Estudo Nomad Wealth · outubro de 2026

Quanto investir em dólar?

O dólar tem três papéis na sua carteira. Juntos, eles definem uma faixa de alocação para cada perfil de investidor.

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Sobre o estudo

Ter parte do patrimônio em dólar já é consenso entre especialistas. A pergunta que faltava responder com método era quanto. Para isso, o time de research da Nomad Wealth analisou 20 anos de dados de mercado e mediu, separadamente, as três funções que o dólar cumpre na carteira de quem mora no Brasil: proteger o custo de vida, reduzir o risco da carteira e buscar retorno com ativos internacionais.

Cada função foi medida com uma metodologia própria, de modelos econométricos de inflação por faixa de renda à teoria de carteiras de Harry Markowitz. No fim, as três respostas foram reconciliadas em uma régua com piso e teto de dólar para cada perfil de investidor.

20 anosde dados de mercado, de 2006 a 2026
3abordagens medidas de forma independente
4perfis de investidor, do conservador ao arrojado

Quanto ter em dólar, por perfil

Percentual do patrimônio em dólar e ativos dolarizados. O início de cada faixa vem da proteção da carteira e o fim, da diversificação ideal medida pelo INDI.

Conservador20% em ativos de risco
16%
Moderado60% em ativos de risco
21% a 38%
Sofisticado90% em ativos de risco
31% a 57%
Arrojado100% em ativos de risco
42% a 63%
15%: piso do custo de vida, para qualquer perfil
Início da faixa: proteção da carteira. Fim: diversificação ideal (INDI)

Os três papéis do dólar

Proteger seu custo de vida

15%

em dólar neutraliza o efeito do câmbio na cesta de consumo de quem mora no Brasil.

Por quê? Combustível, eletrônicos e até o pão carregam dólar no preço. A cada 10% de alta do dólar, cerca de 1,5% chega ao seu custo de vida em um ano.

Quanto da alta do dólar chega ao seu custo de vida

perto de 0%
1 mês
12% a 16%
12 meses
15% a 20%
24 meses

Proteger sua carteira

4x menos

Uma carteira arrojada com 42% em dólar perdeu 4 vezes menos na pior queda dos últimos 20 anos do que a mesma carteira sem dólar.

Por quê? Quando a bolsa brasileira cai, o dólar costuma subir e compensa parte da perda.

Tamanho da perda na pior queda, carteira arrojada (2006 a 2026)

Sem dólar
Com 42% em dólar
4x menor

Nos meses em que a bolsa caiu mais de 10%, o dólar subiu em 91% das vezes.

Buscar retorno

63%

da carteira de risco ideal está fora do Brasil, segundo o INDI.

O que é o INDI? É o Índice Nomad de Diversificação Internacional, criado em parceria com professores da FGV, que calcula todo mês quanto de uma carteira eficiente deveria estar fora do Brasil.

A “mágica do câmbio”: correlação do S&P 500 com o Ibovespa

+52%
−12%
medido em dólar convertido para reais
Para lembrar

Os três números não se somam: o mesmo dólar protege seu consumo, segura sua carteira e busca retorno.

Como ler esses números?

  • Cada perfil tem uma faixa de referência, que ajuda a entender o papel do dólar numa carteira com aquele nível de risco.
  • O piso de 15% vem do quanto o câmbio pesa no custo de vida de quem mora no Brasil.
  • O estudo olha o dólar como parte estrutural da carteira, com horizonte de longo prazo.
Estudo completo

Metodologia, gráficos e todas as tabelas do estudo.

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Mensagem principal

A carteira ideal do investidor brasileiro é global. Dólar e ativos dolarizados são um pilar permanente do patrimônio, ao lado da renda fixa, da bolsa e dos fundos imobiliários. A quantidade certa depende do perfil: quanto mais risco na carteira, mais dólar ela pede.

Perguntas frequentes

O que é o INDI?

O Índice Nomad de Diversificação Internacional mede, mês a mês, quanto da carteira com a melhor relação entre risco e retorno deveria estar em ativos internacionais. Ele segue a metodologia de Fernando Chague e Bruno Giovannetti, da FGV. O estudo usa a média dos últimos 12 meses, de 63%.

Por que os três números não se somam?

Porque o mesmo dólar cumpre mais de uma função ao mesmo tempo. A parcela que protege a carteira já cobre a proteção do custo de vida, e a alocação indicada pelo INDI já inclui essa proteção. Por isso o estudo define, para cada perfil, um piso e um teto.

De onde vêm os dados?

O estudo usa dados de janeiro de 2006 a agosto de 2026, de fontes como FactSet, Ipea, Banco Central e IBGE. A carteira brasileira de referência combina Ibovespa, IMA-B, IRF-M e Selic.

Os percentuais são uma recomendação de investimento?

As faixas são uma referência educativa, construída a partir de dados históricos, e não consideram a situação de cada investidor. Cada pessoa tem carteira e objetivos próprios, e as correlações entre os ativos podem mudar com o tempo.

Quem assina

Danilo IglioriEconomista-chefe. PhD em Economia por Cambridge e professor da FEA-USP
Paula ZogbiEstrategista-chefe. Mais de 10 anos no mercado financeiro, CNPI
Rebecca NossigEstrategista de ações. Passagens por JP Morgan, XP e Itaú BBA, CNPI
Vitor KayoEconomista. Doutor em Economia pela FGV
Bruno ShahiniEspecialista de investimentos. Mais de 10 anos em gestão de ativos, CFP®
Nickolas LoboEspecialista de investimentos, com foco em equities globais
Luca GirardiAnalista de investimentos, certificação CGA

O Índice Nomad de Diversificação Internacional (INDI), usado no estudo, segue a metodologia de Fernando Chague e Bruno Giovannetti, professores da FGV.

Fonte: Nomad Wealth, estudo “Quanto investir em dólar?”, outubro de 2026. Dados de jan/2006 a ago/2026 (FactSet, Ipea, Banco Central e IBGE). INDI: Índice Nomad de Diversificação Internacional, média de 12 meses (out/25 a set/26), metodologia Chague & Giovannetti (FGV).

Material de caráter informativo e educativo. Não constitui recomendação, oferta ou solicitação de produtos. Rentabilidade passada não é garantia de resultados futuros. Todo investimento envolve riscos.