por
Time Nomad
15 min.
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Publicado em
28/8/2025
Quem acompanha o mercado financeiro sabe que as oscilações no preço dos ativos acontecem e, em muitos casos, são frequentes. Proteger investimentos da volatilidade é, portanto, uma prática recomendada para minimizar os riscos financeiros e construir um patrimônio sólido.
Neste artigo, vamos explicar o conceito de um mercado volátil, apresentar alternativas para lidar com possíveis riscos e preservar seu patrimônio com gerenciamento de risco. Para abordar o assunto, conversamos com Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad. Continue com a gente para entender melhor
Volatilidade é a medida estatística de dispersão que quantifica a taxa e a magnitude das variações de preço de um ativo financeiro. A alta volatilidade indica flutuações de preço mais abruptas e imprevisíveis, refletindo maior risco, enquanto a baixa volatilidade sugere estabilidade e menor risco. O motivo para as flutuações ocorrerem são variados, como:
Na prática, esse termo se refere a uma medida de risco importante e, ao mesmo tempo, é uma característica inerente ao mercado financeiro em qualquer contexto. Tanto é que está presente tanto na renda fixa quanto na variável, com diferentes níveis de impacto.
Isso permite aproveitar melhor as oportunidades, mas é válido saber que o conceito não representa, necessariamente, perdas ou ganhos. É um comportamento natural do mercado que gera reflexos e você precisa se preparar para lidar com esses impactos.
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A primeira metade de 2025 foi marcada por níveis elevados de volatilidade no mercado financeiro. Muito desse resultado se relaciona a incertezas geradas pelas mudanças políticas e econômicas nos Estados Unidos. Os principais exemplos são as tarifas de importação (e seu vaivém) e as medidas anti-imigração, que pressionam a inflação e prejudicam a atividade americana.
Segundo Paula, esse contexto alimenta conversas sobre um possível cenário de estagflação. “Com inflação ainda elevada e riscos à atividade, além de mudanças na dinâmica da geopolítica mundial, o mercado vem apresentando dificuldades para precificar um cenário mais provável e a volatilidade tende a ser a tônica para os ativos de risco pelos próximos meses”, comenta a especialista.
Proteger investimentos da volatilidade é importante para construir um patrimônio sólido e preservá-lo enquanto se busca retornos financeiros. A adoção de estratégias adequadas ao seu perfil pode auxiliar no gerenciamento de risco e na busca por retornos com responsabilidade e alinhados aos seus objetivos, além de contribuir para a proteção contra os impactos da inflação.
Também é uma forma de impedir as tomadas de decisão emocionais e impulsivas, afinal, você entende o que é volatilidade de investimentos e consegue minimizar riscos financeiros. Isso permite aproveitar melhor diferentes cenários ao compreender os movimentos do mercado.
Proteger investimentos da volatilidade depende da adoção de 6 boas práticas. A seguir, mostramos quais são as recomendações. Confira!
Diversificar investimentos é a estratégia que objetiva distribuir o capital em diferentes tipos de ativos para reduzir o risco. O propósito é que, se houver queda em determinada aplicação financeira ou setor, os ganhos de outro lado compensem esse prejuízo, mantendo o equilíbrio geral da carteira.
Em um cenário de incertezas, a volatilidade é um dos ingredientes principais para os ativos. Na escolha dos ativos para uma carteira, é essencial buscar uma composição com pouca correlação, como indica Paula Zogbi.
“Quando falamos de eventos domésticos, ou até mesmo generalizados, investir na moeda de referência global é uma forma de proteger uma parte da sua carteira. Isso pode ser feito através de vários ativos”, comenta. O dólar, historicamente, se movimenta de forma descorrelacionada aos ativos domésticos, amplificando os efeitos da diversificação.
A especialista ainda destaca que é válido diversificar até os investimentos globais. É o caso de investir nos bonds e também em ações, por exemplo, dependendo do perfil. O objetivo dessa estratégia é que o bom desempenho de uma classe de ativos possa compensar a eventual queda de outra, buscando o equilíbrio da carteira.
O mesmo vale para commodities, que podem proteger da inflação e se comportar de forma descorrelacionada de outros mercados de renda variável. O ouro, por exemplo, serve como um ativo de reserva de valor e “pode trazer um alívio importante em fases mais agudas de volatilidade”, comenta Paula.
Em outras palavras, é fundamental diversificar em diferentes classes de ativos, setores e até geograficamente.
No mercado americano, investimentos em renda fixa podem ser realizados via bonds ou Treasuries, que são os bonds emitidos pelo governo americano. Assim como a renda fixa brasileira, a rentabilidade é previsível.Nesse contexto, é necessário entender o impacto das taxas de juros sobre esses títulos. De modo geral, quando os juros, ou as expectativas para a taxa de juros, aumentam, o preço dos títulos de renda fixa diminui. É o efeito da marcação a mercado, que é evitado caso se mantenha o investimento até o vencimento do título.
Essa situação gera um aumento da demanda por novos títulos. Ao mesmo tempo, é necessário verificar a inflação, já que as taxas de juros costumam ser elevadas devido ao aumento geral de preços no mercado. O poder de compra é corroído e os seus ganhos, também.
