Análise de mercado

Eleições e o seu dinheiro

De quatro em quatro anos, o mercado se movimenta em torno das eleições. Mas você pode proteger seu patrimônio.

Para entender esse movimento, realizamos um estudo analisando o comportamento da bolsa e do dólar em todas as eleições presidenciais desde 2002. Descubra o que a história nos ensina e saiba como preparar a sua carteira.

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O roteiro das eleições: o que a história nos ensina

O período eleitoral no Brasil atua historicamente como um dos principais catalisadores de volatilidade para o mercado financeiro. A proximidade das urnas eleva o nível de incerteza, o que altera a dinâmica de preços dos ativos locais. Veja o que os dados nos mostram sobre o ciclo:

Pré-eleições
6 a 3 meses antes do 1º turno

Em 2026, em comparação com janelas temporais equivalentes de pleitos passados, observamos desempenho abaixo da média para o mercado de ações brasileiro.

O investidor acaba absorvendo a instabilidade inerente ao período, mas sem colher ganho proporcional de rentabilidade.

O ápice da tensão
Entre o 1º e o 2º turno

Os dados mostram que a volatilidade do mercado acionário aumenta significativamente nesse intervalo, como reforçam os padrões observados nas eleições de 2014, 2018 e 2022.

Na média histórica do câmbio, ocorre também um aumento moderado da volatilidade do dólar, refletindo a busca dos investidores por diversificação no momento em que a disputa atinge seu ponto mais tenso.

O cenário pós-urna
3, 6 e 12 meses após a eleição

A análise histórica de ciclos passados revela um padrão: uma valorização expressiva da moeda americana frente à divisa brasileira nas janelas de 3, 6 e 12 meses após a realização das eleições.

Diversificar parte do patrimônio em moeda forte é uma forma de se posicionar diante desse padrão (sem garantia de que ele se repita).

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Diversificação é matemática

O cenário local

A oscilação em ano eleitoral é conhecida e se repete, mas quem investe só no Brasil pode estar recebendo menos por ela. O aumento natural e esperado da volatilidade não vem sendo refletido em uma contrapartida de retorno para o investidor.

A estratégia

Internacionalizar parte dos investimentos funciona como o contrapeso para a atual fase do nosso mercado interno. Enquanto a bolsa brasileira pode passar por instabilidade sem a devida compensação financeira, os ativos globais podem servir como uma âncora que estabiliza a carteira e busca preservar o seu poder de compra.

A conclusão

Montar um portfólio diversificado, com uma parcela atrelada a moedas fortes, é uma forma de buscar equilíbrio durante esse ciclo.

O que vai acontecer, ninguém sabe. Onde seu dinheiro está, você decide.

Ninguém precisa prever o próximo capítulo do cenário político para buscar preservar o patrimônio. Nossa equipe de especialistas foi atrás da resposta nos números e analisou os dados de volatilidade e retorno do Ibovespa e da taxa de câmbio nas eleições realizadas desde 2002.

Baixe o relatório "Eleições no Brasil, bolsa e dólar: o que esperar?" e descubra como o ciclo atual tem se diferenciado dos demais e o que nossa equipe recomenda olhar daqui para frente.

Capa do relatório: Eleições no Brasil, bolsa e o dólar
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Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo sobre cenários macroeconômicos e educação financeira. Não expressamos opiniões políticas ou partidárias, limitando-nos à análise técnica de indicadores e relatórios institucionais.