Dólar sobe ou desce em ano de eleição? Entenda o histórico

Entenda por que o dólar costuma variar em anos eleitorais, o que aconteceu em 2018 e 2022, e como se proteger da volatilidade cambial.

Resumo
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  • Volatilidade eleitoral do dólar: levantamento da Nomad Insights com dados da Factset (2002–2022) mostra que o dólar fica mais volátil entre o 1º e o 2º turno, sem padrão fixo de alta ou queda no ano eleitoral.
  • Valorização pós-eleição: de 2006 a 2022, o dólar se valorizou em todas as janelas analisadas, com retorno médio de 8,5% em 12 meses após o 2º turno, contra 5,7% nos 12 meses antes do 1º turno.
  • 2026 abaixo da média histórica: antes do 1º turno, o dólar variou -2,9% em 12 meses, 0,8% em 6 meses e 0,5% em 3 meses, influenciado também por fatores externos como tensões geopolíticas envolvendo o Irã.
  • Diversificação como proteção: o relatório reforça que manter parte do patrimônio em moeda forte ajuda a reduzir exposição à volatilidade do Ibovespa e do câmbio durante o período eleitoral.

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Time Nomad

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Publicado em

24/9/2026

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Toda eleição no Brasil vem acompanhada da mesma pergunta no mercado financeiro: o dólar vai subir ou descer?

Não existe uma regra fixa, mas existe um padrão. Segundo um levantamento da Nomad Insights com dados da Factset realizado em setembro de 2026 sobre as seis últimas eleições presidenciais (2002 a 2022), o dólar costuma ficar mais volátil perto das urnas, especialmente entre o primeiro e o segundo turno, e tende a se valorizar após o pleito

Veja o que os dados mostram e o que isso pode significar para 2026.

Por que o dólar fica instável em ano de eleição

Eleições definem quem vai comandar as políticas econômica, monetária e fiscal do país nos anos seguintes. Enquanto esse resultado é incerto, o mercado tenta antecipar e precificar diferentes cenários de governo, e essa reprecificação constante de expectativas costuma gerar oscilações mais bruscas nos principais indicadores financeiros do país, com destaque para o Ibovespa e para a cotação do dólar frente ao real.

Esse aumento de volatilidade reflete a forma como o mercado reage à incerteza sobre o futuro das diretrizes econômicas do país, exigindo dos investidores um prêmio de risco maior para manter capital em ativos domésticos durante o período eleitoral.

O dólar fica mais volátil entre o 1º e o 2º turno

Na média histórica das eleições analisadas, o levantamento identificou um aumento moderado da volatilidade do dólar justamente na janela entre o primeiro e o segundo turno. Esse é o momento em que os investidores costumam buscar mais proteção e reajustar posições, já que a disputa política atinge o seu ponto mais tenso.

Em 2026, até a data de corte da análise, o dólar vinha apresentando uma dispersão relativamente baixa ao longo do ano. Mas esse padrão pode mudar caso a eleição tenha um segundo turno, como o histórico sugere.

O dólar se valoriza mais antes ou depois da eleição?

Olhando para o retorno acumulado do dólar frente ao real, a média histórica de 2006 a 2022 mostra que o dólar se valorizou em todas as janelas de tempo analisadas.

Retorno médio histórico da Conta Investimento por período em relação às eleições (2006-2022)
Período Janela Retorno médio histórico (2006-2022)
Antes do 1º turno 12 meses 5,7%
Antes do 1º turno 6 meses 7,4%
Antes do 1º turno 3 meses 1,7%
Depois do 2º turno 3 meses 0,4%
Depois do 2º turno 6 meses 1,8%
Depois do 2º turno 12 meses 8,5%
Antes do 1º turno
Janela 12 meses
Retorno médio histórico (2006-2022) 5,7%
Antes do 1º turno
Janela 6 meses
Retorno médio histórico (2006-2022) 7,4%
Antes do 1º turno
Janela 3 meses
Retorno médio histórico (2006-2022) 1,7%
Depois do 2º turno
Janela 3 meses
Retorno médio histórico (2006-2022) 0,4%
Depois do 2º turno
Janela 6 meses
Retorno médio histórico (2006-2022) 1,8%
Depois do 2º turno
Janela 12 meses
Retorno médio histórico (2006-2022) 8,5%

