
Viagem para Malta: roteiro completo, custos e dicas para não errar
Planeje sua viagem para Malta: melhor época, quantos dias ficar, custos reais e como levar dinheiro sem complicação. Guia completo.
Pensar em uma viagem para Malta costuma vir acompanhado de algumas dúvidas simples de resolver: precisa de visto? Quantos dias valem a pena? Quanto custa? A resposta rápida é que Malta é um dos destinos mais acessíveis da Europa para brasileiros.
Como parte do espaço Schengen, não exige visto para estadias turísticas curtas, pode ser conhecida com tranquilidade em uma semana e tem custo mais baixo do que boa parte da Europa Ocidental. Neste guia, você encontra o passo a passo completo para organizar a viagem sem surpresas.
- Malta combina história milenar (fenícios, romanos, Cavaleiros de Malta) com praias de água transparente e vida noturna concentrada, sendo Patrimônio Mundial da Unesco em Valletta.
- Brasileiros não precisam de visto para ficar até 90 dias em Malta, parte da União Europeia e do espaço Schengen.
- Não há voo direto do Brasil, com conexões via Lisboa, Frankfurt, Paris, Amsterdã, Roma ou Istambul e duração total de 14 a 17 horas.
- Roteiro ideal varia de 3 a 7+ dias, passando por Valletta, Mdina, Blue Lagoon, Blue Grotto e a ilha de Gozo.
Por que visitar Malta
Malta é um arquipélago pequeno no meio do Mediterrâneo, entre a Sicília e o norte da África, mas com uma densidade histórica que poucos destinos do tamanho dela conseguem entregar. Por ali passaram fenícios, romanos, árabes e os Cavaleiros de Malta, que deixaram fortificações, catedrais barrocas e cidades inteiras esculpidas em pedra calcária dourada.
Some a isso praias de água transparente, um sistema de transporte público barato e uma vida noturna concentrada em poucos quilômetros, e você tem um destino que funciona tanto para quem busca cultura quanto para quem quer só relaxar à beira-mar. Não é à toa que Malta está entre os menores países do mundo, o que facilita conhecer boa parte da ilha principal em pouco tempo, mesmo em um roteiro mais curto.
Documentação para viajar para Malta
Como Malta faz parte da União Europeia e do espaço Schengen, brasileiros não precisam de visto para viagens turísticas de até 90 dias dentro de um período de 180 dias.
Porém, isso não significa chegar com só o passaporte na mão. A imigração maltesa costuma pedir uma pasta organizada de comprovantes, mesmo que nem todos sejam exigidos em todas as entradas.
Como chegar em Malta a partir do Brasil
Não existe voo direto do Brasil para Malta. Toda rota passa por pelo menos uma conexão em um grande aeroporto europeu, o que também é uma vantagem para quem quer aproveitar a viagem para conhecer mais de um país na mesma passagem.
Partindo de São Paulo (Guarulhos), a viagem costuma durar entre 14 e 17 horas no total, dependendo da conexão escolhida. Saindo do Rio de Janeiro (Galeão), o tempo de viagem segue padrão semelhante.
As companhias aéreas mais comuns nessa rota incluem TAP Portugal (conexão em Lisboa), Lufthansa (conexão em Frankfurt), Air France (conexão em Paris), KLM (conexão em Amsterdã), ITA Airways (conexão em Roma) e Turkish Airlines (conexão em Istambul). A escolha da conexão também define o que dá para fazer no caminho: quem voa via Lisboa ou Roma, por exemplo, pode aproveitar para incluir mais um destino no roteiro antes de seguir para a ilha.
Para conseguir tarifas melhores, a recomendação geral é comprar a passagem com dois a cinco meses de antecedência, já que os preços de última hora costumam subir bastante nessa rota. Quem já pensa em combinar Malta com outros destinos europeus na mesma viagem pode aproveitar este roteiro de viagem pela Europa para montar um itinerário mais completo.
