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Lisboa entre a saudade e o novo: o roteiro definitivo de Zeca Camargo com a Nomad

Lisboa entre a saudade e o novo: o roteiro definitivo de Zeca Camargo com a Nomad

Zeca Camargo retorna a Portugal com a Nomad e compartilha um guia definitivo. Descubra onde comer, se hospedar e comprar em Lisboa, Sintra e Ericeira com dicas exclusivas.

Zeca Camargo

Lisboa foi a primeira cidade da Europa que conheci, quando era um garoto de 16 anos chegando com fome de cultura. Minha porta de entrada para o continente não poderia ter sido melhor! Desde então, nesses mais de 40 anos de viagem, volto sempre com alegria para cá, misturando lembranças e descobertas a cada passeio pelas ruas e ladeiras de Lisboa.

Há uma mistura de memórias e novas ideias por aqui que me encanta. Vejo e ouço artistas que misturam passado, presente e futuro de uma forma única, um fluxo de pensamento que acaba sendo típico de Portugal. Entre tantas passagens por aqui, fiz amigos, vi a cidade se reinventar, me descobri mais conectado com essa cultura e sempre renovei minha vontade de voltar.

E portanto (dizendo isso com um bom sotaque português, "purtant"!) cá estou mais uma vez em Lisboa, pronto para fabricar novas lembranças na terra que, como o fado sempre nos lembra, é pura saudade.

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Onde ficar: do charme da memória ao luxo moderno

Minha área favorita em Lisboa é a do Rossio e, mais ainda, a do Bairro Alto. Claro que ficar na Alfama é uma delícia, oferece vistas maravilhosas do rio Tejo, te deixa aos pés do Castelo de São Jorge... Mas como tudo aqui em Portugal, minha preferência pelo Bairro Alto, com suas casas antigas e coloridas (fora os azulejos!), as roupas penduradas na janela, as ruas de paralelepípedos, tem a ver com memória.

Ainda mochileiro, anos atrás me hospedei num lugar simples, a Pensão Londres, que está lá até hoje! Não tinha luxo, se calhar o quarto onde me hospedava nem tinha banheiro na época. Mas eu saía às ruas do Bairro Alto e ficava imediatamente feliz! Comia um prego (bife no pão), devorava um pastel de nata e abria uma noite de uma série de copos de vinhos portugueses que não tinha hora para acabar!

Hoje a região tem hotéis incríveis. Talvez o melhor deles, aquele que leva seu nome, o Bairro Alto Hotel, na frente da praça Camões, onde já me hospedei várias vezes. Mas novos hotéis estão trazendo a modernidade para este canto de Lisboa, como o Memmo Príncipe Real, que tem quartos com vistas espetaculares da capital!

Ao longo dos anos vi o Bairro Alto se transformar, se modernizar, ficar cada vez mais charmoso. Mas eu ainda lembro com saudade da Pensão Londres....

Leia também: Alfama, Baixa de Lisboa ou Bairro Alto: Onde se hospedar em Lisboa

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O que não pode faltar no seu tour

O que sempre recomendo para quem está conhecendo Lisboa pela primeira vez é começar a passear pela praça do Comércio! Este espaço aberto, com sua arquitetura imponente e harmoniosa, te conecta imediatamente com a história de Portugal, além de te oferecer uma proximidade única com o Rio Tejo.

Dali, saia passeando pela famosa rua Augusta e comece ali mesmo a colecionar souvenires, das latas de sardinhas (tradicionais e modernas) aos outros sabores portugueses, do azeite aos vinhos. Uma boa dica é passar pela Meia Dúzia, ali ao pé do elevador de Santa Justa. Pequenas porções de várias guloseimas locais custam menos de €20 e são presentes que nunca decepcionam.

Dali, comece a subir pelo Rossio, não deixe de visitar a loja d'A Vida Portugesa, que reinventou as lembrancinhas de Portugal, e passe pela Vista Alegre, para ver o melhor da porcelana portuguesa, inclusive as peças únicas da Bordallo!

Subindo na direção do Bairro Alto, visite o mirante em cima do elevador (entrada pela lateral das ruínas do Museu Arqueológico do Carmo) para ver uma das vistas mais lindas da cidade e comer um impecável tira-gosto na Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau.

Se a fome apertar, continue subindo até o Bairro do Avillez, um complexo gastronômico criado por um dos mais famosos chefs portugueses, José Avillez, com muitas opções que misturam o tradicional e o moderno da gastronomia daqui.

Para fazer a digestão, siga subindo até o Mirador de São Pedro de Alcântara, admire mais um pouquinho essa visão panorâmica de Lisboa. Feche esse itinerário com um belo vinho do Porto no Pavilhão Chinês, ao lado da praça do Príncipe Real, um dos lugares mais surpreendentes que conheço na cidade, com suas paredes de vitrines cheias de relíquias, aconchegante e divertido!

Leia também: Alfama, Chiado ou Belém? Qual bairro de Lisboa mais combina com você?

