O mercado aposta amplamente que o Copom manterá a Selic em 15% ao ano, marcando a quarta reunião consecutiva sem cortes. A decisão é amplamente esperada, mas o foco recai sobre o comunicado que acompanhará o anúncio, já que analistas aguardam possíveis sinais de início do ciclo de queda dos juros. A expectativa é de que o Banco Central ajuste as expressões utilizadas nos ultimos comunicados no sentido de abrir espaço para maior flexibilidade da politica monetária nas próximas reuniões.
Esse movimento ganhado voz no mercado por ser sustentado por um cenário de desinflação em curso com a melhora gradual das expectativas de inflação e um juro real ainda entre os mais altos do mundo — fatores que permitem uma postura mais branda sem comprometer a credibilidade da política monetária. Assim, é esperado um tom menos “hawkish", reconhecendo o avanço das expectativas e a evolução positiva da inflação, pode ser a novidade na comunicação do Banco Central na reunião de hoje (05 de novembro).
A maioria dos analistas prevê o início dos cortes em janeiro de 2026, ainda que alguns considerem possível uma antecipação para dezembro, dependendo da sinalização no comunicado desta noite.





