O real foi a moeda que mais desvalorizou em 2020, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A nossa moeda teve o pior desempenho entre as 30 mais negociadas do mundo. O cenário de queda só impulsionou as remessas de brasileiros no exterior, já que a conversão do dólar em real ficou ainda mais vantajosa

Segundo dados do Banco Central, as remessas do exterior  para brasileiros bateram recorde no primeiro semestre de 2021, somando US$ 1,89 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 10,16 bilhões. É o maior valor da série histórica do BC.

A alta ou baixa do dólar sempre fica no centro do noticiário, já que a moeda norte-americana produz impactos significativos para a economia mundial. Mas você sabe quais são os fatores que influenciam essa variação na conversão do dólar em real?

Fatores que influenciam a conversão do dólar em real

O preço do dólar tem profunda influência sobre muitos setores da economia brasileira. Além, claro, de interferir no valor das suas viagens, nos produtos que você consome e nos seus investimentos.

As variáveis que influenciam o mercado de câmbio são muitas e nem sempre tão previsíveis. No dia 14 de maio de 2020, por exemplo, o dólar bateu R$ 5,97, seu maior valor nominal na história. Menos de um mês depois, despencou para R$ 4,85. 

O que explica essa variação na conversão do dólar em real? O preço da moeda norte-americana, assim como qualquer outro produto, segue a regra da oferta e da demanda. Ou seja, o preço do dólar sobe quando há uma busca maior pela moeda no mercado. 

Por que o dólar tem subido tanto nos últimos tempos? 

Existem alguns fatores que naturalmente afetam o aumento da demanda e queda da oferta da moeda americana. O déficit comercial do Brasil é um deles, assim como o aumento dos gastos dos brasileiros no exterior e o aumento da taxa de juros nos Estados Unidos. 

Os efeitos da instabilidade nacional

Existem, ainda, situações de instabilidade que podem desencadear uma maior procura pela moeda, gerando um encarecimento da conversão do dólar em real. Ações de governos, empresas e investidores podem impactar diretamente na valorização ou desvalorização da moeda.

O Risco Brasil é um dos indicadores dessa instabilidade nacional que influencia no aumento da conversão do dólar em real. Neste índice, entram fatores como leis tributárias brasileiras, taxa de juros, política fiscal e tensões políticas, que impactam diretamente na desvalorização do real frente ao dólar.

Inclusive, em julho de 2020, o Risco Brasil calculado pelo EMBI+ (Emerging Markets Bond Index Plus, índice criado pelo banco JP Morgan) atingiu o valor mais alto dos últimos dez anos. Nessa época, a justiça brasileira havia decretado a falência da Avianca Brasil, o que influenciou diretamente na desvalorização do real.

Mas, você sabia que, no Brasil, o Banco Central pode intervir no mercado de câmbio para amenizar casos como esse e evitar colapsos econômicos? 

Em casos de instabilidade, por exemplo, o BC pode colocar suas reservas de dólar à venda para ampliar a oferta e evitar uma desvalorização muito grande do real em relação à moeda americana. 

Taxas que são cobradas na conversão do dólar 

Para além do preço do dólar em si, existem algumas taxas que são cobradas no processo de conversão do dólar em real. A principal delas que você precisa saber é o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). 

Todas as operações de câmbio feitas no Brasil estão sujeitas à incidência desse imposto, sejam compras de moeda em espécie, remessas internacionais ou pagamentos com cartões. Falamos mais sobre o IOF nesse conteúdo aqui.

Para quem vai viajar e opta pelo dólar turismo, por exemplo, precisará arcar com um IOF de 1,1% mais o spread (taxa de serviço) das casas de câmbio, que engloba custos com distribuição, armazenamento de papel moeda, entre outros. 

Já em compras internacionais no cartão de crédito ou pré-pago, é cobrado um IOF mais caro, de 6,38% sobre o valor final da compra. Além disso, os bancos também costumam cobrar um spread alto, que gira em torno de 5%.

Por isso, quem faz compras no exterior com cartões de crédito precisa ficar atento a essas taxas, que encarecem o valor total do produto e podem pesar na fatura do final do mês.

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Como economizar nessas taxas?

Saiba que sim, é possível e muito simples economizar nas taxas de conversão do dólar e ter mais vantagem nas transações. Para isso, basta ter uma conta em dólar. E você consegue fazer isso sem sair do Brasil, em poucos cliques e sem burocracia.

A Nomad é um dos bancos digitais globais que oferece essa possibilidade aos brasileiros. Ao utilizar a conta em dólar da Nomad, você economiza ainda mais, porque usamos a cotação do dólar comercial, mais barato que o turismo.

Além disso, o valor do IOF cobrado na conversão do dólar cai para 1,1%. As compras internacionais podem ser feitas com um cartão de débito, para que você elimine de vez aquele IOF abusivo do cartão de crédito. 

Outra economia que a conta corrente em dólar oferece é no spread: ao invés de arcar com a taxa de 5% da maioria dos bancos, você paga apenas 2% por suas movimentações em dólar

Perceba que as melhores taxas de conversão do dólar estão disponíveis para os brasileiros que têm uma conta global. Com a Nomad, você consegue abrir a sua em poucos passos, através de um único aplicativo e sem pagar taxas de abertura ou de manutenção. Simples assim.

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