Em 2026, antes do primeiro turno, o resultado ficou abaixo dessa média histórica: -2,9% em 12 meses, 0,8% em 6 meses e 0,5% em 3 meses. Segundo o levantamento, parte dessa diferença está ligada a fatores externos que não têm relação direta com o calendário eleitoral brasileiro, como o agravamento de tensões geopolíticas envolvendo o Irã, que adicionou ruído aos mercados globais. Ainda assim, os números reforçam que a alocação e a exposição ao dólar continuam sendo estratégias que sempre valem a pena para o investidor.

Além de os dados recentes mostrarem um avanço contínuo do dólar sobre o real no acumulado dos últimos seis meses, a análise histórica de ciclos passados revela um padrão estrutural ainda mais relevante: uma valorização expressiva da moeda americana frente à divisa brasileira nas janelas de 3, 6 e 12 meses após a realização das eleições.

Dessa forma, manter proteção em moeda forte se confirma não apenas como uma defesa indispensável contra as oscilações do período de votação, mas também como uma posição tática essencial para capturar o movimento de alta que costuma se consolidar no cenário pós-eleitoral. 

Por que diversificar investimentos durante o período eleitoral

Segundo o levantamento, depender só do mercado brasileiro durante as eleições tem sido um teste para a paciência do investidor. O Ibovespa apresentou mais volatilidade nesses períodos, mas isso não se traduziu em retorno proporcional para quem ficou exposto só à bolsa brasileira.

Já o câmbio mostrou uma dinâmica diferente: mesmo com oscilações no curto prazo, o dólar vem registrando uma valorização mais consistente frente ao real, principalmente quando se olha para o histórico de retornos nos meses seguintes às eleições.

Por isso, o relatório reforça que diversificar os investimentos, incluindo uma parcela em moeda forte, deixou de ser apenas uma recomendação teórica e passou a ser vista como um mecanismo de defesa em momentos de instabilidade política.

Vale lembrar que isso não significa que investir em dólar garante ganhos. Toda aplicação em moeda estrangeira também está sujeita a oscilações, e o comportamento do mercado pode ser afetado por fatores fora do controle do investidor, como eventos internacionais.

Para entender melhor como funciona essa estratégia, vale conferir como investir no exterior e como se posicionar em momentos de volatilidade extrema.

Uma forma prática de colocar essa diversificação em prática é pela Conta Investimento Nomad, que permite acessar produtos de investimento em dólar direto do celular.

Perguntas frequentes

1 O dólar sempre sobe em ano de eleição?
Não. O histórico de 2002 a 2022 mostra anos de alta forte e anos de queda no acumulado do ano eleitoral. O padrão mais consistente é o aumento da volatilidade, não uma alta garantida.
2 Quando o dólar costuma ficar mais volátil durante as eleições?
A média histórica mostra um aumento moderado da volatilidade do dólar entre o primeiro e o segundo turno, quando a disputa política fica mais tensa e os investidores buscam mais proteção.
3 O dólar sobe mais antes ou depois da eleição?
Segundo o histórico de 2006 a 2022, o dólar tende a se valorizar mais nos meses seguintes ao segundo turno do que nos meses que antecedem o primeiro, especialmente na janela de 12 meses após a eleição.
4 Fatores externos também afetam o dólar em ano de eleição?
Sim. O relatório aponta que eventos internacionais, como tensões geopolíticas, podem se somar ao calendário eleitoral local e influenciar o comportamento do dólar de forma independente da política brasileira.
5 Como se proteger da volatilidade do dólar durante as eleições?
Diversificar os investimentos, mantendo parte do patrimônio em moeda forte, é uma forma de não depender só do desempenho do real durante um período historicamente mais instável.

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Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo sobre cenários macroeconômicos e educação financeira. Não expressamos opiniões políticas ou partidárias, limitando-nos à análise técnica de indicadores e relatórios institucionais.

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