Afinal, quanto custa um mochilão na Europa?
A pergunta de um milhão de dólares (ou de euros, nesse caso) é: quanto custa mochilão pela Europa? A resposta mais honesta é que depende inteiramente do seu estilo de viagem, dos países que você escolhe visitar e da época do ano.
Para facilitar o seu planejamento financeiro e te ajudar a entender como juntar dinheiro para essa aventura, dividimos os custos em dois perfis principais de mochileiros. Os valores abaixo são estimativas de gastos diários, excluindo a passagem aérea de ida e volta do Brasil.
O Mochileiro Raiz (Ultra econômico)
Se o seu objetivo é esticar o orçamento ao máximo para passar mais dias viajando, este é o seu perfil.
- Custo médio diário: Entre € 40 e € 60;
- Hospedagem: Quartos compartilhados em hostels (com 8 a 12 camas) ou couchsurfing (hospedagem gratuita na casa de moradores locais);
- Alimentação: Compras no supermercado para cozinhar no hostel, lanches rápidos na rua (como kebabs e fatias de pizza) e raríssimas idas a restaurantes;
- Transporte: Ônibus para cruzar fronteiras (como a Flixbus), caminhadas longas pelas cidades e transporte público apenas quando essencial;
- Passeios: Foco total em atrações gratuitas, parques, museus em dias de entrada livre e Free Walking Tours (tours guiados onde você paga apenas uma gorjeta ao final).
O Mochileiro Equilibrado (Confortável)
Este é o perfil da maioria das pessoas. Você quer economizar, mas não quer abrir mão de experimentar a culinária local de vez em quando ou visitar as principais atrações pagas.
- Custo médio diário: Entre € 70 e € 100;
- Hospedagem: Quartos compartilhados menores (4 a 6 camas) em hostels com boa infraestrutura, ou quartos duplos privativos divididos com um amigo;
- Alimentação: Café da manhã no hostel, um almoço em um restaurante com menu executivo (muito comum na Europa) e jantar mais leve comprado no mercado;
- Transporte: Trens de alta velocidade comprados com antecedência, companhias aéreas low cost para distâncias maiores e bilhetes de transporte público válidos por vários dias;
- Passeios: Ingresso para os pontos turísticos principais (como o Museu do Louvre ou o Coliseu) e atividades pagas selecionadas a dedo.
Gastos Fixos Iniciais
Independentemente do seu perfil diário, existem gastos que você precisa considerar antes mesmo de embarcar:
- Passagem aérea Brasil - Europa: Varia muito, mas geralmente fica entre US$ 700 e US$ 1.200 (ida e volta). Costuma ser o maior gasto do mochilão;
- Seguro Viagem: Obrigatório para entrar no Espaço Schengen. Custa cerca de US$ 4 a US$ 8 por dia de viagem;
- Passaporte: Taxa de emissão na Polícia Federal brasileira;
- Mochila e equipamentos: Caso você ainda não tenha uma boa mochila cargueira ou de cabine, calçados adequados e cadeados.
Como viajar barato pela Europa: Dicas essenciais
Viajar barato pela europa é uma habilidade que se aprimora com o tempo, mas conhecer os atalhos antes de embarcar pode salvar centenas de euros do seu orçamento. Aqui estão as regras de ouro para economizar:
- Fuja da alta temporada: O verão europeu (julho e agosto) é incrível, mas as cidades ficam lotadas, faz muito calor e os preços de hospedagem e voos disparam. Prefira as "meias-estações" (primavera, de abril a junho; ou outono, de setembro a novembro). O clima é agradável e os preços são consideravelmente menores.
- Domine a arte dos supermercados: Na Europa, os supermercados são verdadeiros paraísos gastronômicos. Redes como Lidl, Aldi, Dia, Tesco e Carrefour oferecem vinhos excelentes por menos de € 5, além de queijos maravilhosos, pães frescos e pratos prontos deliciosos.
- Viaje leve: As companhias aéreas de baixo custo (como Ryanair e EasyJet) vendem passagens por valores inacreditáveis, às vezes por € 15. Mas o truque delas é cobrar caro pela bagagem despachada. Viajar apenas com uma mochila de cabine que caiba embaixo do assento ou no bagageiro é o segredo para voar barato.
- Use ônibus para trajetos curtos: Embora os trens ofereçam vistas românticas e muito conforto, os ônibus intermunicipais e internacionais costumam ser a opção mais econômica. Empresas como a Flixbus conectam o continente inteiro por preços muito acessíveis, e muitos ônibus viajam durante a noite, economizando uma diária de hospedagem.