As commodities são ativos muito usados para proteger o portfólio dos impactos da inflação
Pensando em proteção contra a volatilidade, Paula destaca uma commodity específica. “O ouro teve uma valorização bem expressiva no começo de 2025 e não foi por acaso. Ouro não gera fluxo financeiro, não paga dividendos e nem costuma apresentar valorizações estratosféricas — é até um ativo ‘tedioso’, se você busca grandes potenciais de valorização. Mesmo assim, ter uma parcela da carteira em ouro pode trazer um alívio importante em fases mais agudas de volatilidade”, ressalta.
Você também pode investir em fundos de investimentos e ETFs de commodities, que podem ser uma alternativa mais simples para aplicar seu dinheiro.
A renda variável, por sua vez, é uma categoria em que os ativos podem apresentar uma volatilidade maior, mas também é possível se proteger e minimizar os riscos financeiros. A especialista da Nomad comenta que, para alcançar esse objetivo, vale buscar setores defensivos, cuja oscilação de preços é menor.
Alguns exemplos são utilidades públicas, bens de consumo essenciais, energia, moradia e saúde. Esses segmentos de mercado são mais resilientes por terem produtos e serviços fundamentais, o que leva a menos impacto por parte das flutuações econômicas.
A mesma lógica vale para as empresas com balanços sólidos e lucro consistente, além de ativos com histórico de bom pagamento de dividendos. Essas alternativas, portanto, são opções para lidar com a volatilidade.
Focar no longo prazo é uma estratégia eficiente de enfrentamento a um mercado volátil. A razão é que as oscilações se diluem com o passar do tempo, portanto, o impacto é menor. Esse é o objetivo de quem atua com base no buy and hold.
Um exemplo claro são as ações de grandes empresas estatais do setor de commodities. Nesse caso, as interferências governamentais podem fazer o preço das ações caírem ou subirem com frequência. Mas em um período amplo, os resultados podem se recuperar e voltar a ser positivos.
Uma forma de proteger investimentos da volatilidade é monitorar o mercado financeiro e fazer ajustes na carteira.
Também verifique se aqueles investimentos estão alinhados aos seus objetivos e as notícias que podem afetar o mercado e o seu portfólio. Com essas informações, ajuste a carteira para refletir as suas metas, minimizar riscos financeiros e ajustar sua estratégia.
Também faça o rebalanceamento do portfólio para que os ativos atendam a seu perfil de risco e mantenham a proporção adequada da alocação dos ativos para a sua estratégia.
O gerenciamento de risco é um processo contínuo de identificação, análise e tratamento de possíveis ameaças ao seu portfólio. Ao fazer isso, você consegue minimizar riscos financeiros, entender o que é volatilidade de investimentos e diminuir seus impactos e lidar com as incertezas do mercado.
Ao identificar os riscos, é possível adotar estratégias para lidar com as oscilações de preços e monitorar essas ameaças para monitorar a eficácia das medidas de tratamento. Dessa forma, você consegue gerenciar o risco de perdas ao implementar medidas eficientes, como limites de perdas (stop loss) e hedge.
Veja, a seguir, algumas formas de proteger seus investimentos da volatilidade.
Para proteger seus investimentos da oscilação dos preços dos ativos, identifique seu perfil de investidor. O chamado teste de suitability é obrigatório em corretoras de valores brasileiras e é um bom termômetro para saber qual é a sua categoria. As possibilidades são:
Vale destacar que o perfil de investidor deve influenciar as suas decisões de alocação de ativos e a formação da carteira. O objetivo é equilibrar o portfólio da maneira mais adequada.
Saber onde você quer chegar é fundamental para definir os melhores investimentos para a sua carteira. Os seus objetivos podem ser divididos em metas de curto, médio e longo prazo, com definição da estratégia mais indicada para cada caso.
Aqui, é importante saber que os investimentos de longo prazo têm uma exposição maior à volatilidade, mas esse risco pode ser amenizado com alinhamento da alocação aos seus objetivos. Basicamente, a ideia é refletir se a oscilação de preços impacta o seu objetivo final.
A diversificação da carteira é essencial para proteger os investimentos da volatilidade. É possível variar as classes de ativos e também o aspecto geográfico. Isso significa que alocar seu capital em dólar é uma maneira de fazer hedge, já que a moeda americana tem um histórico de valorização em relação ao real.
A reserva de emergência é uma quantia de dinheiro disponível para utilizar em situações imprevistas. A proposta é evitar a venda de ativos da sua carteira com prejuízo em momentos de estresse, já que você tem esse colchão financeiro.
Em outras palavras, isso significa ter estabilidade em períodos de incerteza, como em situação de desemprego ou tratamento de saúde. Isso evita que você tenha que vender seus investimentos para gerar liquidez e também aproveite oportunidades que surgem sem a necessidade de prejudicar suas finanças nem recorrer a empréstimos.
Em qualquer situação, alocar seu capital é uma forma de construir um patrimônio para o futuro. Nesse processo, é importante saber como lidar com a volatilidade para investir de forma consciente e informada.
É importante ter atenção aos movimentos do mercado e se informar sobre o maior número possível de detalhes sobre os ativos comprados ou que se pretende vender. Para esse objetivo, você pode contar com os conteúdos educativos e gratuitos produzidos pela Nomad, que trazem informações e análises para sua atualização.
Você também pode contar com a Nomad para investir, já que a Conta Investimento Nomad não tem fronteiras. Com ela, você investe no exterior sem sair do Brasil e protege seus investimentos da volatilidade ao ter uma rentabilidade em dólar.
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