Segundo dados do site especializado Malta Spirit, atualizados em janeiro de 2026, a época intermediária concentra o melhor equilíbrio entre preço, clima e experiência, com economia de cerca de 20% a 30% em relação a uma viagem equivalente em pleno verão.
Principais pontos turísticos de Malta
Embora seja um dos menores países do mundo, Malta conta com várias atrações turísticas. O arquipélago combina uma rica história milenar com belas paisagens no Mar Mediterrâneo.
Confira algumas das principais atrações de Malta:
Valletta

A capital do país é cercada por fortificações construídas pelos Cavaleiros de Malta e reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial. É o ponto de partida natural de qualquer roteiro pela ilha, com ruas estreitas, mirantes voltados para o porto e a Concatedral de São João, cujo interior barroco surpreende quem espera uma fachada simples.
A entrada na catedral com audioguia costuma ficar em torno de 15 euros por adulto. Valletta é bem servida por transporte público e concentra boa parte dos hotéis boutique da ilha, então costuma ser uma base prática para quem quer se deslocar a pé ou de ônibus para outros pontos.
Mdina Old City
Antiga capital medieval murada, apelidada de "cidade silenciosa" por restringir a circulação de carros em boa parte de suas ruas. Fica no centro da ilha principal, a cerca de 30 a 40 minutos de ônibus a partir de Valletta.
Vale reservar o fim de tarde para visitar, quando a luz realça a pedra calcária e o movimento diminui.
Vittoriosa, Senglea e Cospicua
Conhecidas como as Três Cidades, ficam do outro lado do porto em relação a Valletta e concentram boa parte da herança arquitetônica dos Cavaleiros de Malta, com menos turistas do que a capital.
A travessia costuma ser feita de barco tradicional (dghajsa) ou ônibus, e a região é uma boa opção para quem busca restaurantes com preços mais em conta do que os do centro turístico.
Blue Lagoon (Comino)

Enseada de água turquesa rasa na pequena ilha de Comino, entre Malta e Gozo. O acesso é feito por barco ou ferry a partir de Sliema, Cirkewwa ou Bugibba, com passeios de meio dia ou dia inteiro.
Vale evitar o horário de pico do meio-dia no verão, quando a lagoa fica bastante cheia de embarcações.
Blue Grotto
Conjunto de grutas marinhas na costa sul da ilha principal, visitadas em passeios curtos de barco que partem do vilarejo de Żurrieq. A luz da manhã costuma ser a melhor condição para fotografar o efeito azul da água dentro das grutas.
Golden Bay

Uma das praias de areia mais conhecidas de Malta, na costa noroeste da ilha principal. Tem boa estrutura de bares e aluguel de espreguiçadeiras, o que a torna uma opção prática para quem busca praia sem sair muito do circuito principal.
Popeye Village
Vila de madeira construída como cenário do filme Popeye, hoje aberta para visitação com atividades voltadas para famílias, além de vista para a Anchor Bay. Fica na costa noroeste, próxima a Mellieħa.
Marsaxlokk

Vila de pescadores colorida na costa sudeste, famosa pelo mercado de peixe tradicional aos domingos e pelos barcos luzzu pintados nas cores típicas do país. Vale visitar em um dia de semana para preços de refeição mais justos, já que o domingo costuma concentrar movimento turístico maior.
Gozo
Segunda maior ilha do arquipélago, mais tranquila e rural que a ilha principal, com paisagens rochosas e vilarejos históricos como Victoria e o templo de Ġgantija. O acesso é feito por ferry a partir de Ċirkewwa, com travessia de cerca de 25 minutos.
A hospedagem em Gozo costuma custar entre 15% e 25% menos do que uma opção equivalente na ilha principal.
Quantos dias ficar em Malta
O tempo ideal depende do ritmo que você busca:
- 3 dias: dá para conhecer Valletta, Mdina e uma praia, como Golden Bay, em um roteiro mais corrido.
- 5 dias: tempo suficiente para incluir um passeio de barco até a Blue Lagoon, a Blue Grotto e uma parada em Marsaxlokk, com ritmo mais tranquilo.
