Antes de tudo: viagem nacional ou internacional?
Essa é a primeira pergunta a responder, porque ela muda bastante o nível de planejamento necessário.
Nas viagens nacionais, a documentação é mais simples e o processo costuma ser rápido. Nas viagens internacionais, o nível de exigência aumenta significativamente: cada país tem regras sanitárias próprias, alguns exigem exames específicos e o tempo de preparação pode levar semanas ou até meses.
Em ambos os casos, o ponto de partida é o mesmo: uma consulta ao veterinário. Antes de qualquer coisa, o animal precisa estar saudável e com as vacinas em dia.
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Documentação obrigatória para viajar com pet
Documentos para viagens nacionais
Para voos dentro do Brasil, a documentação básica exigida pelas companhias aéreas é:
- Atestado de saúde veterinário: emitido por um médico-veterinário com registro no CRMV, com validade de até 10 dias antes do embarque. Confirma que o animal está saudável e apto para viajar;
- Carteira de vacinação atualizada: com destaque para a vacina antirrábica, que precisa ter sido aplicada há pelo menos 30 dias e menos de 1 ano da data da viagem;
- Passaporte Pet (opcional): documento que pode substituir o atestado sanitário em viagens nacionais, quando devidamente preenchido e assinado por um veterinário. Para emiti-lo, é necessário que o animal tenha microchip.
- Atenção: as exigências podem variar entre as companhias. Sempre confirme os documentos necessários diretamente com a empresa antes de viajar.
Documentos para viagens internacionais
Para levar o pet para o exterior, o processo é mais robusto. Os documentos geralmente exigidos são:
- Carteira de vacinação atualizada, com todas as vacinas em dia para o país de destino;
- Atestado de saúde veterinário, emitido com até 10 dias de antecedência do embarque;
- Certificado Veterinário Internacional (CVI): documento emitido pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Confirma o estado de saúde do animal e o cumprimento das exigências sanitárias do país de destino. A emissão é gratuita e pode ser feita pela plataforma gov.br;
- Microchip de identificação: obrigatório para viagens internacionais. O chip deve seguir o padrão ISO 11784/11785 e precisa ser implantado antes da aplicação da vacina antirrábica;
- Exames adicionais: alguns países exigem sorologia antirrábica (teste de anticorpos) e outros laudos específicos. O prazo mínimo para esses exames pode chegar a 3 meses antes da viagem.
Cada país tem suas próprias exigências. Antes de iniciar o processo, consulte o site do MAPA e o consulado ou embaixada do país de destino. Comece o planejamento com pelo menos 90 dias de antecedência.
Microchip: por que ele é tão importante
O microchip é um pequeno dispositivo eletrônico implantado sob a pele do animal, geralmente na região do pescoço. O procedimento é rápido, feito em consultório veterinário, e causa desconforto mínimo ,similar a uma vacina comum.
Ele funciona como a identidade permanente do pet: armazena um código único que pode ser lido por qualquer leitor compatível no mundo. Em viagens internacionais, é obrigatório e precisa ser implantado antes da vacina antirrábica para que a sequência de documentação seja válida.
Além da exigência regulatória, o microchip é uma camada extra de segurança. Se o animal se perder durante a viagem, ele pode ser identificado e devolvido com muito mais facilidade.
Vacinas obrigatórias para viajar com pet
O calendário vacinal precisa estar em dia antes de qualquer viagem. As principais vacinas são:
Para cães
- Antirrábica: obrigatória para viagens nacionais e internacionais. Deve ser aplicada pelo menos 30 dias antes do embarque e ter validade de até 1 ano. Se for a primeira aplicação do animal, aguarde 30 dias antes de viajar;
- V8 ou V10 (polivalente): protege contra diversas doenças como cinomose, parvovirose e leptospirose. Exigida pela maioria das companhias aéreas;
- Vacina contra gripe canina: recomendada, especialmente para animais que viajam com frequência.
Para gatos
- Antirrábica: obrigatória para viagens internacionais e exigida por algumas companhias em voos nacionais;
- Tríplice felina (FVRCP): protege contra rinotraqueíte, calicivirose e panleucopenia. Essencial antes de qualquer viagem.
Para viagens internacionais, alguns países exigem vacinas adicionais específicas. Consulte sempre as exigências do país de destino com antecedência.
Regras das companhias aéreas para viajar com pets
Desde outubro de 2025, a ANAC (Portaria nº 17.476/SAS) padronizou o transporte de animais em aeronaves e criou três classificações claras: animal de estimação, animal de suporte emocional e animal de serviço — restrito ao cão-guia.
Cada categoria tem exigências próprias de documentação veterinária, tipo de caixa de transporte e condições de embarque. As companhias aéreas devem informar, já na venda da passagem, os critérios de peso, dimensões e raças aceitas.
Mesmo com a padronização, cada empresa mantém critérios próprios. Confira as regras gerais das principais companhias brasileiras:
Regras, pesos e disponibilidade podem mudar. Sempre confirme com a companhia antes de comprar a passagem e faça a reserva do pet com antecedência, já que as vagas são limitadas por voo.
Voo com pet na cabine: quem pode e como funciona
Animais de pequeno porte podem viajar na cabine junto ao tutor, desde que o peso total (animal + caixa de transporte) não ultrapasse 10 kg. A caixa precisa caber embaixo do assento à frente e seguir as dimensões definidas pela companhia.
