Vista de cidade partir de terraço

O que fazer em Amalfi: roteiro completo pela Costa Amalfitana

Lucca Costa
9/7/2026

Descubra o que fazer em Amalfi: praias, passeios, gastronomia e dicas para aproveitar cada canto da costa italiana.

Tem lugares no mundo que parecem ter saído de um quadro. Amalfi é um deles. Casas coloridas empilhadas nos penhascos, o azul do Mar Tirreno logo à frente e um labirinto de vielas onde cada esquina guarda uma surpresa. É o tipo de destino que fica na memória muito antes de você colocar os pés lá.

A cidade faz parte da famosa Costa Amalfitana, no sul da Itália, e concentra em poucos quilômetros quadrados uma das paisagens mais fotografadas do mundo. Mas engana-se quem acha que Amalfi é só cenário bonito para foto. Há história milenar, praias de tirar o fôlego, uma gastronomia que honra cada ingrediente local e passeios que valem cada centavo do roteiro.

Neste guia, você vai encontrar tudo o que precisa para planejar sua viagem: os principais pontos turísticos, as melhores praias, dicas de deslocamento, estimativa de custos e como organizar o dinheiro para aproveitar sem sustos.

Resumo
  • Amalfi é uma cidade histórica no coração da Costa Amalfitana — Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1997 — com pontos imperdíveis como a Catedral de Sant'Andrea, os jardins de Ravello com vista para o mar e a Grotta dello Smeraldo, além de praias encravadas entre falésias como Furore e Marina di Praia.
  • O roteiro ideal varia de 3 a 5 dias, usando Amalfi ou Praiano como base (mais econômicas que Positano); a locomoção pela Strada Statale 163 pode ser feita de ônibus SITA (opção mais barata), barco ou carro — com atenção às estradas estreitas e ao movimento intenso no verão.
  • Os custos na temporada alta partem de EUR 80 por noite em hospedagem e EUR 20 a 40 por dia em alimentação; para pagar em euros sem encargos escondidos a cada compra, o Cartão de Débito Internacional Nomad permite converter reais para euros no app e usar em qualquer estabelecimento Visa, com 2 saques gratuitos por mês em caixas eletrônicos.
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Por que Amalfi vale cada minuto da viagem

Antes de entrar nos detalhes do roteiro, vale entender por que Amalfi conquistou tanto espaço no imaginário de quem viaja pela Europa.

A cidade foi, entre os séculos IX e XI, uma das repúblicas marítimas mais poderosas da Itália, rival de Veneza e Gênova. Foi daqui que partiu a invenção da bússola náutica moderna, atribuída ao matemático amalfitano Flavio Gioia. Esse passado glorioso deixou marcas profundas na arquitetura, nos museus e na própria identidade da cidade.

Em 1997, a Costa Amalfitana foi reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. São cerca de 50 quilômetros de litoral recortado entre Positano e Vietri sul Mare, com Amalfi ocupando um lugar central tanto geográfico quanto simbólico.

Quem chega de barco ou pela famosa Strada Statale 163 entende na hora por que esse trecho de costa é tão especial. A estrada serpenteia sobre o mar com curvas que alternam abismos e vilas coloridas, numa das experiências visuais mais intensas que a Itália oferece.

O que fazer em Amalfi: os principais passeios e pontos turísticos

Amalfi não é grande. Você consegue percorrer o centro histórico a pé em poucas horas. Mas há muito mais para explorar do que parece à primeira vista.

Catedral de Sant'Andrea: o coração histórico da cidade

A Catedral de Sant'Andrea domina a Piazza del Duomo com uma fachada árabe-normanda que mistura influências árabes, byzantinas e românicas. A construção começou no século IX e passou por várias reformas ao longo dos séculos, o que deu origem a uma arquitetura única.

Vale pagar a entrada para conhecer o interior, o claustro do Paraíso (um jardim cercado por arcos elegantíssimos) e a cripta onde estão as relíquias do apóstolo André. Reserve pelo menos uma hora aqui.

Museu da Bússola e do Papel: cultura que surpreende

Dois museus pequenos, mas cheios de personalidade. O Museu da Bússola (Museo della Bussola) conta a história da navegação amalfitana e do instrumento que, segundo a tradição local, foi aperfeiçoado na cidade.