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Gastronomia: meus favoritos em Lisboa

Numa cidade onde a gastronomia tradicional e a contemporânea estão sempre competindo pelo melhor, não é fácil destacar apenas 3 endereços para aproveitar as mesas de Lisboa. Mas vamos tentar.

Acho que o primeiro lugar, disparado, é o 100 Maneiras. Conheço o chef Ljubomir Stanisic, nascido na Bósnia, prepara a cada estação um cardápio de 12 etapas que é simplesmente espetacular, do atum gordo com caviar à língua preparada como seu pai fazia desde que ele era criança, você não vai esquecer de nenhum prato que experimentar. (Para uma alternativa mais em conta e não menos deliciosa, ao lado tem o Bistrô 100 maneiras).

A premiada chef Marlene Vieira, a primeira mulher a ganhar uma estrela Michelin em Portugal, tem dois espaços maravilhosos: o Marlene, com menu de vários passos e o divertido e charmoso ZunZum Gastrobar, um ao lado do outro, onde você come uma feijoada de lula de chorar de tão boa.

E um lugar que eu descobri nessa viagem que fiz com a Nomad foi o Canalha. O nome é uma brincadeira, claro, mas a cozinha é coisa séria. O chef João Rodrigues transforma todas suas pesquisas sobre gastronomia portuguesa em pratos ricos de sabor e textura, do mar e da terra. O Canalha mistura o charme de um bistrô antigo a uma explosão de sabores redescobertos. Imperdível.

Ah! Se quiser tomar um belo gin tônica, não deixe de passar pelo Gin Lovers: imagine mais de 50 variações de gin para você escolher... e depois vai jantar!.

Dicas de compras

Das melhores grifes internacionais aos novos estilistas portugueses, Lisboa é um paraíso de compras. Quem quiser começar pelas grandes marcas, tem que desfilar pela Avenida Liberdade: Prada, Hermés, Loewe... todas estão lá! Vale passar nem que seja para ver as vitrines incríveis. Em especial, recomendo a Fashion Clinic, que reúne vários designers com uma curadoria portuguesa e é parada obrigatória para os amantes da moda.

Na Liberdade mesmo, você encontra agora uma loja da COS, que é uma espécie de design básico, muito acessível e com muito estilo. Fica quase ali chegando no Rossio, você obrigatoriamente passa por lá se quiser ir na recém aberta Zara. A famosa marca espanhola tem lá sua maior loja da Europa... é de ir à loucura!

Muitas marcas acessíveis estão distribuídas na rua Garret, endereço de uma das livrarias mais antigas charmosas de Portugal, a Bertrand, mas eu gosto mais de passear pela rua onde a Garret acaba, a Nova do Almada. Entre tantas tentações, lá tem uma Meia Dúzia, que é uma loja gourmet que vende de azeites a chocolates portugueses em embalagens pequenas para você presentear - tudo uma delícia. E também na Almada você encontra uma ótima A Vida Portuguesa, uma loja bem moderna mas que reedita o passado da cultura portuguesa, ideal para souvenires criativos e de qualidade.

Há uma outra A Vida Portuguesa do outro lado da cidade, no Largo do Intendente Pina Manique - e essa se autointitula "a loja mais bonita de Lisboa"... e não sou eu que vou discordar. Aproveite que está por lá e visite o ateliê do Nuno Gama, um dos melhores estilistas de Portugal para a moda masculina: ter uma peça sua é coisa de colecionador!

Finalmente, para se inspirar (e comprar boas peças), visite a Oficina Marques, onde Geso e José, que assinam muitas vitrines do Hermés mostram seu trabalho para o público, de painéis belíssimo, na casa dos milhares de euros, a pequenos pratos autorais que custam apenas 12! Passe por lá nem que seja para alegrar seu olhar.

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Bate e volta: Sintra e Ericeira

Sintra

Dos passeios próximos de Lisboa, o que eu sempre recomendo é o de Sintra. Em menos de uma hora de carro você chega a uma das cidades mais charmosas e românticas de Portugal. A grande atração por lá, claro, é o Palácio da Pena, onde a família real portuguesa passava seus verões. Sintra é "um bocadinho" mais alto, e mais fresco.

Nesta época do ano então, perto do Natal, é simplesmente uma delícia, como toda aquela região dos Parques de Sintra. E se você der a sorte de pegar um dia de sol então, as cores das paredes do palácio contrastadas com o azul forte do céu fazem uma paisagem perfeita para a contemplação.

O pequeno centro de Sintra tem lojinhas super charmosas, desde aquelas especializadas em bordados tradicionais até alguns estúdios de artistas contemporâneos. Mas as comprinhas obrigatórias têm a ver com seu estômago. Ninguém sai de Sintra sem experimentar os travesseiros da Piriquita! Brincadeiras à parte, esse doce é uma delícia: uma massa folheada bem fina e um creme de ovos dentro, um gostinho bem português.

