
Zona do euro: quais países fazem parte e o que muda na sua viagem
Saiba quais países fazem parte da Zona do Euro, onde o euro é aceito e o que isso significa para o viajante brasileiro que vai à Europa.
Você está montando o roteiro dos sonhos pela Europa: Paris, Barcelona, Zurique, Amsterdã, Praga, talvez uma passagem por Londres. O voo está quase no carrinho quando bate a dúvida: dá para usar euro em todos esses países? A resposta é não, e entender o motivo pode mudar bastante o planejamento financeiro da sua viagem.
A Europa reúne dezenas de países, mas nem todos adotaram o euro como moeda. Existe um grupo específico de nações que faz parte da chamada Zona do Euro, e é ali que o euro funciona diretamente, sem precisar de nenhuma conversão local. Para os outros destinos, cada um tem a sua moeda própria, e viajar sem saber disso pode gerar custos inesperados na hora de pagar.
Neste guia, explicamos o que é a Zona do Euro, quais países fazem parte, quais destinos populares ficam de fora e o que isso muda na prática para quem viaja saindo do Brasil.
- A Zona do Euro reúne 20 países que adotam o euro como moeda oficial — entre os mais visitados por brasileiros estão França, Itália, Espanha e Portugal; destinos populares como Reino Unido (libra), Suíça (franco suíço), República Tcheca (coroa tcheca) e Noruega (coroa norueguesa) ficam de fora e exigem outra solução de pagamento.
- Zona do Euro e Espaço Schengen são conceitos distintos: a Suíça, por exemplo, integra o Schengen (sem controle de fronteira) mas não usa euro; já Portugal faz parte dos dois — confundir os dois conceitos é um erro comum que pode gerar custos inesperados na viagem.
- Para roteiros só na Zona do Euro, converter saldo em euro antes de embarcar garante previsibilidade total; para roteiros mistos, o dólar cobre os demais destinos — com a Conta Internacional Nomad, os dois saldos convivem no mesmo app e o cartão funciona nos dois cenários sem precisar trocar de conta.
O que é a Zona do Euro?
A Zona do Euro é o conjunto de países membros da União Europeia que adotaram o euro como moeda oficial. Ela não é sinônimo de Europa, que é um continente com dezenas de nações soberanas. Também não é sinônimo de União Europeia, que é um bloco político e econômico com suas próprias regras de adesão.
Essa distinção parece sutil, mas faz toda a diferença na prática. Um país pode ser membro da União Europeia e ainda assim manter a sua moeda própria. Também existem países que nem fazem parte da União Europeia, mas adotaram o euro de forma oficial por acordos bilaterais ou por escolha própria, como é o caso de Montenegro, Kosovo, Andorra, Mônaco, San Marino e o Vaticano.
O ponto central é: o euro só é a moeda local garantida nos países que integram formalmente a Zona do Euro. Nos demais, você vai precisar de outra solução.
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Quais países fazem parte da Zona do Euro?
Atualmente, a Zona do Euro reúne 20 países. A Croácia foi o mais recente a aderir, em janeiro de 2023. Os integrantes são:
- Alemanha;
- França;
- Itália;
- Espanha;
- Portugal;
- Países Baixos;
- Bélgica;
- Áustria;
- Grécia;
- Finlândia;
- Irlanda;
- Luxemburgo;
- Eslováquia;
- Eslovênia;
- Chipre;
- Malta;
- Estônia;
- Letônia;
- Lituânia;
- Croácia.
Se o seu roteiro passa por qualquer um desses destinos, você pode usar euro diretamente, sem precisar se preocupar com a moeda local. Para a maioria dos brasileiros que viajam para a Europa, boa parte dos destinos mais populares, como França, Itália, Espanha e Portugal, já está dentro da Zona do Euro.
Países europeus fora da Zona do Euro: onde você vai precisar de outra moeda
Vários destinos muito procurados por brasileiros ficam fora da Zona do Euro e têm moeda própria. É o caso de:
- Reino Unido: libra esterlina (GBP);
- Suíça: franco suíço (CHF);
- Noruega: coroa norueguesa (NOK);
- Suécia: coroa sueca (SEK);
- Dinamarca: coroa dinamarquesa (DKK);
- República Tcheca: coroa tcheca (CZK);
- Hungria: florim húngaro (HUF);
- Polônia: zloty (PLN).
Nesses países, ter euro disponível não resolve. Você vai precisar de outra moeda local ou de uma solução de pagamento que converta automaticamente o saldo da sua conta internacional para a moeda local no momento da compra.
Ignorar esse detalhe significa lidar com uma conversão inesperada na hora do pagamento, o que costuma sair mais caro do que o planejado.
O que muda na prática para o viajante brasileiro?
