A possibilidade de fazer investimentos internacionais tem despertado, cada vez mais, a atenção de pessoas que buscam diversificar a própria carteira de investimentos. Apenas entre janeiro e maio de 2020, os brasileiros investiram US$ 3,452 bilhões em fundos fora do país.

Também houve um grande volume de compra de ações internacionais, que somaram US$ 707 milhões nas operações, quase dez vezes mais do que o mesmo período de 2019, quando os brasileiros gastaram US$ 74 milhões nesse tipo de ativo. 

Porém, antes de começar a investir no exterior, é importante entender como funciona essa modalidade, quais seus benefícios e para quem ela é mais indicada. 

Então, continue lendo este artigo até o final para entender melhor sobre o assunto e saber se os investimentos internacionais são uma boa opção para você!

O que são investimentos internacionais?

Notas de dólar
Os investimentos internacionais podem oferecer benefícios para diferentes tipos de investidores.

Os investimentos internacionais são uma forma de aplicar dinheiro em outros países que, geralmente, têm economias mais estabilizadas e moedas mais fortes. 

Essa opção surge como forma de evitar perdas graves no patrimônio em decorrência de problemas econômicos internos no Brasil, como inflação, desvalorização do real frente a outras moedas, crise política, entre outros fatores. 

Assim, muitos investidores optam por alocar uma parte de seus recursos no exterior para ter mais segurança, além de obter uma boa rentabilidade em dólares ou euros. 

Existem diferentes tipos de investimentos internacionais que podem ser feitos pelos brasileiros, como ações, ETFs (Exchange-traded funds), fundos de investimento, ADRs (American Depositary Receipts), entre outros.

Quais são os riscos em realizar investimentos internacionais?

Realizar investimentos fora do país pode envolver alguns riscos, assim como acontece também no Brasil. 

Em primeiro lugar, é preciso considerar todas as questões que envolvem qualquer tipo de aplicação financeira, como risco de crédito, de liquidez e de mercado. Além disso, é importante lembrar que investir no exterior é se expor a um contexto econômico totalmente diferente do brasileiro.

Por essa razão, é essencial fazer uma escolha consciente, dando preferência a locais mais estáveis em termos de política e com uma economia forte, como Estados Unidos e alguns países que integram a União Europeia. 

Também é importante fazer o processo por meio de instituições confiáveis e com boas referências. Essas são boas maneira de diminuir os riscos envolvidos nos investimentos internacionais e se proteger contra possíveis prejuízos financeiros. 

4 benefícios dos investimentos internacionais 

Fazer aplicações financeiras fora do país pode trazer diversas vantagens para o investidor. Confira as principais: 

1. Diversificação de portfólio

Diversificar a própria carteira de investimentos é uma forma de diminuir os riscos envolvidos nesse tipo de operação. 

Isso porque, caso algum ativo ou mercado sofra uma baixa grave, você não será totalmente prejudicado, já que não colocou todo o seu patrimônio em um único local. Além disso, permite aproveitar as vantagens das aplicações mais rentáveis e também das mais seguras ao mesmo tempo. 

Dessa forma, alocar parte dos seus recursos em investimentos no exterior é uma maneira de se proteger contra baixas na economia brasileira e garantir que o seu dinheiro estará sempre seguro e rendendo. 

2. Mais opções de escolha

Fazer investimentos internacionais é contar com muito mais opções na hora de escolher em quais ativos você quer aplicar. 

Para se ter uma ideia, enquanto a B3 tem pouco mais de 300 empresas com ações listadas, a NASDAQ conta com ações de quase três mil companhias. Isso sem contar as opções de outros tipos de aplicações, como os fundos de investimentos. 

3. Diminuição de riscos

Como já citamos acima, investir fora do país é uma oportunidade de diminuir os riscos de perdas e oscilações em seus rendimentos, pois permite atuar em mercados mais evoluídos e menos instáveis que o brasileiro.

4. Moeda forte

Cédulas e moedas espalhadas
Realizar investimentos internacionais não o deixa preso em só uma economia.

Ter uma parte do seu patrimônio em uma moeda mais forte, como o dólar, é uma alternativa interessante, mesmo em períodos de valorização do real. Isso porque essa moeda terá sempre uma expectativa de alta, e poderá gerar lucros até mesmo em uma simples variação cambial. 

O que são fundos internacionais?

Os fundos internacionais são um tipo de aplicação cujo rendimento está ligado a ativos em uma moeda estrangeira, como o dólar ou euro. 

De forma simplificada, eles funcionam como uma carteira de investimentos compartilhada, na qual investidores com perfil semelhante compram cotas de participação. 

As decisões sobre novas aquisições ou vendas dos ativos do portfólio são tomadas por um gestor, que pode ser uma instituição financeira. Porém, elas não são feitas de forma arbitrária, já que sempre levam em consideração algumas regras estabelecidas de acordo com os objetivos de cada fundo. 

Os fundos internacionais funcionam de forma bastante parecida com os fundos de investimento brasileiros, com a única diferença de serem compostos, exclusivamente, por ativos negociados fora do país. 

3 tipos de fundos internacionais

Agora que você já sabe o que são os fundos internacionais, conheça 3 tipos deles:

1. Renda variável

Essa modalidade de fundo tem a sua carteira composta, principalmente, por ativos sem taxa de rentabilidade pré-definida no momento da contratação, como ações,  ETFs, e cotas de outros fundos de renda variável.

Por ser composto por aplicações menos previsíveis, o fundo de renda variável, geralmente, é indicado para investidores com perfil mais arrojado. 

2. Renda Fixa

Como o próprio nome diz, os fundos de renda fixa têm a maior parte da carteira composta por ativos de renda fixa, como títulos públicos do país em que está alocado e debêntures de empresas multinacionais.

Essa opção costuma ter proteção contra a variação cambial e é mais indicada para pessoas com perfil conservador para os investimentos.

3. Fundo cambial

O fundo cambial é dedicado às operações de compra e venda de moeda internacional, sendo o dólar americano a mais frequente, sendo possível lucrar com as variações positivas da moeda.

Essa modalidade também é mais adequada para investidores de perfil arrojado, pois depende das movimentações econômicas do país emissor da moeda, o que torna difícil fazer uma projeção regular. 

Tipo de investidor: para qual deles os fundos internacionais são indicados?

Qualquer pessoa pode fazer investimentos internacionais. Porém, a Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM) recomenda que esse tipo de aplicação seja feita por investidores mais qualificados, ou seja, que já têm experiência fazendo investimentos no Brasil. 

Além disso, antes de comprar um ativo ou entrar em um fundo de investimento internacional, é importante levar em consideração o próprio perfil de investidor (conservador, moderado ou arrojado), de forma a colocar os recursos em aplicações que façam mais sentido para você e a sua tolerância a riscos.

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Como realizar investimentos internacionais

Existem duas maneiras de realizar investimentos fora do Brasil. A primeira delas é enviando dinheiro para o exterior por meio de bancos ou corretoras. Nesse caso, após transferir recursos para a conta internacional, o usuário pode começar investir em ativos financeiros lastreados em dólar.

O passo inicial para quem deseja realizar investimentos internacionais é estudar sobre o tema!

A outra opção é investir em fundos internacionais por meio de uma instituição financeira sediada no Brasil que ofereça essa possibilidade. Essa é uma boa opção para quem ainda não tem muita experiência com investimentos internacionais e quer começar de forma mais segura. 

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