Já o Museu do Papel (Museo della Carta) funciona dentro de um antigo moinho do século XIII e mostra como era feito o papel artesanal que abasteceu boa parte da Europa medieval. É uma visita rápida e bastante curiosa.

Jardins de Villa Cimbrone e Villa Rufolo (Ravello)

Para uma das vistas mais impressionantes da Costa Amalfitana, vale subir até Ravello, uma pequena cidade perched nas montanhas acima de Amalfi. Os jardins de Villa Cimbrone têm um terraço, o Belvedere dell'Infinito, de onde se avista o mar numa perspectiva que parece irreal.

Villa Rufolo, por sua vez, tem jardins românticos que inspiraram Richard Wagner a compor parte do Parsifal. Ravello fica a cerca de 7 quilômetros de Amalfi e pode ser facilmente incluída no roteiro de um dia.

Passeio de barco pela costa: a perspectiva que muda tudo

Ver Amalfi do mar é uma experiência completamente diferente de vê-la da terra. Os passeios de barco partem da Marina Grande e percorrem grutas, praias de difícil acesso e vilas que só são alcançáveis pela água.

A Gruta do Esmeralda (Grotta dello Smeraldo) é uma das paradas mais populares: uma caverna marinha onde a luz filtra pela água e cria um reflexo esverdeado nos rochedos. A entrada é cobrada à parte.

As melhores praias de Amalfi e arredores

As praias da Costa Amalfitana não são aquelas imensas faixas de areia branca do Caribe. São pequenas enseadas de areia escura ou seixos, encravadas entre falésias, com água cristalina e um charme que compensa qualquer estrutura mais simples.

Praia de Amalfi (Marina Grande)

É a praia principal da cidade, localizada bem no centro. Tem estrutura com espreguiçadeiras e guarda-sóis para alugar e é o ponto de embarque para os passeios de barco. Não é a mais tranquila, especialmente no verão, mas é conveniente para quem está hospedado no centro.

Praia do Duomo e Praia Marina di Praia

A Praia do Duomo fica a alguns minutos a pé do centro e costuma ser um pouco menos movimentada. Já Marina di Praia, em Praiano (cidade vizinha), é uma enseada encantadora acessível por uma escadaria íngreme. Vale o esforço: a água é transparente e o visual, de tirar o fôlego.

Furore e a famosa enseada escondida

Furore tem uma das praias mais fotografadas da Costa Amalfitana: um fiorde minúsculo onde um riacho encontra o mar entre paredes de rocha. A descida é longa, mas a paisagem é extraordinária. Nos meses de verão é disputadíssima, então chegar cedo faz toda a diferença.

Positano ou Amalfi: qual escolher?

É uma das perguntas mais frequentes de quem planeja a viagem. A resposta honesta é que dependendo do seu perfil, uma das duas vai se encaixar melhor.

Positano é mais turística, mais cara e visualmente mais impactante do ponto de vista das fotos. Amalfi é mais acessível, tem mais história e oferece uma base melhor para explorar o restante da costa de carro, barco ou ônibus.

Se tiver dias suficientes, o ideal é passar pelo menos uma noite em cada uma. Se tiver que escolher, Amalfi entrega mais conteúdo por dia de viagem.

Onde comer em Amalfi: da limonada ao prato fresco de frutos do mar

A culinária da Costa Amalfitana é simples, generosa e muito dependente do que o mar oferece no dia. Frutos do mar frescos, massas caseiras, azeite de qualidade e o limão sfusato, cultivado nas encostas da região, são os protagonistas de quase tudo que chega à mesa.

Alguns pratos que vale experimentar:

  • Scialatielli ai frutti di mare: massa curta e grossa, típica da região, servida com frutos do mar variados;
  • Pesce all'acqua pazza: peixe cozido em caldo leve de tomate e ervas;
  • Frittura di paranza: porção de frutos do mar empanados e fritos, perfeita para compartilhar;
  • Limoncello: o digestivo local, feito com o limão da região, servido bem gelado ao final da refeição;
  • Delizia al limone: sobremesa cremosa com recheio e cobertura de limão, clássico da confeitaria amalfitana.

Ao longo das ruelas do centro você vai encontrar sorveterias, padarias e barracas de rua com granitas de limão que são um alívio nos dias mais quentes. Os restaurantes à beira-mar tendem a ser mais caros; os que ficam nas vielas internas costumam ter preços melhores e qualidade equivalente.

