A dinâmica de mercado em 2025 colocou em discussão dois temas que há décadas não vinham à tona: a robustez do mercado americano e o posicionamento do dólar como reserva global de valor e referência para o comércio global.
A proposta deste material é debater temas de investimentos para os próximos 8 meses, mas qualquer investimento em ativos de risco deve ter um objetivo de longo prazo, pela própria natureza destes mercados. Apesar de estarmos diante de um período de turbulência, para horizontes mais longos continuamos adeptos da máxima “never bet against America” (nunca aposte contra a América), cunhada pelo megainvestidor Warren Buffett.
É fato que algumas das políticas econômicas do governo corrente dos EUA têm efeitos negativos sobre a inflação e a atividade, e a probabilidade de recessão não é desprezível.
Mas esta não é a primeira crise dos Estados Unidos. O mercado americano já passou por períodos extremamente desafiadores, como a Grande Depressão, a crise do petróleo, a bolha pontocom, o colapso do sistema financeiro na crise das hipotecas subprime e os ataques de 11 de setembro, para citar apenas alguns deles. O resultado foi sempre o mesmo: recuperação e crescimento no longo prazo (vide gráfico ao final da seção).

Nas últimas semanas, o novo governo vem dando mais sinais de alívio ao mercado, adotando uma postura muito mais amena e indicando maior abertura a negociações com parceiros comerciais, além de recuar de ameaças de intervenção sobre o Federal Reserve. Apesar das incertezas, até o momento o novo governo tem reagido aos efeitos de suas políticas nos mercados e indicadores econômicos.
Já mostramos no Guia Carteira Blindada que a exposição a uma moeda forte como o dólar tem um duplo efeito de proteção ao patrimônio do brasileiro, diminuindo a correlação entre os ativos e a volatilidade da carteira. A diversificação continua sendo o único almoço grátis do mercado, e ter patrimônio em diversas geografias, em moeda forte, é fundamental para atingir esse equilíbrio.