O impacto mais direto está no planejamento financeiro. Roteiros que passam apenas por países da Zona do Euro permitem trabalhar com um único saldo em euro do começo ao fim. Você converte antes de embarcar, sabe exatamente quanto tem disponível e paga em euro em todos os destinos do roteiro, sem variações de moeda entre uma cidade e outra.
Roteiros mistos, que combinam países da Zona do Euro com destinos de moeda própria, exigem uma estratégia diferente para cada trecho. O ideal é mapear as moedas do roteiro com antecedência e organizar o orçamento por país ou região antes de sair do Brasil. Isso evita a correria de tentar resolver na chegada, quando as opções costumam ser mais caras e menos práticas.
Posso usar dólar nos países da Zona do Euro?
O euro é a moeda oficial dos países da Zona do Euro. Mas caso você tenha saldo em dólar na sua Conta Internacional Nomad, pode fazer realizar pagamentos, compras e saques sem problema em todos os destinos.
Nesses casos, a conversão para euros acontece automaticamente, sem que você precise se preocupar em converter os valores com antecedência. Só não se esqueça de sempre recusar a conversão da maquininha de cartão, escolhendo a opção de pagar na moeda local.
O dólar continua sendo uma moeda muito útil durante viagens para qualquer país, especialmente em destinos onde o uso de cartão é mais limitado. Mas para Paris, Roma, Madri ou Lisboa, o euro apresenta benefícios como maior previsibilidade.
O Tratado de Schengen tem relação com a Zona do Euro?
Não diretamente. São dois conceitos diferentes e é comum que se confundam. O Tratado de Schengen define a livre circulação de pessoas entre os países signatários, eliminando o controle nas fronteiras internas. A Zona do Euro define quais países compartilham a mesma moeda. Um país pode fazer parte de um sem fazer parte do outro.
A Suíça, por exemplo, integra o Espaço Schengen, o que significa que você pode entrar no país sem passar pela imigração vindo de outros países Schengen. Mas ela não faz parte da Zona do Euro e usa o franco suíço como moeda. Portugal, por outro lado, faz parte dos dois.
Para quem está se preparando para a primeira viagem à Europa, entender essa diferença ajuda a organizar tanto a logística de entrada nos países quanto o planejamento financeiro de cada trecho do roteiro.
Vale também conferir a documentação necessária para viajar à Europa e se informar sobre o EES, o novo sistema de entrada e saída da União Europeia, que impacta diretamente o processo de imigração em vários destinos do continente.
Como se preparar financeiramente para uma viagem à Europa
Com o roteiro definido e as moedas mapeadas, o próximo passo é organizar como você vai pagar em cada destino. Algumas práticas ajudam a evitar surpresas:
- Identifique quais países do roteiro fazem parte da Zona do Euro e quais usam moeda própria;
- Converta o saldo com antecedência, antes de embarcar, para evitar variações de última hora;
- Tenha uma solução de pagamento que funcione tanto em euros quanto em dólar, sem precisar trocar de cartão a cada fronteira;
- Acompanhe os gastos em tempo real para não perder o controle do orçamento ao longo da viagem.
Para os países da Zona do Euro, ter o saldo em euro já convertido antes de embarcar é a opção mais simples e previsível. Para os demais destinos europeus, o dólar cobre a maioria das situações, já que a bandeira Visa é aceita em mais de 180 países.
Saldo em euro na Conta Internacional Nomad para países da Zona do Euro
Com o saldo em euro na Conta Internacional Nomad, você converte antes de embarcar e paga diretamente em euro em qualquer país da Zona do Euro, sem conversão no momento da compra e sem variação de taxa entre a compra e a fatura. O valor que aparece no terminal é o valor que sai da conta.
Para os destinos fora da Zona do Euro, o saldo em dólar entra em ação automaticamente, cobrindo as transações com a bandeira Visa. Os dois saldos convivem na mesma Conta Internacional Nomad e aparecem juntos no app, o que facilita o controle durante roteiros que passam por diferentes países e moedas.
Para saber mais sobre como aproveitar a conta em toda a Europa, confira o guia completo de como usar a Nomad na Europa.
Entender a Zona do Euro é o primeiro passo para planejar melhor
Saber quais países usam euro e quais não usam parece um detalhe pequeno, mas transforma o planejamento financeiro de uma viagem europeia. Com essa informação em mãos, você organiza o orçamento por trecho, converte o saldo na moeda certa antes de embarcar e chega em cada destino sem precisar improvisar.
Se o roteiro inclui países da Zona do Euro, o saldo em euro na Conta Internacional Nomad resolve a parte financeira com transparência e sem surpresas. Se a viagem mistura destinos com moedas diferentes, o dólar na mesma conta garante a cobertura para o restante do percurso.
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