- Aproveite a água da torneira: Na grande maioria dos países europeus, a água da torneira é potável, segura e saborosa. Leve uma garrafa reutilizável e encha-a em bebedouros públicos ou restaurantes. Parece pouco, mas comprar várias garrafinhas de água por dia pesa no bolso.
Como levar dinheiro e economizar na conversão
Um dos maiores erros de quem faz a primeira viagem internacional é perder dinheiro com taxas de conversão abusivas em casas de câmbio físicas ou usar cartões de crédito tradicionais. Saber como levar dinheiro na viagem internacional é vital para o seu orçamento.
A melhor alternativa para a sua jornada é usar uma conta global como a Nomad. Com ela, você converte seu dinheiro de forma transparente pelo aplicativo. Ao adicionar saldo, você paga apenas os encargos indicados na tela, sem surpresas com taxas ocultas.
Você também pode usar o seu Cartão de Débito Internacional Nomad físico e virtual em toda a Europa. Além de ser aceito na maioria esmagadora dos estabelecimentos europeus (onde o uso de dinheiro em espécie está cada vez menor), você acompanha todos os seus gastos em tempo real, pelo celular, ajudando a manter o seu limite diário sob controle.
{{cta-europa}}
Melhores países para incluir no seu roteiro
Montar o itinerário de uma viagem para Europa é sempre um desafio. Com tantos países próximos e culturalmente distintos, dá vontade de abraçar o mundo. A melhor estratégia é agrupar os destinos por região para evitar perder muito tempo e dinheiro em deslocamentos.
Europa Ocidental: Os Clássicos Imperdíveis
Se é o seu primeiro mochilão, é natural querer ver de perto os cartões-postais mais famosos do mundo.
- França: Paris é a porta de entrada clássica, mas o interior da França oferece opções mais baratas. É um país com custo de vida elevado, então exige controle no orçamento.
- Itália: Perfeita para quem ama história e gastronomia. De Roma a Florença, passando por Veneza. Comer bem e barato na Itália é muito fácil: fatias de pizza maravilhosas estão em cada esquina.
- Espanha e Portugal: A Península Ibérica é uma das regiões mais baratas da Europa Ocidental. Madri, Barcelona, Lisboa e Porto oferecem um clima vibrante, povo receptivo, comida barata e muita festa.
Leste Europeu e Bálcãs: O Paraíso do Custo-Benefício
Se o seu orçamento está apertado, ou se você quer viajar com muito mais conforto gastando pouco, o Leste Europeu é o seu lugar. A arquitetura é de tirar o fôlego, a vida noturna é intensa e o custo de vida é significativamente menor do que na Europa Ocidental, muitas vezes por causa das moedas locais (que são mais desvalorizadas que o euro).
- Hungria (Budapeste): Conhecida pelos seus banhos termais e "Ruins Bars" (bares construídos em prédios antigos e abandonados). É uma cidade jovem e extremamente barata.
- República Tcheca (Praga): Parece saída de um conto de fadas. A cerveja aqui costuma ser mais barata que a água mineral, e caminhar pelo centro histórico não custa nada.
- Polônia (Cracóvia e Varsóvia): Um país com uma história profunda e marcante, culinária rica e preços incrivelmente convidativos para hospedagem e alimentação.
Sugestão de roteiro: Mochilão Europa 20 dias
Para te ajudar a materializar essa viagem, criamos um roteiro de mochilão pela Europa de 20 dias focado em quem visita o continente pela primeira vez. Esse roteiro equilibra destinos clássicos com opções mais econômicas, priorizando o deslocamento por trem.
Dias 1 a 4: Londres, Reino Unido (A Porta de Entrada)
Londres é agitada, cosmopolita e tem atrações gratuitas incríveis.
- O que fazer: Visite os museus com entrada gratuita (British Museum, Natural History Museum, Tate Modern). Caminhe pelo Tâmisa, veja o Big Ben, o Palácio de Buckingham e explore os mercados de rua, como Camden Town e Borough Market (ótimos para comer bem gastando menos).
- Deslocamento: No dia 4, pegue o trem Eurostar, que cruza o Canal da Mancha por baixo d'água, e chegue a Paris em cerca de 2h20. (Compre essa passagem com meses de antecedência para conseguir preços baixos!).
Dias 5 a 8: Paris, França (A Cidade Luz)
A capital francesa é cara, mas existem formas de explorá-la com inteligência.
- O que fazer: Faça um piquenique no Champ de Mars, de frente para a Torre Eiffel (compre pães, queijos e vinho no mercado). Caminhe por Montmartre, visite o Louvre (compre o ingresso online) e faça um passeio gratuito pelos belíssimos Jardins de Luxemburgo.
- Deslocamento: No dia 8, pegue o trem de alta velocidade (Thalys/Eurostar) de Paris para Amsterdã (viagem de aproximadamente 3h20).