Regras gerais para a caixa:
- Material resistente e com boa ventilação nas laterais e no fundo;
- O animal deve conseguir ficar em pé sem tocar o teto e se mover sem encostar nas paredes;
- Todo o corpo do animal deve ficar dentro da caixa, incluindo patas e focinho;
- A caixa não pode ficar no colo durante o voo — vai embaixo do assento.
Dicas para tornar a experiência mais tranquila:
- Apresente a caixa ao animal com pelo menos 1 mês de antecedência, deixando-a no ambiente com a porta aberta;
- Use petiscos e brinquedos favoritos para criar uma associação positiva com o espaço;
- Evite alimentar o pet nas 2 a 3 horas antes do voo para reduzir o risco de enjoo.
Voo com pet no porão: o que saber antes de embarcar
Animais de médio e grande porte que não se encaixam nos critérios da cabine precisam viajar no compartimento de carga. O porão é pressurizado e tem temperatura controlada — a experiência é desconfortável para o animal, mas segura quando as regras são seguidas.
Exigências para a caixa de transporte (padrão IATA):
- Material rígido, com travas seguras e quatro pontos de ventilação;
- Espaço suficiente para o animal ficar em pé, virar-se e deitar com conforto;
- Identificação externa com nome do animal, contato do tutor e etiqueta "Animais Vivos";
- Vasilhames de água e comida acoplados do lado de dentro da porta.
Raças braquicefálicas (focinho achatado), como Bulldog, Pug e Shih Tzu, e gatos Persa e Himalaio têm restrições em diversas companhias por conta das dificuldades respiratórias que o ambiente do porão pode agravar. Consulte a companhia antes de reservar.
Como preparar seu pet para a viagem
Além de toda a documentação, preparar o animal emocionalmente faz muita diferença no resultado da viagem. Algumas dicas práticas:
- Familiarize o pet com a caixa com antecedência: quanto mais cedo melhor. Deixe a caixa no ambiente do animal com a porta aberta, coloque itens com o cheiro do tutor e incentive a entrada com petiscos;
- Mantenha a rotina nos dias anteriores: mudanças bruscas de horário e alimentação aumentam o estresse do animal;
- Consulte o veterinário sobre sedativos ou calmantes naturais: para animais muito ansiosos, o profissional pode indicar uma solução adequada. Nunca administre medicamentos por conta própria;
- Evite banho no dia da viagem: o estresse do banho somado ao da viagem pode ser excessivo;
- Leve itens de conforto: uma mantinha ou brinquedo favorito com o cheiro de casa ajuda a acalmar o animal dentro da caixa.
Checklist completo: viajar com pet sem esquecer nada
Salve este checklist e confira cada item antes de embarcar.
Antes da viagem:
- Consulta veterinária e atestado de saúde (emitir com até 10 dias do embarque);
- Vacinas em dia, especialmente a antirrábica;
- Microchip implantado (obrigatório para viagens internacionais);
- CVI emitido pelo MAPA (viagens internacionais);
- Reserva do pet confirmada com a companhia aérea;
- Caixa de transporte adequada às normas da companhia;
- Familiarização do animal com a caixa;
- Pesquisa das exigências específicas do país de destino (viagens internacionais).
No dia da viagem:
- Alimentação leve 3 a 4 horas antes do embarque;
- Chegada ao aeroporto com pelo menos 2 horas de antecedência;
- Documentos do pet separados e de fácil acesso;
- Água disponível na caixa;
- Item de conforto (mantinha ou brinquedo favorito) dentro da caixa.
No destino:
- Dê tempo ao animal para se adaptar ao novo ambiente sem pressa;
- Mantenha a rotina de alimentação e horários;
- Pesquise veterinários na região de destino antes de viajar;
- Verifique se a hospedagem é realmente pet friendly e o que isso inclui na prática.
Hotéis e hospedagens pet friendly: como encontrar
A oferta de hospedagens que aceitam animais cresceu muito nos últimos anos, mas "pet friendly" pode significar coisas bem diferentes de um lugar para outro. Antes de reservar, vale perguntar:
- Há cobrança adicional por animal?
- Existe restrição de porte ou raça?
- O pet pode ficar no quarto sem supervisão?
- Há áreas específicas para passeio?
Plataformas como Booking.com e Airbnb permitem filtrar hospedagens pet friendly diretamente na busca. Hotéis de redes maiores costumam ter políticas mais claras e publicadas no site. Vale checar antes de ligar.
Para viagens internacionais, pesquise as regras locais: alguns países têm restrições para determinadas raças em espaços públicos, o que pode impactar também o passeio com o pet no destino.
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Viajar com pet é possível — e vale cada detalhe
A burocracia pode parecer intimidadora no começo, mas ela existe para garantir a segurança do animal durante toda a jornada. Com planejamento antecipado , especialmente para viagens internacionais, onde o processo pode levar meses, tudo fica muito mais tranquilo.
Comece cedo, siga o passo a passo deste guia e não deixe de consultar o veterinário de confiança antes de qualquer decisão. Seu pet também merece uma viagem sem estresse.
E quando chegar a hora de planejar os gastos da viagem, a Conta Internacional Nomad e o Cartão de Débito Internacional Nomad estão com você: gerencie tudo pelo app, pague em moeda local onde o cartão for aceito e acompanhe cada despesa em tempo real, seja para uma viagem nacional ou internacional.
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