Enquanto o Brasil luta para não viver uma permanente recessão, a China, segunda maior economia do mundo, mantém um crescimento econômico médio de 10% ao ano. Com chances de se tornar a maior potência mundial em um futuro não muito distante, a economia chinesa se destaca em diversas frentes e setores, como tecnologia e varejo.

Essas são algumas das características que tornam a China um destino atraente para quem busca diversificar investimentos fora do país, procurando tanto a possibilidade de retornos mais elevados quanto a redução do chamado “risco Brasil”.

Recentemente, a BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, publicou um relatório sobre o tema, intitulado “China — an opportunity too big to ignore?” (China — uma oportunidade grande demais para ignorar?). Neste artigo, vamos ver com mais detalhes por que o país asiático chamou a atenção da gestora. Acompanhe!

Crescimento forte e consistente

Nos últimos 25 anos, a China tem vivido um crescimento econômico exponencial, o que a levou a ser a segunda maior economia do mundo, com forte possibilidade de ultrapassar os Estados Unidos e tornar-se a maior potência global.

Três fatores principais explicam esse forte crescimento:

  • Investimento de capital de larga escala;
  • Crescimento drástico de produtividade;
  • Forte aumento do consumo doméstico.

O país também é uma potência de consumo. Na esteira do crescimento econômico, houve um processo de urbanização. Assim, muitas pessoas que antes viviam em áreas rurais passaram a trabalhar em cidades, com empregos que aumentaram o poder de compra das famílias e, logo, o consumo. Isso, por sua vez, também ajudou a impulsionar o crescimento do país. Não é à toa que a China é o país que mais influencia o crescimento global desde 2006.

Mercado grande e pouco explorado

O mercado acionário da China é gigantesco. No Brasil, ao redor de 430 empresas têm suas ações negociadas na B3, o que representa cerca de 1% do mercado global. O valor de mercado das empresas listadas na B3 é de cerca de US$1 trilhão.

Enquanto isso, na China, são mais de 3.500 companhias de capital aberto, que, somadas, têm um valor de mercado de mais de US$ 6 trilhões. Ainda assim, a presença de investidores estrangeiros no país é baixa e corresponde a apenas cerca de 3% do mercado total.

Reformas estruturais positivas para os investidores

O país está promovendo uma série de reformas estruturais que abrem espaço para oportunidades de investimento. Veja as principais:

  • Realocação de capital: redução de dívida e liberalização das taxas de juros, passando de um sistema controlado para outro no qual as políticas se baseiam nas forças de mercado;
  • Redistribuição de renda: redução de impostos sobre propriedade, para indivíduos e empresas;
  • Regulação de mercado: reforma para fornecedores e proteção ambiental.

A China atual é bem diferente da economia fechada de algumas décadas atrás. Estamos falando de uma economia com forte viés tecnológico e de inovação e com foco em consumo e serviço. Além disso, vemos uma economia mais aberta, com uma classe média forte e em processo acelerado de urbanização.

Agora você já entende por que a China pode ser um destino atraente para os seus investimentos. Ainda assim, vale destacar que esse é um investimento de risco, dado que ainda existem incertezas políticas e econômicas no país. Trata-se, portanto, de uma opção
mais indicada para investidores com perfil arrojado e agressivo, que estão dispostos a ter oscilações negativas nas suas aplicações em troca da possibilidade de obter ganhos mais elevados.

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