
O que fazer em Malta: roteiro dia a dia pela ilha
Descubra o que fazer em Malta com um roteiro dia a dia: Valletta, Mdina, Blue Lagoon, passeios de barco e dicas para toda a família.
Malta é pequena, mas rende um roteiro surpreendentemente completo. Em três a cinco dias, dá para passar por cidades fortificadas, praias de água cristalina e passeios de barco entre ilhas vizinhas.
Cada dia pode ter uma cara diferente: história pela manhã, mar à tarde, e um pôr do sol de cortar o fôlego para fechar.
A seguir, veja um roteiro dia a dia para aproveitar o melhor da ilha, com detalhes de cada parada para você já ir se imaginando lá.
- Malta rende roteiro de 3 a 5 dias: Valletta, Mdina, praias e passeio de barco até a Blue Lagoon são paradas essenciais.
- Dia 1 combina Valletta e Três Cidades; dia 2 explora Mdina e as catacumbas de Rabat; dia 3 é dedicado a Blue Lagoon, Blue Grotto e Golden Bay.
- Malta com crianças funciona bem: Popeye Village e praias como Golden Bay e Mellieħa Bay têm estrutura completa para famílias.
- Comida típica inclui pastizzi, fenkata (prato nacional) e ftira, refletindo influências italianas, árabes e britânicas.
Malta em 3 dias: vale a pena um roteiro curto?
Vale, e muito. Malta está entre os menores países do mundo, o que significa distâncias curtas entre as atrações.
Em três dias bem organizados, dá para conhecer Valletta, Mdina, e ainda reservar um dia inteiro para praias e passeio de barco.
Quem tem mais tempo disponível pode esticar o roteiro para incluir Gozo, a segunda ilha do arquipélago, sem correria.
Roteiro dia 1: Valletta e Três Cidades
Valletta: fortificações, Concatedral de São João

O primeiro dia começa pela capital. Valletta é cercada por muralhas construídas pelos Cavaleiros de Malta no século XVI, erguidas para resistir a cercos otomanos.
Caminhar pelas ruas estreitas já é uma experiência: cada esquina revela um mirante diferente com vista para o porto.
A grande atração interna é a Concatedral de São João. Por fora, a fachada é sóbria. Por dentro, o teto é coberto por afrescos dourados e o piso é formado por lápides em mármore incrustado, dedicadas a cavaleiros da Ordem de Malta.
Vale reservar de duas a três horas só para essa parte do dia, sem pressa.
Vittoriosa, Senglea e Cospicua
À tarde, a travessia para as Três Cidades muda completamente o ritmo do passeio. Do outro lado do porto de Valletta, essas três pequenas cidades guardam boa parte da herança arquitetônica dos Cavaleiros de Malta, com muito menos turistas circulando.
A travessia pode ser feita de barco tradicional (dghajsa) ou ônibus, e vale a pena caminhar pela orla de Vittoriosa ao entardecer, quando os iates refletem a luz do fim de tarde no porto.
Roteiro dia 2: Mdina e centro da ilha
Mdina Old City

O segundo dia é dedicado ao centro histórico da ilha. Mdina foi a capital de Malta durante séculos e ainda guarda o apelido de "cidade silenciosa", por restringir a circulação de carros em boa parte de suas ruas murada.
As ruas estreitas e sinuosas foram desenhadas propositalmente para confundir invasores, uma estratégia medieval de defesa que hoje só rende fotos incríveis.
O fim de tarde é o melhor horário para visitar: a luz dourada realça a pedra calcária das construções e o movimento diminui bastante.
Rabat e as catacumbas
Colada a Mdina, a cidade de Rabat guarda um capítulo diferente da história de Malta: as catacumbas subterrâneas usadas como necrópole na época romana e paleocristã.
É um contraste interessante com a grandiosidade de Mdina: túneis estreitos, câmaras funerárias esculpidas na rocha, e uma atmosfera bem mais silenciosa e intimista.
Roteiro dia 3: praias e passeios de barco
Blue Lagoon (Comino)