Dias 9 a 11: Amsterdã, Holanda (Canais e Bicicletas)
Charmosa e compacta, Amsterdã é perfeita para ser explorada ao ar livre.
- O que fazer: Alugue uma bicicleta e se perca pelos anéis de canais. Relaxe no Vondelpark, visite o emocionante Museu Anne Frank e conheça a Museumplein. Prove os famosos stroopwafels e as batatas fritas de rua.
- Deslocamento: No dia 11, pegue um trem, ou um ônibus da Flixbus (se quiser economizar), rumo a Berlim, na Alemanha.
Dias 12 a 15: Berlim, Alemanha (História e Vanguarda)
Berlim tem uma atmosfera única, com muita arte urbana, história recente pulsante e é mais acessível que Paris ou Londres.
- O que fazer: Caminhe ao longo do Muro de Berlim (East Side Gallery), visite o Portão de Brandemburgo, o Memorial do Holocausto e a Ilha dos Museus. Aproveite a agitada vida noturna e coma o tradicional Currywurst nas barracas de rua.
- Deslocamento: No dia 15, uma curta viagem de trem (cerca de 4h) te leva até a República Tcheca.
Dias 16 a 18: Praga, República Tcheca (O Conto de Fadas Econômico)
Aqui, seu dinheiro vai render muito mais.
- O que fazer: Atravesse a Ponte Carlos ao amanhecer, encante-se com o Relógio Astronômico na Praça da Cidade Velha, suba até o Castelo de Praga e relaxe nos parques com vista panorâmica da cidade, acompanhado de uma boa cerveja tcheca.
- Deslocamento: No dia 18, um trem diurno longo ou um ônibus noturno te leva para Budapeste.
Dias 19 e 20: Budapeste, Hungria (Para fechar com chave de ouro)
Um destino vibrante, lindo e muito barato para encerrar seu mochilão.
- O que fazer: Contemple o imponente prédio do Parlamento às margens do Rio Danúbio, atravesse a Ponte das Correntes, suba até o Bastião dos Pescadores para uma vista inesquecível e, para relaxar antes do voo de volta, passe a tarde nas Termas de Széchenyi.
O que levar para um mochilão na Europa?
A regra número um sobre o que levar mochilao europa é: menos é sempre mais. Você será a pessoa responsável por carregar sua bagagem por escadas de estações de metrô, ruas de paralelepípedo e corredores de hostels.
Esqueça as malas de rodinha imensas. O ideal é viajar apenas com uma mochila cargueira (de 40 a 50 litros) ou uma mala de cabine compacta. Assim, você não paga taxas extras para despachar bagagem nas companhias aéreas low cost e ganha uma mobilidade incrível.
Checklist essencial da bagagem:
- Organização: Use cubos organizadores (packing cubes). Eles são decisivos para comprimir as roupas e manter a mochila em ordem.
- Roupas: O segredo é a teoria das camadas. Leve peças básicas, de cores neutras, que combinem entre si. Calças confortáveis, camisetas de tecidos leves que sequem rápido e um bom casaco (corta-vento ou impermeável).
- Calçados: Leve no máximo dois pares. Um tênis extremamente confortável para caminhar o dia todo (já amaciado) e um chinelo para usar no hostel e nos banheiros compartilhados.
- Itens de Banho: Toalha de microfibra (ocupa pouquíssimo espaço e seca muito rápido). Os hostels costumam cobrar pelo aluguel de toalhas. Leve miniaturas de shampoo e sabonete em frascos de até 100ml.
- Eletrônicos: Um adaptador de tomada universal é um item indispensável, assim como um bom power bank (carregador portátil), pois você passará o dia inteiro na rua usando o celular para fotos e mapas.
- Documentos e Segurança: Passaporte, certificado do seguro viagem (impresso e digital), carteira de vacinação (se aplicável), e um cadeado resistente para trancar seus pertences nos armários do hostel. Uma "doleira" (bolsa de cintura que fica por baixo da roupa) é útil para guardar o passaporte nos dias de deslocamento.
{{cta-checklist-viagem}}
Conclusão
Fazer um mochilão na Europa não é sobre passar perrengues, mas sim sobre viajar com propósito, estratégia e, claro, planejamento. Essa é uma oportunidade de se adaptar a novas culturas, fazer amizades nos corredores de um hostel, caminhar até os pés cansarem e criar memórias que o dinheiro não compra.
Ao estruturar seu orçamento, definir um roteiro inteligente misturando destinos clássicos com o Leste Europeu e viajar leve, você garante uma experiência transformadora e financeiramente viável.
Tudo pronto para a sua nova aventura?
{{rt-viagem-int-europa}}
{{cta-europa}}
Blog







