A Suíça parece ter saído de um conto de fadas, mas com a eficiência de um relógio de precisão. Lagos de um azul surreal, picos alpinos cobertos de neve eterna, cidades medievais impecáveis e, claro, o melhor chocolate do mundo. Fazer uma viagem para a Suíça é o sonho de muitos brasileiros, mas ele costuma vir acompanhado de uma dúvida cruel: "Será que meu orçamento aguenta?"
A fama de país caro não é infundada, mas com o planejamento certo, ela é totalmente contornável. A Suíça é um destino onde tudo funciona, o que facilita (e muito) a vida do viajante independente.
Neste guia, vamos desmistificar os custos, ajudar você a montar um roteiro de viagem suíça inesquecível e mostrar como economizar francos valiosos usando as ferramentas certas.
Planejamento inicial: Documentos e entrada na Europa
A organização suíça começa na fronteira. Antes de fazer as malas, certifique-se de que a burocracia está em dia. Como o país faz parte do Espaço Schengen (embora não seja da União Europeia), as regras são parecidas com as dos vizinhos.
- Passaporte e Visto: Brasileiros não precisam de visto para turismo por até 90 dias. No entanto, seu passaporte deve ter validade de pelo menos três meses após a data prevista de saída. Confira a lista completa de países sem visto para brasileiros para planejar conexões.
- Seguro Viagem: O seguro-viagem é obrigatório para entrar no Espaço Schengen, com cobertura mínima de 30 mil euros para despesas médicas. Veja nosso guia de documentos para viagem internacional para não esquecer nada.
- ETIAS: Fique atento à implementação do ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem), que passará a ser exigido para turistas isentos de visto. Entenda o que é o ETIAS e como ele impacta sua viagem futura.
Que moeda levar em viagem para a Suíça?
Aqui está a primeira pegadinha: a Suíça não usa o euro. A moeda oficial é o franco suíço (CHF).
Embora muitos estabelecimentos turísticos aceitem ruro, a cotação usada nas lojas é péssima e o troco geralmente é devolvido em francos. Ou seja: você perde dinheiro duas vezes.
A solução mais inteligente: Não compre francos suíços em espécie no Brasil (as taxas são altíssimas). Use sua Conta Internacional Nomad. Você carrega seu saldo em dólar (com cotação comercial) e usa o Cartão de Dêbito Internacional Nomad diretamente na Suíça. A conversão de dólar para franco suíço é feita automaticamente pela Visa na hora da compra, com taxas muito mais competitivas que as casas de câmbio.
É a forma mais prática de decidir qual moeda levar em viagem para a Suíça sem dor de cabeça.
Quanto custa uma viagem para a Suíça?
Seremos diretos: a Suíça tem um dos custos de vida mais altos do mundo. Mas sabendo quanto custa uma viagem para suíça, você evita surpresas.
- Hospedagem: Um hotel simples ou Ibis Budget custa entre 100 e 150 CHF por noite. Hostels saem por cerca de 50-70 CHF.
- Alimentação: É onde se gasta mais. Um prato principal em um restaurante comum custa entre 25 e 40 CHF.
- Dica de economia: Os supermercados Coop e Migros têm buffets de comida pronta (quente e fria) excelentes por 10 a 15 CHF.
- Transporte: Trens são caros. Um trajeto Zurique-Berna pode custar 50 CHF (só ida) se comprado na hora. Passes de trem (como o Swiss Travel Pass) costumam valer a pena para quem vai se deslocar muito.
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O que fazer na Suíça: Dicas para todas as estações
O país é pequeno, mas denso em atrações. Se for sua primeira viagem para a Europa, a Suíça oferece um choque de civilidade e beleza natural.
Cidades Cosmopolitas e Históricas
- Zurique: O centro financeiro é vibrante, com vida noturna agitada e banhos de rio no verão.
- Lucerna: A cidade postal perfeita, com sua ponte de madeira (Kapellbrücke) e acesso fácil às montanhas.
- Berna: A capital medieval, com suas fontes históricas e o parque dos ursos, é Patrimônio da UNESCO.
Natureza e Alpes Suíços
É aqui que a mágica acontece. Subir os Alpes Suíços é obrigatório.
- Interlaken: A capital da aventura, situada entre dois lagos. É a base para subir ao Jungfraujoch (Topo da Europa), uma estação de trem a 3.454 metros de altitude.
- Zermatt: Lar da montanha mais fotografada do mundo, o Matterhorn (a montanha do Toblerone). A vila não permite carros a combustão, garantindo ar puro e silêncio.
Se você tem mais tempo, vale conferir nossa lista com os melhores destinos da Europa para combinar a Suíça com países vizinhos como França ou Itália.
Sugestão de Roteiro de viagem na Suíça (7 dias)
Para otimizar seu tempo, aqui está um roteiro de viagem suíça expresso que cobre o essencial:
- Dia 1 e 2: Zurique. Explore a Bahnhofstrasse, o lago e o centro histórico (Niederdorf).
- Dia 3: Lucerna e Monte Pilatus. Pegue o trem para Lucerna (50 min). À tarde, suba o Monte Pilatus no trem de cremalheira mais íngreme do mundo.
- Dia 4 e 5: Região de Interlaken. Base para explorar os lagos ou subir as montanhas (Jungfrau ou Schilthorn).
- Dia 6: Zermatt. Um dia inteiro admirando o Matterhorn e caminhando pelas trilhas.
- Dia 7: Berna ou Genebra. Termine a viagem na capital histórica ou na cidade internacional da ONU, dependendo de onde sai seu voo.
Quer expandir essa rota? Veja nossas dicas completas de roteiro de viagem pela Europa.
Dicas extras para economizar
Além de economizar na conversão com a Nomad, anote estas dicas de viagem para a suíça:
- Swiss Travel Pass: Se você for fazer muitas viagens de trem e entrar em museus, compre este passe. Ele dá acesso ilimitado a trens, ônibus, barcos e a mais de 500 museus.
- Água Grátis: Nunca compre água. A Suíça tem milhares de fontes públicas com água potável pura e gelada. Leve sua garrafinha.
- Tax Free: Fez compras acima de 300 CHF? Não esqueça de pedir o reembolso do imposto. Explicamos tudo no nosso artigo sobre Tax Free na Suíça.
A precisão suíça nas suas finanças
Uma viagem para a Suíça exige precisão no planejamento, mas a recompensa é uma das experiências mais bonitas que você terá na vida. Não deixe o medo dos custos paralisar seu sonho.
Com antecedência, roteiro definido e sua conta Nomad carregada, os Alpes estão mais perto do que você imagina.
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