O terceiro dia é para o mar, e a Blue Lagoon é o destino mais concorrido da ilha por um bom motivo. Na pequena ilha de Comino, entre Malta e Gozo, a enseada tem água rasa e de um azul-turquesa quase irreal.
O acesso é só por barco, geralmente saindo de Sliema, Cirkewwa ou Bugibba, em passeios de meio dia ou dia inteiro.
Vale chegar cedo: no verão, a lagoa fica bastante cheia de embarcações a partir do meio-dia.
Blue Grotto
Na costa sul da ilha principal, um conjunto de grutas marinhas forma um dos passeios mais fotogênicos de Malta. Pequenos barcos partem do vilarejo de Żurrieq e entram nas cavernas, onde a luz da manhã cria reflexos azulados na água.
O passeio dura poucos minutos dentro das grutas, mas o efeito visual compensa a brevidade.
Golden Bay
Para fechar o dia, Golden Bay é uma das praias de areia mais bonitas da ilha principal, na costa noroeste. Tem estrutura de bares e aluguel de espreguiçadeiras, ideal para relaxar depois de um dia inteiro de passeios de barco.
Passeios de barco em Malta: o que saber antes
Os passeios de barco costumam ser organizados em dois formatos: tours de volta à ilha, que passam por vários pontos em um único dia, e passeios específicos para a Blue Lagoon.
Vale reservar com antecedência em alta temporada, já que as embarcações saem lotadas nos horários de pico da manhã.
Para detalhes sobre custos, documentação e como chegar em Malta a partir do Brasil, vale conferir este guia completo de viagem para Malta.
O que fazer em Malta com crianças
Malta também funciona bem como destino em família. O Popeye Village, vila de madeira construída como cenário de filme, tem atividades voltadas para o público infantil e fica na costa noroeste, perto de Mellieħa.
Praias como Golden Bay e Mellieħa Bay têm águas mais calmas e estrutura completa, boas para quem viaja com crianças pequenas.
Os passeios de barco também costumam ser bem recebidos pelas famílias, mas vale escolher embarcações maiores e mais estáveis para o público infantil.
Comida típica de Malta
A cozinha maltesa mistura influências italianas, árabes e britânicas, resultado de séculos de diferentes ocupações na ilha.
O pastizzi é o salgado mais popular: uma massa folhada recheada com ricota ou purê de ervilha, vendida em praticamente qualquer esquina.
O fenkata, ensopado de coelho temperado com vinho e alho, é considerado o prato nacional e costuma ser servido em ocasiões especiais.
Já a ftira é um pão achatado, recheado com atum, tomate, azeitona e alcaparras, ótimo para um almoço rápido entre um passeio e outro.
Estendendo o roteiro: Gozo em um dia extra
Para quem tem um dia a mais disponível, Gozo é a extensão natural do roteiro. A segunda maior ilha do arquipélago é mais rural e tranquila do que a ilha principal.
O acesso é por ferry a partir de Ċirkewwa, com travessia de cerca de 25 minutos. Vale reservar o dia para conhecer a cidade de Victoria e o templo pré-histórico de Ġgantija, um dos monumentos megalíticos mais antigos do mundo.
Quanto custa esse roteiro e como pagar em Malta
Um roteiro de três a cinco dias combina custos de transporte interno, ingressos pontuais (como a Concatedral de São João) e passeios de barco, que costumam ser o item mais caro do orçamento diário.
Como Malta faz parte da Zona do Euro, manter o saldo em euro na Nomad disponível no app ajuda a pagar diretamente na moeda local, sem precisar fazer conta de conversão a cada passeio ou refeição.
Conclusão
Entre fortificações históricas, águas turquesa e um prato de fenkata para fechar o dia, Malta entrega um roteiro completo em pouquíssimos dias. Para quem já está pensando em combinar a ilha com outros destinos europeus, vale conferir nosso roteiro de viagem pela Europa e este guia de viagem para a Europa para fechar o planejamento completo.
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