Estagflação é o risco-chave monitorado no mercado americano nos próximos meses. Mas o mercado continua precificando avanços importantes em tecnologias promissoras que vêm sustentando o dinamismo da economia. Neste material, debatemos as oportunidades e riscos aos investimentos globais, em 4 frentes:
Cenário Macro: O Fed segue buscando percorrer a última milha do combate à inflação, mas o ciclo de cortes de juros está mais próximo. A guerra comercial, ao contrário, se distancia, com acordos importantes oferecendo melhor visibilidade da postura do governo em relação a temas essenciais para a sustentabilidade de um crescimento econômico saudável.
Renda fixa: O mercado aguarda um corte de juros pelo Fed após dados de emprego fracos, tornando os Treasuries de curto prazo uma oportunidade. Em contraste, os títulos de longo prazo estão menos atrativos, pois perderam sua eficácia como proteção para carteiras e seus rendimentos devem cair lentamente. Nos segmentos de títulos corporativos e de mercados emergentes, a principal atratividade está no "carrego" dos cupons. Isso se deve ao fato de que os spreads de risco já estão muito baixos, limitando o potencial para ganhos de capital adicionais.
Bolsa americana: Apoiadas no boom da Inteligência Artificial, as big techs continuam sendo o principal motor do desempenho positivo da Bolsa americana, mas até onde pode ir o rali? Acreditamos que as tendências ligadas às novas tecnologias não podem ser ignoradas, mas a diversificação é fundamental em momentos de preços esticados e alta sensibilidade a fatores de risco.
Bolsa global: O desempenho superior da bolsa americana na última década foi impulsionado pela concentração em ações de tecnologia, favorecidas pelos juros baixos, o que resultou em valuations elevados e um baixo prêmio de risco (ERP). Em contrapartida, os mercados emergentes e outros desenvolvidos, como Europa e Japão, tiveram performance inferior, significativamente prejudicada pela força do dólar. Atualmente, esses mercados internacionais oferecem prêmios de risco mais atrativos, indicando que estão relativamente mais baratos. Dessa forma, a alocação fora dos EUA é uma importante diversificação e uma aposta em um potencial ciclo de enfraquecimento do dólar, que pode impulsionar os retornos de ativos estrangeiros.








