar e mergulhar na Itália profunda.
3. Grandes cidades
Para os amantes de arte e cultura, as grandes cidades funcionam muito bem no inverno. Filas menores nos museus, preços mais acessíveis e o clima de cidade que continua seu ritmo independente da temporada. Roma, Florença, Milão, Veneza, Nápoles e Torino são ótimas escolhas.
4. Passeios costeiros
A região da Basilicata oferece o destino de Maratea no inverno: enseadas intocadas, grutas, ilhotas, penhascos e praias pitorescas com pouquíssimas pessoas. Não dá para nadar, mas é perfeito para relaxar em uma beleza quase particular.
5. Montanhas e esqui

O Arco dos Alpes, que marca a fronteira norte do país, é o destino ideal no inverno. As estações de esqui do Valle d'Aosta e do Trentino-Alto Ádige são entre as mais completas da Europa.
6. Feirinhas e festivais
As feiras natalinas de Bressanone, Vipiteno e Bolzano estão entre as mais bonitas da Europa. Barracas com artesanato, vin brûlé (vinho quente), decorações medievais e aquele clima de conto de fadas que a Itália sabe criar muito bem. O carnaval de Veneza, em fevereiro, também é um dos mais famosos do mundo.
O que fazer na Itália no verão
No verão na Itália, o país se transforma. As praias ficam lotadas, os festivais se multiplicam e o dolce far niente toma conta de todo mundo. É a melhor época para explorar a costa e as ilhas.
1. Sicília

A maior ilha da Itália é um dos destinos mais completos do verão. A Sicília tem praias de água cristalina, ruínas gregas, mercados de rua barulhentos e uma culinária que mistura influências árabes, normandas e mediterrâneas. O vulcão Etna, com quase 3.350 metros de altitude, é parada obrigatória para os aventureiros.
2. Puglia
Banhada pelos mares Adriático e Jônico, a Puglia é o destino italiano mais acessível em termos de custo. As famosas trulli de Alberobello, os castelos medievais, os vinhos e os azeites fazem da região uma alternativa perfeita para quem quer fugir dos roteiros mais óbvios.
3. Positano
Positano é Positano: exuberante, cara e instagramável a cada passo. As ladeiras coloridas caem direto no mar, os restaurantes têm vistas que concorrem com a comida e a Praia da Marina mistura beach clubs movimentados com cantos mais tranquilos, como a Praia de Fornillo.
4. Cinque Terre

Cinco vilas coloridas penduradas nas encostas da Ligúria, todas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Cinque Terre é melhor visitada fora da alta temporada, quando as trilhas entre as vilas ficam lotadas. Mas a vista do mar Mediterrâneo contrastando com as casas coloridas justifica o esforço em qualquer época.
5. Trentino-Alto Ádige
Quem disse que os Alpes são só para o inverno? No verão, o Trentino-Alto Ádige vira um paraíso de trilhas, ciclismo, caiaque e atividades ao ar livre. Bosques, pomares, cachoeiras e lagos de cor esverdeada que parecem saídos de uma pintura.
Roteiro Itália: o que fazer em cada duração de viagem
Por ser um local tão rico em cultura e diversidade, deixar de ter um roteiro para a Itália não é a melhor das ideias. Então, vamos descobrir o que fazer na Itália em 5, 7, 10, 15 e até 30 dias?
O que fazer na Itália em 5 dias
Um roteiro de 5 dias precisa ser enxuto. O foco aqui é Roma, Vaticano, Florença e Pisa.
1° dia: Roma
Comece pela experiência mais emblemática da Itália: o Coliseu. Reserve o ingresso com antecedência para entrar direto. Em seguida, explore o Fórum Romano, o antigo centro político de Roma, com as ruínas que contam 2.000 anos de história a cada passo.
2° dia: Vaticano
Dedique o segundo dia ao Vaticano. Visite a Basílica de São Pedro, veja a escultura Pietà de Michelangelo e reserve as últimas horas para a Capela Sistina. Compre os ingressos com pelo menos uma semana de antecedência.
3° dia: Roma
Explore outros cantos da cidade. O Panteão, construído em 126 d.C., ainda impressiona pela preservação e pela cúpula que ilumina o interior com uma abertura aberta para o céu. À tarde, dê uma volta pelo bairro de Trastevere, com suas ruas estreitas, cafés e restaurantes e um clima que parece parado no tempo.
4° dia: Florença
Em Florença, o dia começa na Catedral de Santa Maria del Fiore. Depois, a Galleria degli Uffizi, com obras de Botticelli, Leonardo da Vinci e Michelangelo. Reserve o ingresso online para não perder tempo na fila.
5° dia: Pisa
Uma viagem de trem de cerca de 1 hora separa Florença de Pisa. A Torre Inclinada faz parte de um complexo que inclui a Catedral e o Batistério da cidade. É um dia compacto, mas muito satisfatório.
O que fazer na Itália em 7 dias
Com mais dois dias, você chega a Veneza.
6° dia: Veneza
Siga viagem para Veneza. O passeio de gôndola pelos canais, a Basílica de São Marcos e o Palácio Ducal são os pontos mais visitados. Mas reserve tempo também para se perder pelas ruelas menores, longe dos circuitos turísticos mais óbvios.
7° dia: Veneza
Use o segundo dia para explorar as ilhas da lagoa: Murano, famosa pelos seus artesãos de vidro, e Burano, com as casas pintadas em cores vibrantes. Volte para o centro no final da tarde e explore os becos tranquilos que escondem os melhores restaurantes da cidade.
Quanto se gasta em 7 dias na Itália?
Os valores abaixo são estimativas de referência para 2025/2026, sem passagens aéreas:
Os valores em reais variam conforme a taxa de conversão do momento. Para ter mais previsibilidade nos seus gastos na Zona do Euro, veja mais abaixo como o saldo em euro da Nomad pode ajudar.
O que fazer na Itália em 10 dias
Um roteiro para Itália de 10 dias permite incluir Milão sem abrir mão de nada do que já foi descrito.
8° ao 10° dia: Milão

