- PIB e consumo: o PIB americano registrou crescimento de 1,5% na segunda prévia do segundo trimestre, em linha com as expectativas do mercado. O principal vetor foi o consumo das famílias, que representa cerca de 70% da atividade econômica do país, com uma alta de 3,4%, compensando o impacto negativo das importações no cálculo geral;
- PCE: o índice de preços preferido pelo Fed, o PCE, avançou 0,2% em julho, alinhado ao consenso de mercado. Na base anual, o indicador acelerou para 3,7%, levemente acima das expectativas. A inflação persiste acima da meta de 2%, desafiando o mandato do Fed;
- Simpósio de Jackson Hole: em pronunciamento, Kevin Warsh, presidente do Banco Central americano, pontuou que os investimentos em inteligência artificial podem estar promovendo uma transição na produtividade da economia. No entanto, reiterou que a redução da inflação continua sendo a prioridade imediata da política monetária, mantendo um tom hawkish;
- Perspectivas de juros: mesmo diante da ausência de surpresas nos dados, as falas mais duras de Warsh reforçando que o Fed "terá trabalho a fazer" se a inflação não convergir para a meta, alteraram as expectativas do mercado, agora com a maioria das apostas em aumento de juros já na próxima decisão em setembro.