- 7 dias ou mais: permite reservar um ou dois dias inteiros para Gozo, além de explorar com calma as Três Cidades e o litoral sul.
Quanto custa viajar para Malta
Os valores abaixo têm como referência dados do site especializado Malta Spirit, atualizados em janeiro de 2026, com estimativas por pessoa e por dia.
Alguns valores de referência para o dia a dia, também da mesma fonte:
- Café tradicional em bar local: 1 a 1,50 euro;
- Pastizzi (salgado típico maltês): 0,40 a 0,60 euro cada;
- Almoço simples fora do circuito turístico: 8 a 14 euros;
- Jantar intermediário com duas pessoas: 28 a 45 euros por pessoa em Sliema ou St. Julian's, ou 18 a 28 euros em ruas mais afastadas de Valletta;
- Passagem de ônibus (rede Tallinja): 1,50 euro no inverno e 2 euros no verão;
- Cartão Explore de transporte por 7 dias: 21 euros;
- Ferry de ida e volta para Gozo (passageiro a pé): 4,65 euros.
O custo total da viagem, claro, também depende do valor da passagem aérea, que varia bastante conforme a época de compra e a companhia escolhida. Para quem já está calculando o orçamento total, vale separar já em euros a parte do dinheiro destinada aos gastos do dia a dia.
O saldo em euro na Nomad permite guardar parte dos reais convertidos direto em euros dentro do app, o que ajuda a acompanhar o orçamento na moeda que será efetivamente usada em Malta, sem depender só do dólar como referência de cálculo.
Afinal, Malta vale a pena?
Para quem busca um destino europeu com história densa, praias bem cuidadas e menos concorrido do que os clássicos da Europa, sim, Malta vale a pena. A infraestrutura turística é bem estruturada, o inglês é idioma oficial ao lado do maltês (o que facilita bastante a comunicação) e as distâncias curtas entre as atrações tornam o roteiro fácil de organizar mesmo em viagens de poucos dias.
O ponto de atenção é que Malta deixou de ser um destino mediterrâneo "baratíssimo": os preços de hospedagem subiram de forma expressiva nos últimos anos, então vale planejar o orçamento com base em valores atualizados, não em referências de viagens antigas.
Como levar dinheiro para Malta
Levar dinheiro em espécie para toda a viagem não costuma ser a opção mais prática nem mais segura. O mais comum é combinar cartão para o dia a dia com uma reserva pequena em espécie para casos pontuais, como gorjetas ou pequenos comércios que não aceitam cartão.
Para quem já pensa em outros destinos na mesma viagem pela Europa, vale considerar formas de pagamento que funcionem em qualquer parte do continente, não só em Malta: este guia de intercâmbio barato e este outro sobre viagem para a Europa trazem mais detalhes sobre como organizar o orçamento fora de Malta.
Como Malta usa o euro, moeda oficial da Zona do Euro, ter o saldo em euro no app Nomad disponível ajuda a pagar direto na moeda local em restaurantes, passeios e compras, sem precisar fazer conta de conversão a cada gasto do dia a dia.
Para quem prefere manter tudo em dólar, essa também continua sendo uma opção válida em qualquer lugar da Europa. A diferença é que, para quem gosta de acompanhar o gasto exatamente na moeda do destino, o saldo em euro é um recurso a mais dentro do mesmo app.
Conclusão
Uma viagem para Malta reúne o que muita gente busca na Europa sem o volume de burocracia ou custo de destinos mais tradicionais: documentação relativamente simples para quem já viaja pelo Schengen, um trajeto com conexão que também abre espaço para conhecer outro país no caminho e um roteiro fácil de montar mesmo em poucos dias.
Com o planejamento financeiro resolvido, incluindo a opção de manter parte do saldo já em euros dentro do app Nomad, sobra mais tempo para aproveitar Valletta, Gozo e as praias que fazem dessa ilha um destino cada vez mais procurado.
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