Milão não é só moda: é também arte e gastronomia. Comece pelo Duomo di Milano, uma catedral gótica com vistas do terraço que valem o ingresso. Passe pela Galeria Vittorio Emanuele II, um elegante centro comercial do século XIX que conecta o Duomo à Piazza della Scala, e explore o Castello Sforzesco.
No terceiro dia, vá à Igreja de Santa Maria delle Grazie para ver a Última Ceia de Leonardo da Vinci. Reserva obrigatória e com meses de antecedência. Quem quiser fazer compras, o Quadrilátero della Moda reúne todas as grandes grifes.
O que fazer na Itália em 15 dias
Com 15 dias, dá para aprofundar o roteiro com mais uma noite nas cidades já visitadas e adicionar mais dois destinos no final.
14° dia: Verona
Verona é Patrimônio Mundial da UNESCO e um dos destinos mais românticos da Europa. Visite a Casa di Giulietta, onde visitantes deixam cartas de amor nas paredes do pátio, e a Arena di Verona, um anfiteatro romano que ainda recebe óperas.
15° dia: Nápoles
Aproveite o último dia para ir a Nápoles. É a capital informal da pizza napolitana, tem um centro histórico que é Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e abriga o Castel dell'Ovo, uma fortaleza medieval sobre uma pequena ilha com vista para o golfo. De Nápoles, também dá para fazer um bate-volta para as ruínas de Pompeia, a cerca de 30 minutos de trem.
O que fazer na Itália em 30 dias
Com um mês, a Itália se abre por completo. Além de tudo o que já foi mencionado, estas regiões completam a experiência:
Costa Amalfitana
Cidades coloridas, vistas panorâmicas do Mediterrâneo, limonadas que parecem mágica e praias que exigem escadarias de 300 degraus para ser alcançadas. Amalfi, Positano e Ravello merecem pelo menos 3 dias.
Matera

Famosa pelos Sassi di Matera, casas e igrejas escavadas diretamente na rocha calcária, a cidade é um dos assentamentos humanos habitados mais antigos da Europa. Pequena, mas absolutamente única.
Ilhas Eólias
Um arquipélago vulcânico no Mar Tirreno, com praias de pedra vulcânica preta, águas turquesa e o espetáculo do vulcão Stromboli em erupção à noite. Uma das experiências mais cinematográficas da Itália.
Lago de Como
Paisagens pitorescas, vilas históricas e montanhas ao redor de um lago que inspirou artistas por séculos. Um destino para quem quer desacelerar e entender por que os italianos chamam de dolce vita.
Região do Piemonte
No norte do país, o Piemonte é o endereço dos melhores vinhos italianos, como o Barolo e o Barbaresco, e de uma gastronomia refinada com pratos como vitello tonnato e risoto de trufas.
Sicília
Termine a viagem explorando a maior ilha da Itália. Palermo, Siracusa e Taormina têm histórias que se misturam entre gregos, romanos, árabes e normandos. Os templos de Agrigento são um dos conjuntos arqueológicos mais impressionantes do Mediterrâneo.
Como pagar na Itália como um local
A moeda oficial da Itália é o euro. Cartões de crédito e débito internacionais são aceitos na maioria dos estabelecimentos, mas é bom ter algum dinheiro em espécie para mercados locais, pequenas cafeterias e transporte urbano.
Um ponto importante para quem vai pagar com cartão: ao realizar uma compra em euro, alguns estabelecimentos oferecem a opção de converter o valor para reais na hora (o chamado DCC, Dynamic Currency Conversion). Recuse sempre essa opção e escolha pagar na moeda local, o euro. A conversão feita pelo lojista costuma ter taxas bem menos favoráveis do que as do seu cartão.
Para ter mais controle sobre os gastos na Europa, a Nomad oferece o saldo em euro no app. Com ele, você converte reais para euros antes de embarcar, trava o valor na taxa do momento e usa o Cartão de Débito Internacional Nomad diretamente em euros durante a viagem, sem surpresas no checkout. O saldo em euro fica disponível dentro da mesma Conta Internacional Nomad, ao lado do saldo em dólar.
Vale reforçar: o saldo em euro é uma opção adicional para quem prefere organizar os gastos já na moeda local da Zona do Euro. Quem já tem saldo em dólar pode continuar usando normalmente na Itália e em qualquer destino europeu. Para saber mais sobre como ativar o saldo em euro, confira o guia completo.
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