09/10/2026
Ibovespa avança com alívio no petróleo e dólar cai abaixo de R$ 5,00; Wall Street sobe | 09/10
O Ibovespa opera em alta no encerramento da semana, impulsionado pelo recuo do petróleo e por fatores políticos locais, mesmo com o IPCA de setembro acima do esperado. O dólar cai abaixo de R$ 5,00 com maior apetite ao risco, enquanto Wall Street ganha fôlego com o alívio nas pressões inflacionárias.
07/10/2026
Ibovespa passa por ajuste e dólar se estabiliza | 06/10
Nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, o Ibovespa passou por uma sessão de consolidação e ajuste após a expressiva alta da véspera.
16/10/2026
Dólar em alta, Ibovespa devolve perdas e PPI americano vem acima do esperado | 15/10
O dólar operou em alta frente ao real e caminhou para o terceiro pregão seguido de valorização, com cautela diante do noticiário eleitoral à medida que o segundo turno se aproxima. O Ibovespa devolveu boa parte das perdas da manhã, com construtoras entre as maiores quedas e educação e saúde amortecendo o recuo. Em Nova York, o S&P 500 seguiu em leve alta em meio a forte rotação setorial, enquanto o PPI de setembro veio bem acima do esperado.
15/10/2026
Dólar em leve alta, Ibovespa perto da estabilidade e Wall Street em queda com CPI acima do esperado | 14/10
O dólar caminhou para o fechamento em leve alta frente ao real, com o CPI de setembro nos EUA, com núcleo acima do esperado, dominando o noticiário. O Ibovespa recuperou terreno ao longo do dia e se aproximou da estabilidade, com realização de lucros de um lado e o petróleo, em meio a tensões no Estreito de Ormuz, do outro. Em Nova York, os principais índices seguiram em queda, com tecnologia e semicondutores mais pressionados pelos juros longos e a temporada de balanços dos bancos no radar.
14/10/2026
Dólar em alta, Ibovespa em queda e o start dos balanços em Wall Street | 13/10
O dólar avançou frente ao real impulsionado pela volatilidade do período eleitoral e pela recuperação internacional da moeda após o feriado. Enquanto isso, o Ibovespa passou por uma realização de lucros, pressionado pelo recuo da Vale diante da baixa do minério de ferro na China. Do outro lado, Wall Street fechou mista no início da temporada de balanços bancários, com as atenções voltadas também para os próximos dados da inflação americana (CPI).
09/10/2026
Ibovespa sobe impulsionado pela Petrobras e salto do petróleo | 08/10
O Ibovespa opera em alta sustentado pela Petrobras e pela disparada do petróleo Brent (US$ 104-105) em meio a tensões no Oriente Médio. O dólar opera estável, enquanto Wall Street cai com temores de inflação global e juros altos nos EUA.
08/10/2026
Ibovespa opera em tom de cautela e consolidação após rali eleitoral | 07/10
Após a forte reprecificação inicial decorrente do cenário eleitoral, o mercado adotou uma postura mais seletiva: os investidores ajustaram posições à espera da pauta fiscal e da temporada de balanços corporativos, enquanto o fluxo contínuo de capital externo manteve o suporte aos ativos locais.
Análise de mercado

Eleições e o seu dinheiro

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  1. 1º turno4 de outubroRealizado
  2. 2º turno25 de outubro
  3. Posse1º de janeiro de 2027

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Baixar Eleições no Brasil, bolsa e dólar: o que esperar? + Atualização

Setembro em números: bolsa em alta e dólar em queda

Atualização de 1º de outubro de 2026.

+5,0%
Ibovespa no mês, aos 186 mil pontos
−0,15%
Dólar, cotado a R$ 5,17
R$ 8,8 bi
Capital estrangeiro na bolsa, o maior volume desde março

Fontes: Factset e Nomad Insights. Dados até 30/09/2026. Dados de fluxo até 29/09/2026.

Para um período de incerteza política, o resultado parece contraintuitivo. A explicação está no fluxo: investidores estrangeiros voltaram a comprar ações brasileiras, o que beneficiou a performance do Ibovespa e aumentou a oferta de dólares no país, fortalecendo o real.