As queijadinhas de Sintra também são famosas e aí a minha dica é a Casa do Preto, logo ali do lado da Piriquita, colado nos Correios. Eu sempre como umas duas com café, mas você pode levar um pacotinho de seis até para trazer para o Brasil: elas duram uns dez dias num lugar fresco. Você vai adorar passear por Sintra, te garanto.

Ericeira

Ericeira não estava nos meus planos iniciais de Portugal, mas o mar tem dessas coisas: te chama. E foi assim que, depois de muitas idas e vindas por Lisboa, me vi em Ericeira, essa vila de pescadores que virou Meca do surf e refúgio de quem busca um Atlântico mais autêntico. Aqui, o tempo desacelera, e o som das ondas dita o ritmo.

Comece por caminhar sem pressa pelo centro histórico. As ruas estreitas, as casas brancas com detalhes azuis e as flores nas janelas são um convite a se perder. Sente-se num café, peça um galão e um pastel, e observe a vida local. É um espetáculo de simplicidade e autenticidade.

Os miradouros são paradas obrigatórias. Do Miradouro da Praia do Sul, a vista das ondas quebrando é hipnotizante. Ericeira é Reserva Mundial de Surf, então vale a pena ir até praias como Ribeira d'Ilhas para ver os surfistas em ação, desenhando curvas na água. É uma dança entre homem e natureza que impressiona.

E para fechar o dia, a mesa. Em São Lourenço, um pouco ao norte, o restaurante Golfinho Azul é uma experiência à parte. Tive um jantar inesquecível lá, com o Atlântico como cenário. Um menu impecável, com entradas espetaculares, e o destaque especial delas vai para o para o Pão de Mafra recheado!

Tudo isso acompanhado de um bom vinho branco, transformou a refeição num capítulo memorável da viagem. É a simplicidade portuguesa elevada à perfeição, com uma vista que te faz querer ficar para sempre. Ao sair, o cheiro do mar e a brisa fria completam a sensação de que Ericeira é um lugar para guardar no coração.

Dica bônus: Mercados de Natal

Se Lisboa já é bonita à noite, com os mercados de Natal ela fica ainda mais iluminada e alegre. Até alguns anos atrás, essa era uma iniciativa tímida, só ali no Rossio, perto da tradicional Rua Augusta. Charmoso mas pequeno. Hoje, no entanto, você pode virar uma esquina e dar de cara com um mercadinho de Natal que não conhecia.

O do Rossio ainda é o mais disputado, não só na iluminação fantástica, mas também na variedade de barracas e coisinhas para comprar, desde uma bebida quente (leia-se vinho!) até os mais curiosos artesanatos portugueses. É um ponto de encontro na noite natalina lisboeta.

Em dimensão, o Wonderland Lisboa quer desafiar o Rossio. Instalado no Parque Eduardo VII, ele é mais novo mas já está atraindo muita gente, pelas barraquinhas, comidinhas e também pelas atrações maiores, como a roda gigante com a vista incrível da Avenida Liberdade, além do próprio parque.

Mas talvez meu mercado de Natal favorito seja um ainda mais novo, instalado ali no Miradouro São Pedro de Alcântara. Não é muito grande, mas com uma vista daquelas da cidade, isso nem é uma questão. Ele fica bem ali no limite do Bairro Alto e vê não só toda Lisboa antiga como também o hipnótico rio Tejo. Passe por lá nem que seja para tomar uma sangria de vinho tinto!

Como a Nomad transformou a experiência do Zeca Camargo

Viajar com a Conta Internacional Nomad trouxe para este roteiro algo que Zeca valoriza tanto quanto uma boa refeição: tranquilidade e liberdade.

Antigamente, viagens internacionais envolviam cálculos complexos de conversão, surpresas na fatura do cartão de crédito e taxas abusivas. Com a Nomad, a experiência é baseada na previsibilidade.

Controle total do seu dinheiro

A grande vantagem não é apenas gastar menos, mas saber exatamente quanto você vai gastar. Você pode aproveitar momentos oportunos para comprar dólares e adicionar saldo à sua conta, construindo seu orçamento de viagem aos poucos.

Encargos justos e transparentes

Na Nomad, você paga encargos de 3,5% e a taxa de conversão apenas uma vez: no momento de colocar o dinheiro na conta.

Diferente dos cartões tradicionais, onde cada compra no exterior gera uma nova conversão e possíveis surpresas na fatura, com a Nomad o seu saldo em dólar está lá, pronto para ser usado. E a taxa de conversão ainda é regressiva: até 1% dependendo do seu nível no Nomad Pass.

Lisboa te chama!

Lisboa, com suas ladeiras que cansam as pernas mas enchem a alma, espera por você. Seja para reviver a nostalgia de um passado mochileiro ou para brindar o futuro com um gin tônica no Bairro Alto, a cidade está pronta para ser redescoberta.

Faça como o Zeca: abra sua Conta Internacional Nomad, planeje sua viagem com previsibilidade e vá fabricar suas próprias memórias na terra que é pura saudade.

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