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Como se locomover pela Costa Amalfitana

Locomover-se pela costa é uma das partes mais desafiadoras, e ao mesmo tempo mais bonitas, de qualquer roteiro pela região.

De carro ou moto: liberdade com atenção às estradas estreitas

A Strada Statale 163 é famosa pela beleza e pela dificuldade. Estradas estreitíssimas com muitas curvas, ônibus turísticos passando no sentido contrário e pouca oferta de estacionamento nas cidades maiores.

Se optar pelo carro, planeje com calma, evite os horários de pico no verão e considere estacionar fora do centro de Amalfi e entrar a pé. Moto ou scooter funcionam bem para quem tem experiência.

De ônibus e barco: a opção mais tranquila e barata

A linha de ônibus SITA Sul conecta as principais cidades da costa e é a forma mais usada pelos moradores locais. É barata e eficiente, mas lotada no verão. Os barcos e hidrofoils que partem de Salerno, Nápoles e Positano são uma alternativa charmosa e muitas vezes mais rápida para algumas rotas.

Dica de roteiro de 3 a 5 dias

Com 3 dias, você consegue cobrir Amalfi, Ravello e Positano com conforto. Com 5 dias, dá para incluir Praiano, Furore, Cetara e uma excursão a Paestum ou à Ilha de Capri. Usar Amalfi ou Praiano como base tende a ser mais econômico do que se hospedar em Positano.

Roteiro sugerido para 5 dias:

  • Dia 1: Chegada, passeio pelo centro histórico de Amalfi, catedral e jantar à beira-mar;
  • Dia 2: Ravello (Villa Cimbrone e Villa Rufolo) + tarde na praia;
  • Dia 3: Passeio de barco, Grotta dello Smeraldo, Positano;
  • Dia 4: Praiano, Furore, enseada escondida;
  • Dia 5: Cetara ou Capri, dependendo do tempo disponível.

Quanto custa viajar para Amalfi e como se planejar financeiramente

A Costa Amalfitana tem fama de destino caro, e essa fama tem fundamento, especialmente em julho e agosto. Mas com planejamento, é possível aproveitar muito sem estourar o orçamento.

Estimativa de custos diários por pessoa (média, temporada alta):

  • Hospedagem: a partir de EUR 80 por noite em guesthouses e B&Bs; hotéis de médio padrão começam em EUR 150;
  • Alimentação: EUR 20 a 40 por dia em restaurantes locais; mais se optar pelos à beira-mar;
  • Transporte: ônibus SITA por volta de EUR 2,50 por trecho; barcos entre EUR 10 e 25 por trajeto;
  • Passeios e entradas: entre EUR 5 e 15 por atração.

Viajar na baixa temporada (abril, maio, setembro e outubro) reduz consideravelmente os preços de hospedagem e torna o destino muito mais agradável, com menos filas e multidões.

Como pagar em euros na Itália sem surpresas

Uma dúvida comum de quem viaja à Europa pela primeira vez é como lidar com os pagamentos locais. Cartões de crédito tradicionais costumam aplicar encargos sobre cada transação em moeda estrangeira.

Para quem quer previsibilidade e praticidade, o Cartão de Débito Internacional Nomad é uma solução simples: você converte reais para euros diretamente no app, trava o valor antes de viajar e paga em qualquer estabelecimento que aceite Visa, sem encargos escondidos a cada compra.

Nos caixas eletrônicos, o cartão Nomad oferece 2 saques gratuitos por período de 30 dias em qualquer ATM da rede Visa. Se precisar de euros em espécie para mercados, gôndolas ou pequenas trattorias que não aceitam cartão, já tem essa opção coberta.

Saiba mais sobre como usar o saldo em euro na Conta Internacional Nomad antes de embarcar.

Amalfi espera por você

Poucos destinos na Europa entregam tanto em tão pouco espaço. Em Amalfi, história, natureza e gastronomia convivem num cenário que parece desafiar qualquer descrição. A cidade é o tipo de lugar que faz você querer voltar antes mesmo de ir embora.

Com um bom planejamento, roteiro definido e o dinheiro organizado para não perder tempo com burocracia financeira durante a viagem, sobra energia para o que realmente importa: curtir cada detalhe desse cantinho da Itália.

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