Os quatro fatores que trouxeram o investidor estrangeiro de volta
1

Commodities em alta. O petróleo passou de US$ 108 o barril, maior valor desde maio, e deu fôlego às empresas do setor de petróleo e gás, que tem um peso relevante no Ibovespa.

2

Bolsa descontada. Negociando a um múltiplo Preço/Lucro (P/L) projetado abaixo da média histórica, as ações brasileiras atraíram quem buscava empresas geradoras de caixa e boas pagadoras de dividendos.

3

Trade eleitoral. Discursos mais pragmáticos sobre responsabilidade fiscal reduziram a percepção de cenários extremos, e o mercado passou a antecipar posições.

4

Rotação global. Com a realização de lucros nas empresas de tecnologia, fundos internacionais realocaram recursos para mercados com uma composição focada em empresas de valor, alta liquidez e forte presença de setores cíclicos e geradores de caixa imediato, como o Brasil.

E agora?

Historicamente, a volatilidade da bolsa e do dólar aumenta depois do 1º turno e segue elevada até a definição final nas urnas. O mercado reage principalmente a sinais sobre a futura equipe econômica e a trajetória fiscal do país.

Quando a bolsa sobe e o dólar cai, é comum questionar a necessidade de investir fora. Para quem pensa no longo prazo, esse momento pode ser uma oportunidade: com o real valorizado, ativos globais ficam mais baratos em reais. Esperar o cenário piorar para buscar proteção costuma sair caro, porque a compra de dólar acaba acontecendo no pico do estresse.

Baixar a atualização de setembro

O roteiro das eleições: o que a história nos ensina

O período eleitoral no Brasil atua historicamente como um dos principais catalisadores de volatilidade para o mercado financeiro. A proximidade das urnas eleva o nível de incerteza, o que altera a dinâmica de preços dos ativos locais. Veja o que os dados nos mostram sobre o ciclo:

Pré-eleições

6 a 3 meses antes do 1º turno

Na janela de 6 a 3 meses antes do 1º turno, a bolsa brasileira teve em 2026 desempenho abaixo da média de eleições passadas.

O investidor absorveu a instabilidade do período sem colher ganho proporcional. Em setembro, já mais perto das urnas, a entrada de capital estrangeiro mudou esse quadro no curto prazo.

O ápice da tensão

Entre o 1º e o 2º turno

Os dados mostram que a volatilidade do mercado acionário aumenta significativamente nesse intervalo, como reforçam os padrões observados nas eleições de 2014, 2018 e 2022.

Na média histórica do câmbio, ocorre também um aumento moderado da volatilidade do dólar, refletindo a busca dos investidores por diversificação no momento em que a disputa atinge seu ponto mais tenso.

O cenário pós-urna

3, 6 e 12 meses após a eleição

A análise histórica de ciclos passados revela um padrão: uma valorização expressiva da moeda americana frente à divisa brasileira nas janelas de 3, 6 e 12 meses após a realização das eleições.

Diversificar parte do patrimônio em moeda forte é uma forma de se posicionar diante desse padrão (sem garantia de que ele se repita).

Diversificação é matemática

O cenário local

A oscilação em ano eleitoral é conhecida e se repete. Ao longo do ciclo, o aumento da volatilidade nem sempre vem acompanhado de retorno proporcional. E mesmo em meses de alta, como setembro, quem investe só no Brasil mantém o patrimônio inteiro exposto ao risco fiscal, econômico e político de um único país.

A estratégia

Internacionalizar parte dos investimentos funciona como o contrapeso para a atual fase do nosso mercado interno. Enquanto a bolsa brasileira pode passar por instabilidade sem a devida compensação financeira, os ativos globais podem servir como uma âncora que estabiliza a carteira e busca preservar o seu poder de compra.

A conclusão

Montar um portfólio diversificado, com uma parcela atrelada a moedas fortes, é uma forma de buscar equilíbrio durante esse ciclo.

Calcule quanto investir no exterior →

Eleições 2026: o impacto no dólar e nos seus investimentos

Como o ciclo eleitoral mexe com a bolsa, o câmbio e a proteção do seu patrimônio? Nesta edição especial do Update de Mercado, recebemos Richard Back (analista político), acompanhado por Paula Zogbi (Estrategista-Chefe) e Danilo Igliori (Economista-Chefe da Nomad), para uma análise técnica sobre os cenários econômicos e a volatilidade nos mercados.

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